BRZEN
Falha de mercado
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.

Na economia neoclássica, a falha de mercado é uma situação em que a alocação de bens e serviços por um mercado livre não é eficiente segundo o princípio de Pareto, conduzindo a uma perda líquida de valor económico. O primeiro uso conhecido do termo pelos economistas data de 1958, mas o conceito remonta aos escritores vitorianos John Stuart Mill e Henry Sidgwick. As falhas de mercado estão associadas a bens públicos, preferências inconsistentes ao longo do tempo, assimetrias de informação, falhas de concorrência, problemas de agência, externalidades, poder de negociação desigual (inequality of bargaining power), irracionalidade comportamental (na economia comportamental), e falhas macroeconómicas (como desemprego e inflação).[1][2][3][4][5][6][7]
A escola neoclássica atribui as falhas de mercado à interferência de organizações autorreguladoras, governos ou instituições supranacionais num mercado específico, embora esta visão seja criticada por economistas heterodoxos. Os economistas, especialmente os microeconomistas, preocupam-se frequentemente com as causas das falhas de mercado e com os possíveis meios de correção. Esta análise desempenha um papel importante em muitos tipos de decisões e estudos de políticas públicas.[8][9][10][11][12][13][1]
Assim, em presença de uma qualquer alguma falha de mercado num determinado setor económico, o chamado preço de mercado nunca corresponde a um preço justo, eficiente ou socialmente adequado, mas apenas a um preço resultante das condições imperfeitas em que a transação ocorre, sempre em prejuízo de uma das partes. Quando existem externalidades, assimetrias de informação, poder de mercado, mercados incompletos ou desequilíbrio de poder negocial, o preço deixa de refletir todos os custos, riscos e benefícios sociais associados ao bem ou serviço. Nestes casos, a equivalência entre preço de mercado e valor económico socialmente relevante torna-se inviável, pois o mercado remunera ou penaliza inadequadamente determinados comportamentos, subvaloriza danos, transfere custos para terceiros ou exclui interesses que não entram diretamente na negociação privada.[14][15][1][4][5][6][7]
No entanto, as intervenções de políticas governamentais, como impostos, subsídios, controlo de salários, controlo de preços, regulações e resgates, também podem levar a uma alocação ineficiente de recursos, chamada de falha de Estado (ou falha de governo). A maioria dos economistas tradicionais acredita que existem circunstâncias (como códigos de construção, regulamentos de segurança contra incêndios ou leis sobre espécies em perigo) em que é possível que o governo ou outras organizações melhorem o resultado ineficiente do mercado. Diversas escolas de pensamento heterodoxas discordam disto por questões ideológicas.[16][17][11]
Uma falha de mercado ecológica existe quando a atividade humana numa economia de mercado está a esgotar recursos não renováveis críticos, a perturbar ecossistemas frágeis ou a sobrecarregar a capacidade de absorção de resíduos da biosfera. Em nenhum destes casos o critério de eficiência de Pareto é cumprido.[18]
Categorias
Diferentes economistas têm visões diferentes sobre quais os acontecimentos que são as fontes de falhas de mercado. A análise económica convencional aceita amplamente que existem várias causas de falhas de mercado. Estas incluem se o mercado é "monopolisado" ou se um pequeno grupo de empresas detém um poder de mercado significativo, resultando numa "falha de concorrência"; se a produção do bem ou serviço resulta numa externalidade (custos ou benefícios externos); se o bem ou serviço é um "bem público"; se existe uma "falha de informação" ou assimetria de informação; se existe um poder negocial desigual; se existe racionalidade limitada ou irracionalidade; e se existem falhas macroeconómicas, como o desemprego ou a inflação. A existência de qualquer falha de mercado afasta a identificação automática entre preço de mercado e preço justo ou socialmente eficiente, pois o preço formado nessas condições reflete sempre uma estrutura imperfeita de troca e pode não incorporar todos os custos, riscos ou informações economicamente relevantes.[19][20][17]
Falha de concorrência
Os agentes de um mercado com falta de concorrência podem obter poder de mercado, permitindo-lhes inibir outros mutuamente benéficos ganhos com o comércio. Isto pode levar à ineficiência devido à concorrência imperfeita, que pode assumir muitas formas diferentes, tais como monopólios, monopsónios ou concorrência monopolística, se o agente não implementar a discriminação perfeita de preços.[21]
