BETA ZEN
Geraldo Bulhões
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Geraldo Bulhões | |
|---|---|
Geraldo Bulhões | |
| Governador de Alagoas | |
| Período | 15 de março de 1991 a 1 de janeiro de 1995 |
| Vice-governador | Francisco de Melo |
| Antecessor(a) | Moacir Andrade |
| Sucessor(a) | Divaldo Suruagy |
| Deputado federal por Alagoas | |
| Período | 1 de fevereiro de 1971 a 1 de fevereiro de 1991 (5 mandatos) |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 19 de fevereiro de 1938 Santana do Ipanema, AL |
| Morte | 27 de maio de 2019 (81 anos) Maceió, AL |
| Alma mater | Universidade Federal de Alagoas |
| Partido | ARENA, PDS, PMDB, PRN, PSC, PFL |
| Profissão | promotor de justiça, procurador |
Geraldo Bulhões Barros (Santana do Ipanema, 19 de fevereiro de 1938 – Maceió, 27 de maio de 2019) foi um promotor de justiça, procurador e político brasileiro, outrora governador de Alagoas entre 1991 e 1995.[1]
Dados biográficos
Filho de Benício Mendes Barros e Aquilina Bulhões Barros. Formou-se em Direito em 1963 com pós-graduado em 1965 na Universidade Federal de Alagoas. Foi promotor de justiça adjunto em Pão de Açúcar e procurador em Maceió e durante os governos de Luís Cavalcanti, João Tubino e Lamenha Filho foi incorporador, diretor financeiro e assessor jurídico da Companhia de Habitação Popular de Alagoas e nela acumulou os postos de assessor técnico-jurídico e secretário do Conselho de Desenvolvimento de Alagoas.[2]
Eleito deputado federal pela ARENA em 1970, 1974 e 1978, migrou para o PDS com o fim do bipartidarismo no governo do presidente João Figueiredo.[3][4][5][6] Foi reeleito em 1982 e nesse período, embora tenha votado a favor da Emenda Dante de Oliveira em 1984, escolheu Paulo Maluf no Colégio Eleitoral em 1985.[7][8] Ingressou no PMDB após o fim do Regime Militar de 1964, quando aliou-se a Fernando Collor e Renan Calheiros: o primeiro foi eleito governador de Alagoas enquanto Calheiros e Bulhões foram reconduzidos à Câmara dos Deputados em 1986 e participaram da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988.[9][10]
Reunido sob a legenda do PRN, o referido triunvirato experimentou a vitória nas eleições presidenciais de 1989, quando Fernando Collor derrotou Luiz Inácio Lula da Silva em segundo turno e Renan Calheiros assumiu o posto de líder do governo na Câmara. Aparentemente em uníssono, o grupo se esfacelou em 1990,[11] quando Geraldo Bulhões migrou para o PSC e disputou o governo alagoano contra Renan Calheiros. Numa campanha renhida e exaltada, a realização do segundo turno foi adiada sob ocorrência de fraude.[12][nota 1] Vitorioso Bulhões,[13] seu rival rompeu com o governo federal antes do impeachment do presidente da República em 1992.[14]
Filiado ao PFL, foi derrotado na eleição para senador em 2002.[15] Faleceu em 27 de maio de 2019, aos 81 anos de idade, em decorrência de complicações respiratórias.[16]
Notas e referências
Notas
- ↑ Originalmente previsto para 25 de novembro de 1990, o segundo turno em Alagoas foi adiado para 20 de janeiro de 1991.
Referências
- ↑ BRASIL. Fundação Getúlio Vargas. «Biografia de Geraldo Bulhões no CPDOC». Consultado em 24 de setembro de 2022
- ↑ BRASIL. Câmara dos Deputados. «Biografia do deputado Geraldo Bulhões». Consultado em 22 de setembro de 2013
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1970». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1974». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1978». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1982». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ Clóvis Rossi (26 de abril de 1984). «A nação frustrada! Apesar da maioria de 298 votos, faltaram 22 para aprovar diretas. Capa». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 24 de setembro de 2022
- ↑ Redação (16 de janeiro de 1985). «Sai de São Paulo o voto para a vitória da Aliança. Política, p. 06». acervo.folha.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 24 de setembro de 2022
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1986». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ BRASIL. Presidência da República. «Constituição de 1988». Consultado em 24 de setembro de 2022
- ↑ O rei vai votar. Disponível em Isto É Senhor, ed. 1096, de 19/09/1990. São Paulo: Três.
- ↑ BRASIL. Diário da Justiça. «Despachos». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1990». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ «A trajetória de Renan Calheiros». Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 2002» (PDF). Consultado em 14 de fevereiro de 2026
- ↑ Derek Gustavo (27 de maio de 2019). «Geraldo Bulhões, ex-governador de Alagoas, morre aos 81 anos». g1.globo.com. G1 Alagoas. Consultado em 24 de setembro de 2022
