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G7
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Líderes do G7 na França (junho de 2026) | |
Os países do G7 (azul) e a UE (azul-petróleo)
Estados-membros e principais líderes: | |
| Tipo | Organização intergovernamental |
|---|---|
| Fundação |
|
| Propósito | Fórum político e econômico |
| Línguas oficiais | Inglês, francês, alemão, italiano, japonês |
| Fundadores | Grupo da Biblioteca:
1ª cúpula do G6: |
| Antigo nome |
|
O Grupo dos Sete (G7) é um fórum político e econômico intergovernamental composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos; além disso, a União Europeia (UE) é um "membro não enumerado". O grupo se organiza em torno dos valores compartilhados do pluralismo, da democracia liberal e do governo representativo.[1][2][3] Os membros do G7 são importantes economias avançadas do FMI.
Originado de uma reunião ad hoc de ministros das Finanças em 1973, o G7 tornou-se desde então um foro formal e de grande visibilidade para discutir e coordenar soluções para grandes problemas globais, especialmente nas áreas de comércio, segurança, economia e mudanças climáticas.[4] O chefe de governo ou chefe de Estado de cada membro, juntamente com o presidente da Comissão Europeia e o presidente do Conselho Europeu, reúne-se anualmente na Cúpula do G7; outros altos funcionários do G7 e da UE se encontram ao longo do ano. Representantes de outros Estados e organizações internacionais são frequentemente convidados, tendo a Rússia sido membro formal (como parte do G8) de 1997 até sua suspensão em 2014.
O G7 não se baseia em um tratado e não possui secretariado ou escritório permanente. É organizado por meio de uma presidência que se alterna anualmente entre os Estados-membros, cabendo ao Estado que ocupa a presidência definir as prioridades do grupo e sediar a cúpula; a França exerce a presidência em 2026.[5] Embora não tenha base jurídica ou institucional, considera-se amplamente que o G7 exerce influência internacional significativa;[6] o grupo catalisou ou liderou várias iniciativas globais importantes, inclusive esforços para combater a pandemia de HIV/AIDS, fornecer ajuda financeira aos países em desenvolvimento e enfrentar as mudanças climáticas por meio do Acordo de Paris de 2015.[6][1][7] O grupo é criticado por observadores por sua composição alegadamente ultrapassada e limitada, sua representação global estreita e sua ineficácia.[8][9][10][11]
Os países do G7 têm, em conjunto, uma população de cerca de 780 milhões de pessoas (ou quase 10% da população mundial) e respondem por aproximadamente metade da riqueza líquida nominal mundial e, em 2026, por cerca de 44% do produto interno bruto (PIB) nominal mundial e cerca de 28% do PIB mundial por paridade do poder de compra.[12][13][14]
História
Origens
O conceito de um fórum para os principais países industrializados do mundo capitalista surgiu antes da crise petrolífera de 1973. Em 25 de março de 1973, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, George Shultz, convocou uma reunião informal de ministros das Finanças da Alemanha Ocidental (Helmut Schmidt), da França (Valéry Giscard d'Estaing) e do Reino Unido (Anthony Barber) antes de uma reunião prevista em Washington, D.C.. O presidente dos Estados Unidos Richard Nixon ofereceu a Casa Branca como local, e a reunião foi realizada em sua biblioteca, no piso térreo; por isso, o grupo original de quatro ficou conhecido como "Grupo da Biblioteca". Em meados de 1973, nas Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, Shultz propôs a inclusão do Japão, o que foi aceito por todos os membros. A reunião informal de altos funcionários financeiros dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha Ocidental, Japão e França tornou-se conhecida como "Grupo dos Cinco".[15][16][15][17]
Em 1974, os cinco membros passaram por mudanças de liderança súbitas e, muitas vezes, conturbadas. O presidente francês Georges Pompidou morreu repentinamente, provocando uma nova eleição presidencial vencida por margem estreita por Valéry Giscard d'Estaing. O chanceler da Alemanha Ocidental Willy Brandt, o presidente norte-americano Richard Nixon e o primeiro-ministro japonês Kakuei Tanaka renunciaram em consequência de escândalos. No Reino Unido, a eleição de fevereiro de 1974, que não produziu maioria parlamentar, levou à formação de um governo minoritário cuja instabilidade resultou em outra eleição no mesmo ano. Consequentemente, o sucessor de Nixon, Gerald Ford, propôs para o ano seguinte um retiro no qual os novos líderes do grupo pudessem conhecer-se melhor.
