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Giovanni Cheli
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Giovanni Cheli | |
|---|---|
| Cardeal da Santa Igreja Romana | |
| Presidente emérito do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes | |
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Diocese de Roma |
| Nomeação | 28 de junho de 1988 |
| Predecessor | Bernardin Cardeal Gantin |
| Sucessor | Stephen Fumio Cardeal Hamao |
| Mandato | 1988 - 1998 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 21 de junho de 1942 por Umberto Rossi |
| Nomeação episcopal | 8 de setembro de 1978 |
| Ordenação episcopal | 16 de setembro de 1978 por Jean-Marie Cardeal Villot |
| Nomeado arcebispo | 8 de setembro de 1978 |
| Cardinalato | |
| Criação | 21 de fevereiro de 1998 por Papa João Paulo II |
| Ordem | Cardeal-diácono (1998-2008) Cardeal-presbítero (2008-2013) |
| Título | São Cosme e São Damião |
| Brasão | |
| Lema | UNITAS IN CARITATE |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Turim 4 de outubro de 1918 |
| Morte | Roma 8 de fevereiro de 2013 (94 anos) |
| Nacionalidade | italiano |
| dados em catholic-hierarchy.org Cardeais Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Giovanni Cheli (Turim, 4 de outubro de 1918 - Roma, 8 de fevereiro de 2013) foi um cardeal italiano da Igreja Católica, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
Biografia
Nascido em Turim em 4 de outubro de 1918, filho de Egidio Cheli, natural de Suvereto, e Annunziata Sacco, de San Damiano. Estudou no Seminário de Asti, depois no Pontifício Ateneu Laterano, em Roma, onde obteve a licenciatura em teologia e o doutorado em direito canônico, e, posteriormente, na Pontifícia Academia Eclesiástica, onde estudou diplomacia.[1]
Ordenado sacerdote em 21 de junho de 1942, na catedral de Asti, pelo bispo Umberto Rossi. Na diocese de Asti, de 1942 a 1949, foi vice-conselheiro diocesano da Ação Católica; prefeito de disciplina e professor de francês, história e matemática no Seminário de Asti. Ao mesmo tempo, foi assistente diocesano da seção juvenil da Ação Católica e vice-pároco festivo em Isola d'Asti.[1]
Durante a Segunda Guerra Mundial, graças a um rádio de ondas curtas, ele estabeleceu uma rede de correspondência entre os soldados italianos prisioneiros e suas famílias. A Rádio Londres transmitia periodicamente uma mensagem com os nomes dos prisioneiros. Assim que o conteúdo da transmissão era captado, o Padre Cheli compilava para cada um deles um texto com a mensagem e o nome do soldado. Em seguida, com a ajuda de jovens seminaristas que viajavam de bicicleta, os textos eram entregues às famílias. Ao final do conflito, ele organizou a Pontificia Opera di Assistenza para ajudar os prisioneiros de guerra, doentes e desmobilizados, que retornavam para casa.[1]
Prosseguiu seus estudos e realizou trabalho pastoral em Roma, de 1949 a 1952; foi designado capelão das Irmãs da Misericórdia de Verona, no populoso bairro de Prenestino; e, em seus momentos de folga das aulas universitárias, dedicava-se intensamente ao trabalho pastoral na capela do Instituto do Sagrado Coração, que servia como igreja filial da paróquia de Sant'Elena. Além das longas horas passadas no confessionário e pregando ao povo, dedicou-se especialmente à juventude, formando um grande grupo de coroinhas e o Departamento XX de Escoteiros da ASCI. Retornou à Asti e, logo em seguida, naquele mesmo ano, voltou a Roma para ingressar no serviço diplomático do Vaticano.[1]
Adido da nunciatura na Guatemala, de 1952 a 1955; onde, com a ascensão do Partido Comunista ao poder, as relações do governo com a Igreja e a Santa Sé tornaram-se difíceis. Nesse contexto, além de trabalhar na representação papal, dedicou-se à formação religiosa de jovens, dando vida ao escotismo católico e lecionando na Universidade Católica de Santa María, na Cidade da Guatemala, fundada pelos jesuítas naqueles anos. Nomeado camareiro privado supranumerário de Sua Santidade em 2 de março de 1953; confirmado em 28 de outubro de 1958. Secretário da nunciatura na Espanha e pastoral em Madrid, de 1955 a 1962. Conselheiro da nunciatura na Itália, de 1962 a 1967. Prelado doméstico de Sua Santidade, em 1º de março de 1965. A serviço do Pontifício Conselho para os Assuntos Públicos da Igreja, de 1967 a 1973, colaborou estreitamente com o secretário daquela seção, o Arcebispo Agostino Casaroli, na tarefa de conduzir negociações entre a Santa Sé e alguns países do Leste Europeu. Entre outras atividades, trabalhou nas negociações para a libertação do Cardeal József Mindszenty, arcebispo de Esztergom. Nomeado observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em 25 de julho de 1973, reorganizou as atividades do escritório, principalmente por meio de uma extensa rede de colaboradores externos, e participou de diversas conferências internacionais, incluindo uma sobre o Direito do Mar, que durou dez anos.[1]
Nomeado primeiro núncio apostólico nomeado perante as Nações Unidas, em 16 de setembro de 1978, foi consagrado arcebispo titular de Santa Giusta, na Cidade do Vaticano, pelo Cardeal Jean Villot, bispo de Frascati, secretário de Estado, prefeito do Pontifício Conselho para os Assuntos Públicos da Igreja e camerlengo da Santa Igreja Romana, assistido por Giuseppe Caprio, substituto da Secretaria de Estado, e por Agostino Casaroli, secretário da Sagrada Congregação para Assuntos Eclesiásticos Extraordinários. Seu lema episcopal era Unitas in charitate.