No mercado imobiliário, a falha de concorrência pode resultar da escassez artificial de solo urbanizável, da concentração da propriedade, de barreiras urbanísticas, da lentidão da construção civil e da reduzida elasticidade da oferta habitacional. Nesses contextos, o preço de mercado nunca traduz um preço justo ou competitivo, refletindo rendas de escassez artificial, barreiras de entrada e diferenças significativas entre o custo de produção do imóvel e o preço final pago pelos compradores ou arrendatários.[22]
Coloca-se então a questão de saber quais as circunstâncias que permitem o surgimento de um monopólio. Em alguns casos, os monopólios podem manter-se quando existem "barreiras à entrada" que impedem outras empresas de entrar e competir eficazmente num sector ou mercado. Ou podem existir vantagens significativas de pioneirismo no mercado, que dificultam a concorrência de outras empresas. Além disso, o monopólio pode ser o resultado de condições geográficas criadas por grandes distâncias ou locais isolados. Isto leva a uma situação em que existem apenas algumas comunidades espalhadas por um vasto território com apenas um fornecedor. A Austrália é um exemplo que se enquadra nesta descrição. Um monopólio natural é uma empresa cujo custo por unidade diminui à medida que aumenta a produção; nesta situação, é mais eficiente (do ponto de vista dos custos) ter apenas um único produtor de um bem. Os monopólios naturais apresentam os chamados rendimentos crescentes de escala. Isto significa que, para todos os níveis de produção possíveis, o custo marginal necessita de ser inferior ao custo médio se o custo médio estiver a diminuir. Uma das razões é a existência de custos fixos, que têm de ser pagos sem considerar a quantidade de produção, o que resulta num estado em que os custos são divididos igualmente por mais unidades, levando à redução do custo por unidade.[23][24][25]
Bens públicos
Alguns mercados podem falhar devido à natureza dos bens que estão a ser trocados. Por exemplo, alguns bens podem apresentar os atributos de bens públicos ou de bens comuns, em que os vendedores não conseguem excluir os não compradores de utilizar um produto, como no desenvolvimento de invenções que se podem espalhar livremente uma vez reveladas, como o desenvolvimento de um novo método de colheita. Isto pode causar subinvestimento porque os programadores não conseguem captar benefícios suficientes do sucesso para tornar o esforço de desenvolvimento viável. Isto pode também levar ao esgotamento dos recursos no caso de recursos de utilização comum (common-pool resource), em que a utilização do recurso é rival, mas não-excludente, não havendo qualquer incentivo para os utilizadores conservarem o recurso. Exemplo disso é um lago com um fornecimento natural de peixes: se as pessoas pescarem mais rapidamente do que os peixes se conseguem reproduzir, a população de peixes irá diminuir até não restar nenhum para as gerações futuras.[26][27][28]
No domínio da habitação, a existência de benefícios coletivos associados à estabilidade familiar, à qualidade urbana, à inclusão social e à proximidade a emprego, escolas, transportes e serviços faz com que determinados tipos de provisão habitacional tenham características próximas de bem público ou quase público. Quando o mercado privado não capta esses benefícios sociais, o preço de mercado não reflete o valor comum da habitação acessível, segura e territorialmente integrada.[29]
Externalidades
Um bem ou serviço pode também ter externalidades significativas, em que os ganhos ou perdas associados ao produto, à produção ou ao consumo de um produto diferem do custo privado. Estes ganhos ou perdas são impostos a terceiros que não participaram na transação de mercado original. Estas externalidades podem ser inerentes aos métodos de produção ou a outras condições importantes para o mercado.[30][31][32]