Primeira cúpula e expansão

Por iniciativa de Giscard d'Estaing e de seu homólogo alemão, Helmut Schmidt, a França sediou uma cúpula de três dias em novembro de 1975, convidando o Grupo dos Cinco e a Itália, formando o "Grupo dos Seis" (G6). Realizada no Castelo de Rambouillet, a reunião concentrou-se em várias questões econômicas importantes, entre elas a crise do petróleo, o colapso do sistema Bretton Woods e a recessão mundial então em curso. O resultado foi a "Declaração de Rambouillet", de 15 pontos, que, entre outras posições, anunciou o compromisso conjunto do grupo com a promoção do livre-comércio, do multilateralismo, da cooperação com o mundo em desenvolvimento e da aproximação com o Bloco Oriental. Os membros também estabeleceram planos para que futuras reuniões ocorressem regularmente todos os anos.[18][19][20]
Em 1976, o primeiro-ministro britânico Harold Wilson, que havia participado da primeira cúpula do G6, renunciou ao cargo; Schmidt e Ford consideravam que o grupo precisava de um anglófono com maior experiência política e defenderam o convite a Pierre Trudeau, que havia sido primeiro-ministro do Canadá por oito anos – um período consideravelmente mais longo que o de qualquer dirigente do G6. O Canadá também era a maior economia avançada depois dos membros do G6. A cúpula realizada em Dorado, Porto Rico, no fim daquele ano tornou-se a primeira do atual Grupo dos Sete (G7).[21][19]
Em 1977, o Reino Unido, que sediava a cúpula daquele ano, convidou a Comunidade Econômica Europeia a participar de todas as cúpulas do G7; desde 1981, ela participa de todas as reuniões por meio do presidente da Comissão Europeia e do líder do país que exerce a presidência do Conselho da União Europeia. Desde 2009, o cargo então recém-criado de presidente do Conselho Europeu, que atua como principal representante externo da União, também participa regularmente das cúpulas.[22]
Crescente projeção

Até o Acordo de Plaza de 1985, as reuniões entre os ministros das Finanças dos sete governos não eram de conhecimento público. O acordo, que envolveu apenas o Grupo dos Cinco original, foi anunciado no dia anterior à sua conclusão, e um comunicado foi divulgado posteriormente.[23] A década de 1980 também marcou a ampliação das preocupações do G7 para além das questões macroeconômicas, sobretudo em relação à segurança internacional e aos conflitos; por exemplo, o grupo procurou tratar dos conflitos em curso entre Irã e Iraque, a Guerra Irã-Iraque, e entre a União Soviética e o Afeganistão (Guerras civis afegãs).
Após a cúpula de 1994 em Nápoles, autoridades russas realizaram reuniões separadas com os líderes do G7. Esse arranjo informal foi chamado de "Oito Político" (P8) e, coloquialmente, G7+1. A convite dos líderes do G7, o presidente russo Boris Iéltsin foi inicialmente convidado como observador e, depois, como participante pleno. Após a reunião de 1997, a Rússia foi formalmente convidada para a reunião seguinte e ingressou oficialmente no grupo em 1998, dando origem ao Grupo dos Oito (G8). A Rússia destoava do grupo, pois não possuía a riqueza nacional nem o peso financeiro dos demais membros e nunca havia sido uma democracia liberal consolidada.[19][24][25] Acredita-se que seu convite, feito durante uma difícil transição para uma economia pós-comunista, tenha sido motivado pelo desejo de incentivar suas reformas políticas e econômicas e seu engajamento internacional.
No fim de 1999, Vladimir Putin sucedeu Iéltsin. Em fevereiro de 2007, Putin proferiu um discurso na 43.ª Conferência de Segurança de Munique.
A participação da Rússia foi suspensa em março de 2014 em resposta à sua anexação da Crimeia.[26][27][28] Os membros não chegaram a expulsar o país permanentemente,[29] e, nos anos seguintes, manifestaram abertura ou desejo explícito de restabelecer a participação russa. Em janeiro de 2017, a Rússia anunciou que deixaria definitivamente o G8, decisão que entrou em vigor em junho de 2018.[30][31] Em 2018, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump defendeu pela primeira vez o retorno da Rússia durante a cúpula do G7 de 2018 em Charlevoix, com apoio do primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte, mas todos os demais membros rejeitaram a proposta.[32] Trump voltou a defender a ideia em 2020, embora a Rússia tenha demonstrado não ter interesse em retornar.[33][34]
Novos apelos pela ampliação da participação
Houve diversas propostas para ampliar o G7. O Atlantic Council, sediado nos Estados Unidos, realiza desde 2014 o D-10 Strategy Forum com representantes do que chama de "principais democracias" favoráveis a uma "ordem democrática baseada em regras", reunindo todos os membros do G7 (inclusive a União Europeia) mais Austrália e Coreia do Sul. Vários países democráticos – entre eles Índia, Indonésia, Polônia e Espanha – participam como observadores.[35] Por ter um mandato semelhante ao do G7, o D-10 foi considerado por alguns analistas uma alternativa ao grupo;[36] a ideia também é apoiada por vários think tanks e pelo ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson.[35]
Em 2019, sob o presidente russo Vladimir Putin, a Rússia manifestou apoio à inclusão de China, Índia e Turquia caso a participação russa no G7 fosse restabelecida.[37]
Em 2020, sob o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o país manifestou apoio à inclusão de Austrália, Brasil, Índia e Coreia do Sul, além da reintegração da Rússia.[38][39] Os líderes dos outros seis membros do G7 rejeitaram unanimemente a proposta.[40]
Também em novembro de 2020, Jared Cohen e Richard Fontaine, escrevendo na revista Foreign Affairs, sugeriram que o G7 poderia ser ampliado para um "T-12" de "tecnodemocracias". Anteriormente, em junho do mesmo ano, foi anunciada a Parceria Global sobre Inteligência Artificial (GPAI). De certa forma uma iniciativa derivada do G7, fundada pelos membros Canadá e França, a GPAI tinha inicialmente 15 membros, incluindo a UE e a Índia, além de Austrália, México, Nova Zelândia, Singapura, Eslovênia e República da Coreia.[41]
