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Frederico Benício de Sousa Costa
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Frederico Benício de Sousa Costa | |
|---|---|
| Bispo da Igreja Católica | |
| Bispo emérito do Amazonas | |
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Diocese do Amazonas |
| Nomeação | 8 de janeiro de 1907 |
| Predecessor | José Lourenço da Costa Aguiar |
| Sucessor | João Irineu Joffily |
| Mandato | 1907 - 1914 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 1 de abril de 1899 |
| Nomeação episcopal | 8 de janeiro de 1907 |
| Ordenação episcopal | 19 de março de 1907 Santarém por Girolamo Maria Cardeal Gotti, O.C.D. |
| Brasão episcopal | |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Vila de Boim 18 de outubro de 1875 |
| Morte | Barcelona 26 de março de 1948 (72 anos) |
| Nacionalidade | espanhol brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Tomásia de Sousa Gonçalves da Costa Pai: Marcelino Bahia de Sousa Costa |
| Funções exercidas | -Bispo de Santarém (1904-1907) |
| dados em catholic-hierarchy.org Bispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Frederico Benício de Sousa Costa (Vila de Boim, 18 de outubro de 1875 — Barcelona, 26 de março de 1948) foi um bispo brasileiro, primeiro prelado de Santarém e segundo bispo do Amazonas.[1]
Biografia
Nasceu às margens do rio Tapajós, no município de Santarém. Era filho de Marcelino Bahia de Sousa Costa, sapateiro, e de Tomásia de Sousa Gonçalves da Costa, professora. Aos dez anos, conseguiu uma vaga no seminário de Belém, como um dos meninos pobres em quem Dom Antônio de Macedo Costa via potencial. Devido a seus interesses na formação apropriada e romanizada dos seus discípulos, Dom Macedo enviou vários jovens para estudar na Europa, dentre os quais, Frederico.[2]
Frederico estudou filosofia no Seminário de São Sulpício, na França, e teologia no Pontifício Colégio Pio Latino-americano, em Roma.[2] Ele foi ordenado sacerdote em 1 de abril de 1899,[1] em Roma, e adotou como lema sacerdotal "Salvar as almas e fazer reinar Jesus Cristo".[2] Logo depois, ingressou na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde recebeu o título de doutor em Teologia, após defender sua tese em sessão presidida pelo próprio Papa Leão XIII.[3]
Foi nomeado cônego da Catedral de Belém em 18 de outubro de 1902.[4] Também foi nomeado pároco da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré em dezembro do mesmo ano.[2] O Papa Pio X o nomeou prelado de Santarém em 26 de março de 1904; como ainda era muito jovem para ser bispo, segundo o papa, ele foi elevado a protonotário apostólico em 12 de abril.[2][4] Em 1904, aos 29 anos, era o prelado mais jovem da Igreja, enquanto em 1907, em sua segunda nomeação, se tornou o bispo mais jovem do mundo.[3] Tanto em Santarém quanto posteriormente no Amazonas, ele combateu o liberalismo, o protestantismo e a maçonaria.[2]
No final de 1906, Monsenhor Frederico Costa viajou para Roma, onde apresentou a situação da prelazia e também sua renúncia, argumentando que, diante das dificuldades, era necessário que uma ordem religiosa assumisse a direção do território, com seus recursos e sacerdotes próprios.[2] Nessa mesma viagem,[2] ele foi nomeado bispo do Amazonas em 8 de janeiro de 1907. Foi ordenado em 19 de março daquele ano, pelo Cardeal Girolamo Maria Gotti, OCD, Prefeito da Congregação para a Propagação da Fé e ex-internúncio apostólico no Brasil; os principais co-consagradores foram Dom Francisco do Rego Maia, bispo emérito de Belém do Pará, e Dom Antônio Xisto Albano, bispo emérito de São Luís do Maranhão.[1] Na mesma ocasião, Dom Santino Maria da Silva Coutinho também foi ordenado.[3]
Seu lema episcopal era “IN EO OMNES SPES”.[4] Ele tomou posse da diocese em 2 de junho de 1907.[3] Empreendeu viagens pastorais por seu extenso território, onde Dom Frederico usou o resumo da doutrina cristã que Dom José Lourenço da Costa Aguiar havia elaborado em nheengatu, chegando a traduzir para esta língua o canto ‘Bendito Rosário da Virgem Maria’. O jovem bispo enfrentou vários problemas no governo episcopal, especialmente com as muitas dívidas da diocese. Também enfrentou críticos, que chegaram a acusá-lo de se casar durante uma das viagens pastorais.[3] Graças aos seus relatórios e solicitação, a Santa Sé dividiu a extensa diocese do Amazonas, criando três prelazias e preparando caminho para outras.[2][3]
Em 1912, em visita pastoral para celebrar a festa do Sagrado Coração, ele adoeceu gravemente. Nessa situação, teria prometido que se ficasse curado, deixaria o episcopado e se tornaria religioso enclausurado.[3] Solicitou sua renúncia em junho de 1913,[3] a qual foi aceita em 16 de abril de 1914, recebendo a sé titular de Thubunae na Numídia. Por volta de 1915, ingressou nos Eremitas Camaldulenses do Monte Corona, com o nome de "Frei Arsênio".[4] Saiu da mesma ordem em 1929 e ingressou na ordem dos Carmelitas Descalços. Chegou em Barcelona em 14 de junho de 1934.[4] Em algum momento antes de 1937, Dom Frederico renunciou à sua sé titular.[1]
Faleceu em Barcelona.[4] Seu corpo foi sepultado no túmulo dos Carmelitas Descalços, no cemitério de Las Cortes.[carece de fontes]
Referências
- 1 2 3 4 «Bishop Frederico Benício de Souza e Costa [Catholic-Hierarchy]». www.catholic-hierarchy.org. Consultado em 10 de junho de 2026
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Lopes, João da Silva (10 de maio de 2010). «Sociedade, relações de poder e religiosidade no Alto Rio Negro a partir das representações de Dom Frederico Costa». UFAM
- 1 2 3 4 5 6 7 8 Soares, Elisângela Socorro Maciel (7 de outubro de 2008). «Igreja de Manaus, porção da igreja universal: a Diocese de Manaus vivenciando a romanização (1892- 1926)». UFAM
- 1 2 3 4 5 6 Santarém, Arquidiocese de. «Dom Frederico Benício de Sousa Costa». Arquidiocese de Santarém. Consultado em 10 de junho de 2026
Ligações externas
| Precedido por criação |
1.º Bispo de Santarém 1903 — 1907 |
Sucedido por Amando Bahlmann |
| Precedido por José Lourenço da Costa Aguiar |
2.º Bispo do Amazonas 1907 — 1914 |
Sucedido por João Irineu Joffily |