A obra "O Problema do Custo Social" ("The Problem of Social Cost") de Ronald Coase, vencedora do Prémio Nobel, ilumina um caminho diferente em direção ao óptimo social, mostrando que o Imposto Pigouviano não é a única forma de resolver as externalidades. É difícil dizer quem descobriu as externalidades primeiro, uma vez que muitos economistas clássicos reconheceram a importância da educação ou de um farol, mas foi Alfred Marshall quem quis explorar isto mais a fundo. Perguntou-se por que razão a curva da oferta de longo prazo em concorrência perfeita poderia estar a diminuir, pelo que formulou o conceito de "economias externas". As externalidades podem ser positivas ou negativas, dependendo da forma como um bem/serviço é produzido ou do que o bem/serviço proporciona ao público. As externalidades positivas tendem a ser bens como vacinas, escolas ou avanços tecnológicos. Geralmente, proporcionam um ganho positivo para o público. Externalidades negativas seriam como o ruído, sobreturismo ou a poluição do ar. Coase demonstra-o com o exemplo do caso Sturges vs. Bridgman, envolvendo um pasteleiro e um médico. O pasteleiro vivia ali há muitos anos e, logo de seguida, o médico, após alguns anos de residência, decide construir um consultório; este encontra-se mesmo ao lado da cozinha do pasteleiro, que emite vibrações provenientes da utilização do pilão e do almofariz. O médico ganha o caso alegando incómodo, pelo que o pasteleiro teria de deixar de usar a sua máquina. Coase defende que poderiam ter sido feitos acordos: o pasteleiro poderia ter pago ao médico para que este continuasse a gerar rendimentos com o uso da máquina, idealmente mais do que o médico estaria a perder. Por outro lado, o médico poderia ter pago ao pasteleiro para que este interrompesse a produção, uma vez que estava a proibir uma fonte de rendimento para o pasteleiro. Coase utilizou mais alguns exemplos semelhantes em termos de âmbito, tratando do custo social de uma externalidade e das possíveis soluções.[33][34][35]
As externalidades são especialmente frequentes no imobiliário, porque o estado de conservação, a utilização, a densidade urbana, o ruído, a poluição, a insegurança, a degradação e a falta de qualidade urbanística de um imóvel afetam diretamente os imóveis vizinhos e o valor de uso de todo o espaço envolvente. Por isso, o preço pago numa transação imobiliária pode não incorporar todos os custos impostos a terceiros, afastando-se de um preço socialmente justo, acessível ou eficiente.[36]

O congestionamento do trânsito é um exemplo de uma falha de mercado que incorpora tanto a não exclusividade como a externalidade. As vias públicas são recursos comuns disponíveis para utilização por toda a população (não exclusividade) e funcionam como um complemento aos automóveis (quanto mais vias existirem, mais úteis se tornam os automóveis). Como o custo para os condutores individuais ao utilizarem as vias é muito baixo, mas o benefício é elevado, as vias ficam congestionadas, diminuindo a sua utilidade para a sociedade. Além disso, conduzir pode impor custos ocultos (custos escondidos) à sociedade através do ruído e poluição (externalidade). As soluções para tal incluem os transportes públicos, a tarifação por congestionamento, as portagens (pedágios) e outras formas de fazer com que o condutor inclua o custo social na decisão de conduzir.[37]
Talvez o melhor exemplo da ineficiência associada aos bens comuns/públicos e às externalidades seja o dano ambiental causado pela poluição e pela sobre-exploração dos recursos naturais.[37]
Teorema de Coase
O teorema de Coase, desenvolvido por Ronald Coase e assim denominado por George Stigler, afirma que as transações privadas só são eficientes desde que existam direitos de propriedade individual, apenas um restrito número de partes esteja envolvido e os custos de transação sejam baixos. Além disso, esta eficiência ocorrerá independentemente de quem detém os direitos de propriedade individual. Esta teoria provém de uma secção da obra de Coase, vencedora do Prémio Nobel, intitulada "O Problema do Custo Social" ("The Problem of Social Cost"). Embora as premissas de baixos custos de transação e um número restrito de partes envolvidas possam nem sempre ser aplicáveis em mercados do mundo real, o trabalho de Coase mudou a crença de longa data de que o proprietário dos direitos de propriedade individual era um fator determinante importante para o sucesso ou fracasso de um mercado. O teorema de Coase indica quando se pode esperar que o mercado funcione adequadamente mesmo na presença de externalidades.[38]
"Um mercado é uma instituição na qual os indivíduos ou as empresas trocam não só bens, mas também os direitos individuais de os utilizar de formas específicas durante períodos de tempo específicos. [...] Os mercados são instituições que organizam a troca do controlo de mercadorias, cuja natureza é definida pelos direitos de propriedade individuais inerentes às mercadorias."[39]