O Papa João Paulo II o nomeou pró-presidente da Comissão Pontifícia para a Pastoral das Migrações e do Turismo em 18 de setembro de 1986; o nome da comissão foi alterado para Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes em 28 de junho de 1988 e Cheli foi nomeado seu presidente em 1º de março de 1989. Participou da Oitava Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 1990; da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Europa, em 1991; da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a África, em 1994; e da Nona Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 1994. Na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América, em 1997, o dicastério confirmou e consolidou a prática, já existente, de diferenciar a mobilidade humana em diversas áreas: migrantes, refugiados, marítimos, turismo, viajantes, aeroportos, estudantes, trabalhadores de feiras e circenses, atribuindo a responsabilidade a uma equipe fixa, o que favoreceu a especialização. Diversas conferências globais e regionais foram convocadas pelo Pontifício Conselho naqueles anos, assim como iniciativas de apoio ao apostolado do mar e à assistência a refugiados e deslocados internos. Durante sua presidência, foram debatidas em profundidade as complexas questões da nova migração. No vasto universo da mobilidade humana, o cuidado com a dimensão espiritual sempre ocupou um lugar especial, com particular atenção à experiência da peregrinação.[1]
O Papa João Paulo II elevou-o à dignidade de cardeal no consistório de 21 de fevereiro de 1998, atribuindo-lhe a diaconia dos Santos Cosme e Damião. Renunciou à presidência do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes em 15 de junho de 1998. Perdeu o direito de participar do conclave ao completar 80 anos de idade, em 4 de outubro de 1998. Cardeal Cheli foi um crítico ferrenho da invasão do Iraque pelos Estados Unidos da América em 2001. Optou pela ordem dos cardeais-presbíteros e seu diaconato foi elevado pro hac vice a título em 1º de março de 2008. Em 8 de junho de 2009, participou da celebração do bicentenário do nascimento do Cardeal Guglielmo Massaia, OFMCap., que ocorreu em Asti. Ele foi condecorado, entre outras, com a Ordem de Isabel a Católica, da Espanha, e nomeado comendador da Ordem do Mérito da República Italiana; e da Cruz de Mérito da República Federal da Alemanha. Recebeu doutorados honoris causa de universidades nos Estados Unidos: St. John's, Fordham e Seton Hall.[1]
Ele morreu em seu apartamento no Palazzo di San Callisto em Roma nas primeiras horas da manhã de 8 de fevereiro de 2013, aos 94 anos. [2]
O funeral foi realizado no dia 9 de fevereiro, às 17h, no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro. A liturgia fúnebre foi celebrada pelo Cardeal Angelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício. Uma segunda cerimônia fúnebre, presidida pelo Arcebispo Emérito de Turim, Cardeal Severino Poletto, ocorreu no dia 11 de fevereiro, às 9h30, na Catedral de Santa Maria Assunta, em Asti. O corpo foi então sepultado na cripta episcopal da catedral.[1]
Referências
Ligações externas
- «Biografia no site The Cardinals of the Holy Roman Church»
- «Biografia no GCatholic.com»
- «Biografia no Catholic Hierarchy»
| Precedido por Hermenegildo Ramírez Sánchez |
Arcebispo titular de Santa Giusta 1978 — 1998 |
Sucedido por Luigi Gatti |
| Precedido por Bernardin Gantin |
presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes 1989 — 1998 |
Sucedido por Stephen Fumio Hamao |
| Precedido por Eduardo Francisco Pironio |
Cardeal-presbítero de São Cosme e São Damião 1998 — 2013 |
Sucedido por Beniamino Stella |