Boris Johnson convidou representantes da Austrália e da República da Coreia para a cúpula do G7 de junho de 2021.[36] A Índia também foi convidada para a cúpula de 2021, com o objetivo de "aprofundar o conhecimento e a experiência à mesa" juntamente com os demais convidados, segundo comunicado do governo britânico.[42]
Em 2021, o jurista e consultor francês Eric Gardner de Béville, membro do Cercle Montesquieu, propôs a adesão da Espanha ao G7.[43] O encarregado de negócios dos Estados Unidos na Espanha, Conrad Tribble, declarou que os Estados Unidos "apoiam entusiasticamente" um papel "maior" da liderança espanhola no cenário internacional.[44]
Em abril de 2022, a Alemanha confirmou que a Índia seria convidada para a cúpula do G7,[45] desfazendo rumores anteriores de que o convite não seria feito.[46][47]
Em março de 2023, o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida convidou Coreia do Sul, Austrália, Índia, Indonésia, Brasil, Vietnã, Comores (que presidia a União Africana de fevereiro de 2023 a fevereiro de 2024), Ilhas Cook (que presidia o Fórum das Ilhas do Pacífico de fevereiro de 2021 a maio de 2024) e Ucrânia para a 49.ª cúpula, realizada em Hiroshima.[48][49][50][51][52][53]
Ronald A. Klain, escrevendo para a Carnegie Endowment, propôs a criação do G9 mediante a inclusão da Coreia do Sul e da Austrália, em razão do eurocentrismo da aliança atual e dos crescentes desafios apresentados pela China na Ásia.[54]
Em março de 2025, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, convidou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para participar da 51.ª reunião de cúpula do G7 em Kananaskis, Alberta, seguido por convites ao primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, em maio, e ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em junho.[55][56]
Atividades e iniciativas
O G7 foi fundado principalmente para facilitar iniciativas macroeconômicas conjuntas em resposta aos problemas econômicos da época; a primeira reunião concentrou-se no Choque Nixon, nas crises energéticas da década de 1970 e na recessão mundial subsequente.[57] Desde 1975, o grupo reúne-se anualmente em cúpulas organizadas e sediadas pelo país que exerce a presidência rotativa naquele ano;[58] desde 1987, os ministros das Finanças do G7 reúnem-se pelo menos semestralmente, e até quatro vezes por ano em reuniões próprias.[59]
A partir da década de 1980, o G7 ampliou suas áreas de interesse para incluir questões de segurança internacional, direitos humanos e segurança global; por exemplo, nesse período, ocupou-se da Guerra Irã-Iraque e da ocupação soviética do Afeganistão.[58] Na década de 1990, lançou um programa de alívio da dívida para os 42 países pobres altamente endividados (HIPC);[60] forneceu 300 milhões de dólares para ajudar a construir a estrutura de contenção sobre o reator danificado de Chernobil;[61] e criou o Fórum de Estabilidade Financeira para ajudar a "administrar o sistema monetário internacional".[62]
Na virada para o século XXI, o G7 passou a enfatizar o envolvimento com o mundo em desenvolvimento. Na cúpula de 1999, o grupo ajudou a lançar o G20, fórum semelhante composto pelo G7 e pelas 13 maiores economias seguintes (incluindo a União Europeia), com o objetivo de "promover o diálogo entre os principais países industrializados e de mercados emergentes";[62] alguns de seus membros apresentaram o G20 como substituto do G7.[63] Depois de ter anunciado anteriormente um plano para cancelar 90% da dívida bilateral dos HIPC, num total de 100 bilhões de dólares, em 2005 o G7 anunciou reduções de dívida de "até 100%", a serem negociadas "caso a caso".[64]
Após a crise financeira de 2007–2008, o G7 reuniu-se duas vezes em Washington, D.C., em 2008, e em Roma, em fevereiro de 2009.[65][66] Os ministros das Finanças do G7 comprometeram-se a tomar "todas as medidas necessárias" para conter a crise,[67] elaborando um "plano de ação agressivo" que incluía injeções de capital financiadas pelo poder público em bancos sob risco de falência.[68] Alguns analistas criticaram o grupo por aparentemente defender que governos individuais formulassem respostas individuais à recessão, em vez de se unir em torno de uma ação conjunta.[69]
Nos anos seguintes, o G7 enfrentou vários desafios geopolíticos que levaram alguns analistas internacionais a questionar sua credibilidade,[70] ou propor sua substituição pelo G20.[71] Em 2 de março de 2014, o G7 condenou a Federação Russa por sua "violação da soberania e da integridade territorial da Ucrânia" por meio de sua intervenção militar.[72] O grupo também anunciou seu compromisso de "mobilizar rapidamente assistência técnica para apoiar a Ucrânia no enfrentamento de seus desafios macroeconômicos, regulatórios e anticorrupção", acrescentando que o Fundo Monetário Internacional (FMI) era a instituição mais adequada para estabilizar as finanças e a economia do país.[72]
Em resposta à posterior anexação da Crimeia pela Rússia, em 24 de março o G7 realizou uma reunião de emergência na residência oficial do primeiro-ministro dos Países Baixos, o Catshuis, em Haia; o local foi escolhido porque todos os líderes do G7 já estavam presentes para participar da Cúpula de Segurança Nuclear de 2014, sediada pelos Países Baixos. Foi a primeira reunião do G7 que não ocorreu em um Estado-membro e da qual o líder do país anfitrião não participou.[73] A cúpula do G8 prevista para Sóchi, Rússia, foi transferida para Bruxelas, tendo a UE como anfitriã. Em 5 de junho de 2014, o G7 condenou Moscou por sua "violação contínua" da soberania da Ucrânia e afirmou estar preparado para impor novas sanções à Rússia.[74] Essa foi a primeira reunião desde a suspensão da Rússia do G8,[74] e, desde então, o país não participa de nenhuma cúpula do G7.