Como resultado, o controlo dos agentes sobre as utilizações dos seus bens e serviços pode ser imperfeito, uma vez que o sistema de direitos individuais que define esse controlo é incompleto. Tipicamente, este divide-se em dois direitos individuais generalizados: a exclusividade e a transferibilidade. A exclusividade trata da capacidade dos agentes controlarem quem utiliza a sua mercadoria e durante quanto tempo, bem como dos custos associados a essa prática. A transferibilidade reflete o direito dos agentes de transferir os direitos de utilização de um agente para outro, por exemplo, locando (arrendando ou alugando) ou vendendo um bem, e os custos associados a essa transferência. Se um determinado sistema de direitos não garantir plenamente estes direitos a um custo mínimo (ou nulo), a distribuição resultante pode ser ineficiente. Considerações como estas constituem uma parte importante do trabalho da economia institucional. No entanto, ainda existem divergências sobre se algo que exibe estes atributos é significativo sem a informação fornecida pelo sistema de preços de mercado.[39][40][41]
Nos mercados imobiliários urbanos, as condições do teorema de Coase são frequentemente difíceis de verificar, porque os efeitos de uma decisão sobre um imóvel podem atingir numerosos vizinhos, utilizadores, empresas, municípios e gerações futuras, elevando os custos de transação e dificultando a negociação privada. Nesses casos, o preço de mercado tende a refletir apenas os interesses das partes diretamente envolvidas na transação, não internalizando plenamente os efeitos urbanos, ambientais ou sociais da utilização do imóvel.[42]
Falhas de informação
A assimetria de informação é considerada um dos principais tipos de falha de mercado. Isto ocorre quando existe um desequilíbrio de informação entre duas ou mais partes numa transação. Um exemplo são os mercados incompletos (incomplete markets), por exemplo, onde os compradores de automóveis usados sabem que existe o risco de um automóvel avariar e pagam sistematicamente menos para compensar esse risco: isto leva a menos automóveis vendidos no geral; ou em que as seguradoras sabem que alguns segurados irão reter informação e recusam-se sistematicamente a segurar determinados grupos por causa deste risco. Isto resulta em ineficiência económica, mas também existe a possibilidade de melhorar a eficiência através de soluções de mercado, legais e regulamentares. Da teoria dos contratos, as decisões em transações em que uma das partes tem mais ou melhor informação do que a outra são consideradas "assimetria". Isto cria um desequilíbrio de poder nas transações, o que por vezes pode fazer com que as transações corram mal. Exemplos deste problema são a seleção adversa e o risco moral. Mais comummente, as assimetrias de informação são estudadas no contexto de problemas de principal-agente. George Akerlof, Michael Spence e Joseph E. Stiglitz desenvolveram esta ideia e partilharam o Prémio Nobel da Economia de 2001.[43][44][45][46][47]
No mercado da habitação, a assimetria de informação é agravada pela singularidade de cada imóvel, pela dificuldade de avaliar defeitos ocultos, pela dependência de informação local e pela opacidade de muitos fatores que influenciam o valor futuro do bem, em prejuízo dos compradores. A investigação empírica mostra que compradores com menos informação local pagam preços muito superiores por imóveis comparáveis, o que confirma que o preço de mercado reflete sempre desigualdade informativa e nunca um valor justo ou plenamente informado. Embora os Serviço de Listagem Múltipla, ou Multiple Listing Service (MLS), sejam apresentados pelos seus defensores como instrumentos de cooperação e eficiência informativa entre agentes imobiliários ou intermediários imobiliários, o seu funcionamento tem sido objeto de controvérsia por concentrar informação essencial em redes controladas por profissionais, condicionar o acesso direto dos consumidores a dados completos do mercado e reforçar a dependência face a agentes imobiliários. A literatura económica sobre intermediação imobiliária e as autoridades de concorrência têm associado estas estruturas a problemas de assimetria de informação, barreiras à concorrência, limitação de modelos alternativos de intermediação e práticas de compensação entre agentes imobiliários promotoras de aumentos dos custos de transação suportados por compradores.[48][49][50][51][47]
Poder negocial desigual