O G7 continuou a adotar uma postura firme contra o "comportamento desestabilizador e as atividades malignas" da Rússia na Ucrânia e em outras partes do mundo, conforme o comunicado conjunto da cúpula de junho de 2021 no Reino Unido.[75] O grupo também pediu à Rússia que enfrentasse os ataques internacionais de cibercrime lançados a partir de seu território e investigasse o uso de armas químicas contra o líder da oposição russa Alexei Navalny.[75] Na cúpula de junho de 2021, o G7 também se comprometeu a ajudar o mundo a se recuperar da pandemia global de COVID-19 — incluindo planos para ajudar a vacinar toda a população mundial —, incentivar novas medidas contra as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade e promover "valores compartilhados" de pluralismo e democracia.[42]
Em 2022, os líderes do G7 foram convidados a participar de uma cúpula extraordinária da OTAN convocada em resposta à invasão russa da Ucrânia em 2022.[76][77]
Em abril de 2024, os ministros de Energia do G7 concordaram em eliminar gradualmente a geração de eletricidade a carvão sem abatimento de emissões entre 2030 e 2035, ou em um cronograma compatível com a limitação do aquecimento global a 1,5 °C.[78][79]
Incêndios florestais na Amazônia em 2019 e Brasil
Os países do G7 prometeram 20 milhões de dólares dos Estados Unidos para ajudar o Brasil e outros países da América do Sul a combater os incêndios florestais. O dinheiro foi bem recebido, embora tenha sido amplamente considerado uma "quantia relativamente pequena" diante da escala do problema. Macron ameaçou bloquear um importante acordo comercial entre a União Europeia e o Brasil (Mercosul) que beneficiaria interesses agrícolas acusados de impulsionar o desmatamento. Pouco depois, Alemanha e Reino Unido criticaram a ameaça.[80]
Organização das cúpulas
A cúpula anual do G7 conta com a participação do chefe de governo de cada membro.[81] O país-membro que exerce a presidência do G7 é responsável por organizar e sediar a cúpula daquele ano. A sequência anual de cúpulas pode ser analisada cronologicamente de diferentes maneiras, inclusive porque a ordem dos países anfitriões se repete ao longo do tempo e em séries.[82] Em geral, cada país sedia a cúpula uma vez a cada sete anos.[83]
Além da reunião principal em junho ou julho, várias outras reuniões podem ocorrer ao longo do ano; em 2021, por exemplo, existiam sete trilhas de trabalho: finanças (4–5 de junho de 2021), meio ambiente (20 e 21 de maio de 2021), saúde (3–4 de junho de 2021), comércio (27–28 de maio de 2021), assuntos internos (7–9 de setembro de 2021), digital e tecnologia (28–29 de abril de 2021), desenvolvimento (3–5 de maio de 2021) e ministros das Relações Exteriores.[84]
Atritos com os Estados Unidos
A reunião de 2018 em Charlevoix, no Canadá, foi marcada por negociações conflituosas sobre tarifas e pela posição de Donald Trump de que a Rússia deveria ser readmitida no G7. O governo Trump havia acabado de impor tarifas sobre aço e alumínio a vários países, inclusive países europeus que também eram membros do G7 e o Canadá, anfitrião da reunião de 2018. Trump demonstrou descontentamento com o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau por realizar uma coletiva de imprensa na qual o Canadá reiterou sua posição sobre as tarifas — uma crítica pública à política econômica de Trump — e instruiu seus representantes na reunião a não assinar a seção econômica do comunicado conjunto normalmente divulgado ao fim do encontro. A chanceler alemã Angela Merkel descreveu o comportamento de Trump como uma "retirada deprimente", enquanto o presidente francês Emmanuel Macron o convidou "a ser sério".[85] Na declaração final assinada por todos os membros, exceto os Estados Unidos, o G7 anunciou sua intenção de manter as sanções e estar pronto para adotar novas medidas restritivas nos meses seguintes contra a Federação Russa por não ter implementado integralmente o Acordo de Minsk.[86]
Guerra de Doze Dias
Os países do G7 expressaram apoio a Israel na Guerra dos Doze Dias. Em 16 de junho de 2025, os líderes do G7 declararam: "Afirmamos que Israel tem o direito de se defender. Reiteramos nosso apoio à segurança de Israel. O Irã é a principal fonte de instabilidade regional e terror."[87] Em 22 de março de 2026, os ministros das Relações Exteriores do G7 condenaram os ataques "injustificáveis" e "imprudentes" do Irã contra locais na região do Golfo.[88]
Lista de cúpulas
| N.º | Data | Anfitrião | Líder anfitrião | Local | Notas |
|---|---|---|---|---|---|
| Como G6 | |||||
| 1.ª | 15–17 de novembro de 1975 | França | Valéry Giscard d'Estaing | Castelo de Rambouillet, em Rambouillet, Yvelines | Primeira e única cúpula do G6. |
| Como G7 | |||||
| 2.ª | 27–28 de junho de 1976 | Estados Unidos | Gerald Ford | Dorado Beach Hotel, em Dorado, Porto Rico | O Canadá aderiu ao grupo, formando o G7.[89][89] |
| 3.ª | 7–8 de maio de 1977 | Reino Unido | James Callaghan | 10 Downing Street, Londres, Inglaterra | O presidente da Comissão Europeia foi convidado a participar das cúpulas anuais do G7. |
| 4.ª | 16–17 de julho de 1978 | Alemanha Ocidental | Helmut Schmidt | Palais Schaumburg, em Bonn, Renânia do Norte-Vestfália | |