Em "A Riqueza das Nações" (The Wealth of Nations), Adam Smith explorou como um empregador tinha a capacidade de "resistir" durante mais tempo numa disputa salarial com os trabalhadores, porque estes tinham maior probabilidade de passar fome mais rapidamente, dado que o empregador possuía mais propriedades e enfrentava menos obstáculos à organização sindical. O poder de negociação desigual (unequal bargaining power) tem sido utilizado como conceito para justificar a regulação económica, particularmente no que diz respeito aos direitos laborais, do consumidor e de arrendamento, desde o início do século XX. Thomas Piketty, em "O Capital no Século XXI" (Capital in the Twenty-First Century), explica como o poder negocial desigual mina as "condições de concorrência «pura e perfeita»" e leva a uma parcela persistentemente menor do rendimento destinado ao trabalho, resultando numa crescente desigualdade. Embora Ronald Coase tenha defendido que o poder de negociação afeta apenas a distribuição de rendimentos, e não a eficiência produtiva, as evidências comportamentais modernas estabelecem que a distribuição ou a justiça da troca afeta a motivação para o trabalho, e, portanto, o poder de negociação desigual é uma falha de mercado. Notavelmente, o preço do trabalho foi excluído do âmbito dos gráficos originais de oferta e procura pelo seu inventor, Fleeming Jenkin, que considerou que os salários do trabalho não podiam ser equiparados aos mercados comuns de bens como o milho, devido ao poder de negociação desigual do trabalho.[52][53][54][55][56]
No imobiliário e na locação (arrendamento), o poder negocial desigual pode resultar da urgência habitacional, da escassez artificial de alternativas, da concentração de ativos, da profissionalização de determinados investidores imobiliários e da diferente capacidade financeira das partes. Nestas condições, o preço de venda ou a renda nunca corresponde a um preço justo de mercado, mas ao resultado de uma negociação assimétrica em prejuízo do potencial comprador ou inquilino.[57]
Racionalidade limitada
Em Models of Man, Herbert A. Simon sublinha que a maioria das pessoas é apenas parcialmente racional, sendo emocional/irracional na parte restante das suas ações. Noutra obra, afirma que "os agentes com racionalidade limitada experimentam limitações na formulação e resolução de problemas complexos e no processamento (receção, armazenamento, recuperação, transmissão) de informação" (Williamson, p. 553, citando Simon). Simon descreve uma série de dimensões através das quais os modelos "clássicos" de racionalidade se podem tornar um pouco mais realistas, mantendo-se dentro de uma formalização bastante rigorosa. Estas dimensões incluem:[58][59][60]
- limitar os tipos de funções de utilidade que possam existir;
- reconhecer os custos de recolha e tratamento de informação;
- a possibilidade de se ter uma função de utilidade "vetorial" ou "multivalorada".
Simon sugere que os agentes económicos empregam heurísticas para tomar decisões em vez de uma regra rígida de otimização. Fazem-no devido à complexidade da situação e à sua incapacidade de processar e calcular a utilidade esperada de cada ação alternativa. Os custos de deliberação podem ser elevados e, frequentemente, existem outras atividades económicas simultâneas que também exigem decisões.[61][62][63]
A racionalidade limitada tem particular importância no mercado habitacional, porque a compra ou locação (arrendamento) de imóvel envolve decisões raras, emocionalmente carregadas, financeiramente relevantes e baseadas em expectativas sobre crédito e qualidade de vida. Em ciclos de subida de preços, heurísticas, expectativas adaptativas e comportamento de imitação afastam os preços dos fundamentos económicos, fazendo com que o preço de mercado traduza percepções e expectativas imperfeitas, e nunca um valor justo ou eficiente.[64]
O conceito de racionalidade limitada foi significativamente expandido através da investigação em economia comportamental, sugerindo que as pessoas são sistematicamente irracionais nas suas decisões quotidianas. Daniel Kahneman, em "Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar" (Thinking, Fast and Slow), explorou a forma como os seres humanos operam como se tivessem dois sistemas de pensamento: um modo de pensamento rápido, o "sistema 1", para decisões rápidas e quotidianas, que aplica regras práticas, mas incorre frequentemente em erros; e um modo de pensamento lento, o "sistema 2", que é cuidadoso e deliberativo, mas não tão utilizado nas decisões comuns de compra, venda ou negócio.[61][62][63]
Falhas macroeconómicas