| 5.ª | 28–29 de junho de 1979 | Japão | Masayoshi Ōhira | Palácio Akasaka, em Minato, Tóquio | |
| 6.ª | 22–23 de junho de 1980 | Itália | Francesco Cossiga | San Giorgio Maggiore, em Veneza, Vêneto | O primeiro-ministro Ōhira morreu no cargo em 12 de junho; o ministro das Relações Exteriores Saburō Ōkita chefiou a delegação japonesa. |
| 7.ª | 20–21 de julho de 1981 | Canadá | Pierre Trudeau | Château Montebello, em Montebello, Quebec | |
| 8.ª | 4–6 de junho de 1982 | França | François Mitterrand | Palácio de Versalhes, em Versalhes, Île-de-France | |
| 9.ª | 28–30 de maio de 1983 | Estados Unidos | Ronald Reagan | Colonial Williamsburg, em Williamsburg, Virgínia | |
| 10.ª | 7–9 de junho de 1984 | Reino Unido | Margaret Thatcher | Lancaster House, Londres, Inglaterra | |
| 11.ª | 2–4 de maio de 1985 | Alemanha Ocidental | Helmut Kohl | Palais Schaumburg, em Bonn, Renânia do Norte-Vestfália | |
| 12.ª | 4–6 de maio de 1986 | Japão | Yasuhiro Nakasone | Palácio Akasaka, em Minato, Tóquio | |
| 13.ª | 8–10 de junho de 1987 | Itália | Amintore Fanfani | San Giorgio Maggiore, em Veneza, Vêneto | |
| 14.ª | 19–21 de junho de 1988 | Canadá | Brian Mulroney | Metro Toronto Convention Centre, em Toronto, Ontário | |
| 15.ª | 14–16 de julho de 1989 | França | François Mitterrand | Palácio do Louvre, Paris, Île-de-France | |
| 16.ª | 9–11 de julho de 1990 | Estados Unidos | George H. W. Bush | Rice Hotel, em Houston, Texas | |
| 17.ª | 15–17 de julho de 1991 | Reino Unido | John Major | Lancaster House, Londres, Inglaterra | |
| 18.ª | 6–8 de julho de 1992 | Alemanha | Helmut Kohl | Max-Joseph-Saal, Munique, Baviera | |
| 19.ª | 7–9 de julho de 1993 | Japão | Kiichi Miyazawa | Palácio Akasaka, em Minato, Tóquio | |
| 20.ª | 8–10 de julho de 1994 | Itália | Silvio Berlusconi | Palácio Real, em Nápoles, Campânia | |
| 21.ª | 15–17 de junho de 1995 | Canadá | Jean Chrétien | Summit Place, em Halifax, Nova Escócia | |
| 22.ª | 27–29 de junho de 1996 | França | Jacques Chirac | Musée d'art contemporain, em Lyon, Auvérnia-Ródano-Alpes | Primeira cúpula com participação de organizações internacionais, especificamente as Nações Unidas, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Mundial do Comércio.[90] |
| Como G8 | |||||
| 23.ª | 20–22 de junho de 1997 | Estados Unidos | Bill Clinton | Biblioteca Pública, em Denver, Colorado | A Rússia aderiu ao grupo, formando o G8. |
| 24.ª | 15–17 de maio de 1998 | Reino Unido | Tony Blair | International Convention Centre, em Birmingham, West Midlands | |
| 25.ª | 18–20 de junho de 1999 | Alemanha | Gerhard Schröder | Museu Ludwig, em Colônia, Renânia do Norte-Vestfália | Realizou-se em Berlim a primeira cúpula do G20 das principais economias. |
| 26.ª | 21–23 de julho de 2000 | Japão | Yoshirō Mori | Bankoku Shinryokan, em Nago, Okinawa | A África do Sul foi convidada pela primeira vez e, depois disso, foi convidada anualmente sem interrupção até a 38.ª reunião de cúpula do G8, em 2012. Com autorização de um líder do G8, outros países passaram a ser convidados periodicamente pela primeira vez. Nigéria, Argélia e Senegal aceitaram convites nessa ocasião. A Organização Mundial da Saúde também foi convidada pela primeira vez.[90] |
| 27.ª | 20–22 de julho de 2001 | Itália | Silvio Berlusconi | Palácio Ducal, em Gênova, Ligúria | Líderes de Bangladesh, Mali e El Salvador aceitaram seus convites nessa ocasião.[90] O manifestante Carlo Giuliani foi baleado e morto pelos Carabinieri durante uma manifestação violenta. Um dos maiores e mais violentos protestos do movimento antiglobalização ocorreu durante a cúpula.[91] Após esses acontecimentos e os atentados de 11 de setembro, dois meses depois, as cúpulas passaram a ser realizadas em locais mais remotos. |
| 28.ª | 26–27 de junho de 2002 | Canadá | Jean Chrétien | Kananaskis Resort, em Kananaskis, Alberta | A Rússia recebeu autorização para sediar oficialmente uma cúpula do G8. Essa foi a primeira cúpula do G7/G8 em Kananaskis; a região voltou a sediá-la em 2025. |
| 29.ª | 1–3 de junho de 2003 | França | Jacques Chirac | Hôtel Royal, em Évian-les-Bains, Alta Saboia | O G8+5 foi formado informalmente quando China, Índia, Brasil e México foram convidados para a cúpula pela primeira vez (o outro membro do +5 era a África do Sul). Outros países convidados pela primeira vez pelo presidente francês incluíram Egito, Marrocos, Arábia Saudita, Malásia e Suíça.[90] Essa foi a primeira cúpula do G7/G8 em Évian-les-Bains; a região voltou a sediá-la em 2026. |
| 30.ª | 8–10 de junho de 2004 | Estados Unidos | George W. Bush | Sea Island Resort, em Sea Island, Geórgia | Um número recorde de líderes de 12 países diferentes aceitou convites nessa ocasião. Além de alguns países veteranos, os demais foram Gana, Afeganistão, Bahrein, Iraque, Jordânia, Turquia, Iêmen e Uganda.[90] O funeral de Estado do ex-presidente Ronald Reagan ocorreu em Washington durante a cúpula. Muitos líderes do G8 compareceram ao funeral, juntamente com outros 20 chefes de Estado. |
| 31.ª | 6–8 de julho de 2005 | Reino Unido | Tony Blair | Hotel Gleneagles, em Auchterarder, Escócia | O G8+5 foi formalmente criado. No segundo dia, atentados suicidas mataram 52 pessoas no metrô de Londres e em um ônibus. Etiópia e Tanzânia foram convidadas pela primeira vez. A União Africana e a Agência Internacional de Energia fizeram sua estreia.[90] Cerca de 225 mil pessoas saíram às ruas de Edimburgo como parte da campanha Make Poverty History, que defendia justiça comercial, alívio da dívida e mais ajuda. Várias outras manifestações também contestaram a legitimidade do G8.[92] |
| 32.ª | 15–17 de julho de 2006 | Rússia (membro do G8, não do G7)[24] | Vladimir Putin | Palácio de Constantino, em Strelna, São Petersburgo | Única cúpula do G8 realizada na Rússia. A Agência Internacional de Energia Atômica e a UNESCO participaram pela primeira vez.[90] |
| 33.ª | 6–8 de junho de 2007 | Alemanha | Angela Merkel | Grand Hotel Heiligendamm, em Bad Doberan, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental | Sete organizações internacionais diferentes aceitaram convites para a cúpula. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e a Comunidade dos Estados Independentes participaram pela primeira vez.[90] |
| 34.ª | 7–9 de julho de 2008 | Japão | Yasuo Fukuda | The Windsor Hotel Toya Resort & Spa, em Tōyako, Hokkaido | Austrália, Indonésia e Coreia do Sul aceitaram convites para uma cúpula do G8 pela primeira vez.[90] |
| 35.ª | 8–10 de julho de 2009 | Itália | Silvio Berlusconi | Scuola ispettori e sovrintendenti della Guardia di Finanza, em Áquila, Abruzos | A cúpula estava originalmente prevista para La Maddalena (Sardenha), mas foi transferida para Áquila como forma de demonstrar o desejo do primeiro-ministro Berlusconi de ajudar a região após o Sismo de Áquila de 2009.[93] Com 15 países convidados, foi a cúpula com maior participação na história do grupo. Angola, Dinamarca, Países Baixos e Espanha aceitaram convites pela primeira vez.[94] Um recorde de 11 organizações internacionais esteve representado. Pela primeira vez, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, o Programa Alimentar Mundial e a Organização Internacional do Trabalho aceitaram convites.[95] |
| 36.ª | 25–26 de junho de 2010[96] | Canadá | Stephen Harper | Deerhurst Resort, em Huntsville, Ontário[97] | Malawi, Colômbia, Haiti e Jamaica aceitaram convites pela primeira vez.[98] |
| 37.ª | 26–27 de maio de 2011 | França | Nicolas Sarkozy | Centre International, em Deauville, Calvados[99][100] | Guiné, Níger, Costa do Marfim e Tunísia aceitaram convites pela primeira vez. A Liga dos Estados Árabes participou pela primeira vez.[101] |
| 38.ª | 18–19 de maio de 2012 | Estados Unidos | Barack Obama | Camp David, perto de Thurmont, Maryland | A cúpula estava originalmente prevista para Chicago, juntamente com a cúpula da OTAN,[102] mas em 5 de março de 2012 foi anunciado oficialmente que seria realizada no local mais reservado de Camp David e começaria um dia antes do previsto.[103] Foi a segunda cúpula em que um dos líderes, nesse caso Vladimir Putin, recusou-se a participar. A reunião concentrou-se apenas nos membros principais, sem convite a líderes de países não pertencentes ao G8 nem a organizações internacionais. |
| 39.ª | 17–18 de junho de 2013 | Reino Unido | David Cameron | Lough Erne Resort, em Enniskillen, Irlanda do Norte[104] | Assim como em 2012, apenas os membros centrais do G8 participaram. Os quatro principais temas discutidos foram comércio, transparência governamental, combate à evasão fiscal e a crise síria em curso.[105] |
| Como G7 | |||||
| 40.ª | 4–5 de junho de 2014 | União Europeia | Herman Van Rompuy José Manuel Durão Barroso | Edifício Justus Lipsius, em Bruxelas, Bélgica | A cúpula estava originalmente prevista para Sóchi, Rússia, mas foi transferida e a Rússia deixou de ser convidada em razão de sua anexação da Crimeia.[106][107] Assim, o agrupamento voltou de G8 a G7. (Houve uma reunião de emergência em março de 2014 em Haia.) |
| 41.ª | 7–8 de junho de 2015 | Alemanha | Angela Merkel | Schloss Elmau, em Krün, Baviera | A cúpula concentrou-se na economia mundial e em questões fundamentais de política externa, segurança e desenvolvimento.[108] O Global Apollo Programme também esteve na pauta.[109] |
| 42.ª | 26–27 de maio de 2016[110][111] | Japão | Shinzō Abe | Shima Kanko Hotel, em Shima, Mie[112] | Os líderes do G7 procuraram enfrentar desafios ao crescimento da economia mundial, como desacelerações nos mercados emergentes e quedas no preço do petróleo. O G7 também advertiu o Reino Unido de que "uma saída britânica da UE reverteria a tendência de aumento do comércio e do investimento globais e dos empregos que eles criam, além de representar outro sério risco ao crescimento".[113] Houve compromisso com um acordo de livre-comércio UE–Japão. |
| 43.ª | 26–27 de maio de 2017[114] | Itália | Paolo Gentiloni | Palazzo dei Congressi, em Taormina, Sicília[115] | O líder anfitrião seria originalmente o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, que renunciou formalmente em 12 de dezembro de 2016. Os líderes do G7 enfatizaram esforços comuns: encerrar a crise síria, cumprir a missão da ONU na Líbia e reduzir a presença do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. A Coreia do Norte foi instada a cumprir as resoluções da ONU, e destacou-se a responsabilidade russa pela Guerra Russo-Ucraniana. Defendeu-se o apoio à atividade econômica e à estabilidade de preços e o combate às desigualdades comerciais e de gênero. Concordou-se em ajudar países a criar condições para enfrentar os fatores que impulsionam a migração: acabar com a fome, aumentar a competitividade e promover a segurança sanitária global.[116][117] |
| 44.ª | 8–9 de junho de 2018 | Canadá[118] | Justin Trudeau | Manoir Richelieu, em La Malbaie, Quebec (Charlevoix)[119] | A cúpula ocorreu no Manoir Richelieu. O primeiro-ministro Trudeau anunciou cinco temas para a presidência canadense do G7, iniciada em janeiro de 2018. O clima, juntamente com o comércio, foi um dos principais temas: "Trabalhar juntos sobre mudanças climáticas, oceanos e energia limpa".[120] A declaração final continha 28 pontos. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump não concordou com a seção econômica da declaração final.[121] Os membros do G7 também anunciaram a manutenção das sanções e a disposição de adotar novas medidas restritivas contra a Federação Russa por não implementar integralmente o Protocolo de Minsk.[86] |
| 45.ª | 24–26 de agosto de 2019 | França[122] | Emmanuel Macron | Hôtel du Palais, em Biarritz, Pirenéus Atlânticos | Na cúpula, concordou-se em reformar a Organização Mundial do Comércio, "no que diz respeito à proteção da propriedade intelectual, para resolver disputas mais rapidamente e eliminar práticas comerciais desleais"; em "simplificar barreiras regulatórias e modernizar a tributação internacional no âmbito da OCDE"; em "garantir que o Irã nunca adquira armas nucleares e promover a paz e a estabilidade na região"; e em "apoiar uma trégua na Líbia que leve a um cessar-fogo de longo prazo". A cúpula também tratou da intervenção militar russa na Ucrânia e dos protestos de Hong Kong de 2019 contra o projeto de lei de extradição.[123][124][125][126] |
| 46.ª | Cancelada | Estados Unidos (anfitrião original; nenhum)[122] | Donald Trump (líder anfitrião original) | Camp David, perto de Thurmont, Maryland (cancelada) | A cúpula seria originalmente realizada em Camp David, Maryland, mas foi oficialmente adiada em 19 de março de 2020 devido às preocupações com a pandemia mundial de coronavírus, com previsão de substituição por uma videoconferência global.[127] No fim, porém, nenhuma reunião foi realizada. |
| 47.ª | 11–13 de junho de 2021[128] | Reino Unido | Boris Johnson | Carbis Bay Estate, em Carbis Bay, Cornualha[129] | A cúpula chegou a um acordo provisório sobre uma alíquota mínima global de imposto corporativo de 15%.[130] |
| 48.ª | 26–28 de junho de 2022[131] | Alemanha[116] | Olaf Scholz | Schloss Elmau, em Krün, Baviera[132] | Houve uma conversa virtual com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, e foi divulgada uma declaração de apoio à Ucrânia.[133][134] Os líderes também discutiram com convidados a segurança alimentar mundial, a igualdade de gênero e o tema "Investindo em um futuro melhor", relacionado a clima, energia e saúde; após as reuniões, foi divulgado o comunicado dos líderes do G7.[135][136] |
| 49.ª | 19–21 de maio de 2023[137] | Japão[116] | Fumio Kishida | Grand Prince Hotel, em Hiroshima, Hiroshima[138] | Diante de um cenário mundial de múltiplas crises — incluindo a invasão russa da Ucrânia, a crise climática, pandemias e crises geopolíticas —, o G7 discutiu formas de enfrentá-las. O grupo reafirmou a defesa da "ordem internacional livre e aberta" baseada no Estado de direito e ampliou seu diálogo com países emergentes e em desenvolvimento.[139] A extensa lista de convidados refletiu as tentativas de aproximação com o chamado "Sul Global", termo usado para países em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina, muitos dos quais mantêm relações políticas e econômicas complexas tanto com a Rússia quanto com a China.[140] O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participou de duas sessões como convidado e recebeu grande atenção.[141] |
| 50.ª | 13–15 de junho de 2024 | Itália[116] | Giorgia Meloni | Borgo Egnazia, em Fasano, Apúlia | A 50.ª cúpula do G7 recebeu numerosos líderes internacionais convidados, representando países e organizações internacionais como a ONU, o FMI e o Banco Mundial. A cúpula também recebeu o Papa Francisco, do Vaticano, em sua primeira participação numa cúpula do G7. O presidente Zelensky, da Ucrânia, participou pelo terceiro ano desde o início da invasão russa da Ucrânia. O primeiro-ministro da Índia também compareceu. Entre os temas discutidos estavam a guerra em curso na Ucrânia, a Guerra de Gaza, as mudanças climáticas, a China, migração e economia.[142][143] |
| 51.ª | 16–17 de junho de 2025[144] | Canadá[145] | Mark Carney | Kananaskis Resort, em Kananaskis, Alberta[145] | A cúpula ocorreu poucos dias depois do início da Guerra dos Doze Dias, e todos os líderes assinaram uma declaração pedindo desescalada.[146] Foram anunciados vários acordos bilaterais, entre eles maior apoio militar canadense à Ucrânia e disposições de um acordo comercial entre Reino Unido e Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou ter sido um erro o grupo expulsar a Rússia, algo que mencionara pela última vez na 45.ª cúpula, e depois deixou a reunião um dia antes do previsto para lidar com a Guerra dos Doze Dias.[147] |
| 52.ª | 15–17 de junho de 2026 | França | Emmanuel Macron | Hôtel Royal, em Évian-les-Bains, Alta Saboia | Durante a cúpula, os líderes do G7 divulgaram declarações conjuntas sobre apoio à Ucrânia, desequilíbrios econômicos globais, minerais críticos e outras questões internacionais, como a Guerra do Irã.[148] |
| 53.ª | A definir | Estados Unidos | Donald Trump | A definir | |
Líderes atuais
Dados dos países-membros
O G7 é composto pelos sete países avançados mais ricos. A República Popular da China, segundo seus próprios dados, seria a segunda maior, com 17,90% da riqueza líquida mundial,[150] mas é excluída devido à sua riqueza líquida por adulto e ao Índice de Desenvolvimento Humano relativamente baixos.[24] Em 2021, o Credit Suisse informou que o G7 (sem a União Europeia) representava cerca de 53% da riqueza líquida mundial;[151] incluindo a UE, o G7 respondia por mais de 60% da riqueza líquida mundial.[151] A população combinada dos países do G7 corresponde a cerca de 10% da população mundial.[152]
| Membro | Comércio (US$ bilhões, 2025)[153] | PIB nominal (US$ milhões, 2026) [154] | PIB PPC (Int$ milhões, 2026)[154] | PIB nominal per capita (US$, 2026)[154] | PIB PPC per capita (Int$, 2026)[154] | IDH (2023)[155] | População (2026)[156] | P5 | OCDE | CAD | OIF | Commonwealth | OTAN | Classificação econômica (FMI)[157] | Moeda |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| |
1,654 | 2,507,340 | 2,910,718 | 60,305 | 70,006 | 0.939 | 40,467,728 | Avançada | Dólar canadense | ||||||
| |
2,654 | 3,596,094 | 4,734,241 | 52,083 | 68,567 | 0.920 | 66,746,401 | Euro | |||||||
| |
5,002 | 5,452,858 | 6,408,420 | 65,303 | 76,747 | 0.959 | 83,644,258 | ||||||||
| |
1,896 | 2,738,164 | 3,871,906 | 46,505 | 65,761 | 0.915 | 58,926,166 | ||||||||
| |
2,302 | 4,379,253 | 7,262,163 | 35,703 | 59,207 | 0.925 | 122,427,731 | parceiro global | Iene | ||||||
| |
3,494 | 4,264,794 | 4,720,863 | 61,056 | 67,585 | 0.946 | 69,931,528 | Libra esterlina | |||||||
| |
9,076 | 32,383,920 | 32,383,920 | 94,430 | 94,430 | 0.938 | 349,035,494 | Dólar dos Estados Unidos | |||||||
| |
9,189 | 23,034,637 | 30,678,457 | 46,805 | 67,957 | 0.915[a] | 447,890,473 | parceiro participante | Avançada / emergente e em desenvolvimento[158] | Euro | |||||
| Total (excl. UE) | 26,078 | 55,322,423 | 62,292,231 | 59,341 | 71,758 | 0.934 | 777,264,934 |
Recepção
Segundo a teoria da hegemonia de grupo, o G7 ajudou a estabilizar e perpetuar uma ordem econômica mundial desigual.[159]
Protestos de 2003
A cúpula do G8 de 2003, realizada em Évian-les-Bains, França, também provocou protestos violentos em Genebra, acompanhados de saques generalizados a lojas e prejuízos de dezenas de milhões de euros.[160]
Protestos de 2015
Cerca de 7.500 manifestantes liderados pelo grupo "Stop-G7" protestaram durante a cúpula de 2015 na Baviera, Alemanha. Aproximadamente 300 deles chegaram à cerca de segurança de 3 m de altura e 7 km de extensão que cercava o local da cúpula. Os manifestantes questionaram a legitimidade do G7 para tomar decisões capazes de afetar o mundo inteiro. As autoridades haviam proibido manifestações na área mais próxima do local da cúpula, e 20 mil policiais estavam de serviço no sul da Baviera para impedir que ativistas e manifestantes interferissem na reunião.[161][162]
China
Em junho de 2024, o G7 divulgou uma declaração criticando a República Popular da China por "viabilizar" a invasão russa da Ucrânia e ameaçando impor sanções.[163][164] O Ministério das Relações Exteriores da China criticou a declaração do G7.[163] Em março de 2025, o ministério das Relações Exteriores da República Popular da China criticou o G7 por uma declaração que manifestava preocupações com a expansão do arsenal nuclear chinês, suas ações marítimas no Mar da China Meridional e suas políticas de mercado.[165][166]
Ver também
Relações entre os países do G7
- Relações entre Canadá e França
- Relações entre Alemanha e Canadá
- Relações entre Canadá e Itália
- Relações entre Canadá e Japão
- Relações entre Canadá e Reino Unido
- Relações entre Canadá e Estados Unidos
- Relações entre Alemanha e França
- Relações entre França e Itália
- Relações entre França e Japão
- Relações entre França e Reino Unido
- Relações entre Estados Unidos e França
- Relações entre Alemanha e Itália
- Relações entre Alemanha e Japão
- Relações entre Alemanha e Reino Unido
- Relações entre Alemanha e Estados Unidos
- Relações entre Itália e Japão
- Relações entre Itália e Reino Unido
- Relações entre Estados Unidos e Itália
- Relações entre Japão e Reino Unido
- Relações entre Estados Unidos e Japão
- Relações entre Estados Unidos e Reino Unido
- Relações entre Canadá e União Europeia
- Relações entre Japão e União Europeia
- Relações entre Reino Unido e União Europeia
- Relações entre Estados Unidos e União Europeia
Notas e referências
Notas
- ↑ média de todos os Estados-membros da UE
Referências
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Ligações externas
- Presidência francesa do G7 em 2026
- Presidência canadense do G7 em 2025
- Presidência italiana do G7 em 2024
- Presidência japonesa do G7 em 2023 Arquivado em 28 janeiro 2023 no Wayback Machine
- Presidência alemã do G7 em 2022
- Presidência britânica do G7 em 2021
- Centro de Informações do G7/G8 – Universidade de Toronto