"O desemprego, a inflação e o "desequilíbrio" são considerados uma categoria de falha de mercado a nível "macroeconómico" ou de "toda a economia". Estes sintomas (de elevada perda de emprego, ou de aumento rápido dos preços, ou ambos) podem resultar de uma crise financeira, de uma recessão ou depressão, e a falha de mercado é evidente na subprodução sustentada de uma economia ou numa tendência para não recuperar imediatamente. Os ciclos comerciais macroeconómicos fazem parte do mercado. Caracterizam-se por constantes oscilações (downswings e upswings) que influenciam a atividade económica. Por isso, esta situação requer algum tipo de intervenção governamental.[65][66][67]
A habitação é também uma fonte relevante de falhas macroeconómicas, porque os preços imobiliários, o crédito hipotecário, o endividamento das famílias e o valor dos colaterais podem amplificar ciclos de expansão e recessão. Quando o financiamento imobiliário aumenta artificialmente a procura ou quando a queda dos preços reduz o valor das garantias, o preço de mercado deixa de funcionar como medida estável de valor justo e passa a integrar um mecanismo de instabilidade financeira e macroeconómica.[68]
Escassez persistente de mão-de-obra
A escassez generalizada e persistente de mão-de-obra doméstica em vários países é um exemplo de uma falha de mercado, em que salários excessivamente baixos (em relação ao custo de vida doméstico) e condições de trabalho adversas (carga de trabalho e jornadas de trabalho excessivas) em setores de baixa remuneração (hotelaria e lazer, educação, saúde, transporte ferroviário, armazenagem, aviação, retalho, indústria, alimentação, construção civil, cuidados a idosos) levam, coletivamente, à exaustão profissional (burnout ocupacional) e à rotatividade de trabalhadores, a incentivos insuficientes para atrair a oferta de trabalhadores domésticos, à falta de pessoal e ao trabalho por turnos regulares nos locais de trabalho, para além de agravar ainda mais (retroalimentação positiva) a escassez de pessoal. A baixa qualidade do trabalho e a escassez artificial perpetuada pelos empregadores que pagam salários dissuadem os trabalhadores de ingressar ou permanecer nesses cargos.[69][70][71]
A escassez de mão-de-obra ocorre amplamente em diversos sectores dentro de uma economia em rápida expansão, enquanto que, frequentemente, ocorre em sectores específicos (que geralmente oferecem baixos salários), mesmo durante períodos económicos de elevado desemprego. Em resposta à escassez de mão-de-obra doméstica, as associações empresariais, como as câmaras de comércio, as associações comerciais ou as organizações patronais, pressionam geralmente os governos para aumentar a imigração de trabalhadores estrangeiros de países menos desenvolvidos e com salários mais baixos. Além disso, estas associações têm defendido uma maior oferta pública de infantários, o que permitiria que mais mulheres regressassem ao mercado de trabalho com salários mais baixos, visando o equilíbrio económico. No entanto, como a escassez de mão-de-obra nos sectores relevantes de baixa remuneração é generalizada em muitos países do mundo, a imigração apenas resolveria parcialmente a escassez crónica de mão-de-obra nestes sectores nos países desenvolvidos (ao mesmo tempo que desincentivaria a entrada de trabalhadores locais nestes sectores), provocando, consequentemente, uma maior escassez de mão-de-obra nos países em desenvolvimento.[72][73][74]
A falha do mercado habitacional pode ainda agravar falhas no mercado de trabalho, quando os preços da habitação impedem trabalhadores de residir perto dos locais onde existe procura de mão-de-obra. Nestes casos, o preço de mercado da habitação não traduz apenas escassez artificial imobiliária, mas também uma barreira à mobilidade laboral, à eficiência produtiva e ao ajustamento entre oferta e procura de trabalho.[75]
Interpretações e exemplos de políticas
As causas acima referidas representam a visão da economia ortodoxa (mainstream) sobre o significado das falhas de mercado e a sua importância na economia. Esta análise segue a linha da escola neoclássica e baseia-se na noção de eficiência de Pareto, que pode ser do "interesse público", bem como do interesse das partes interessadas (stakeholders) com equidade económica (economic equity). Esta forma de análise foi também adoptada pelas escolas keynesiana ou novo-keynesiana na macroeconomia moderna, aplicando-a aos modelos walrasianos do equilíbrio geral para lidar com a incapacidade de atingir o pleno emprego ou com a falta de ajustamento de preços e salários.[76][77][78]
A aplicação da teoria das falhas de mercado ao imobiliário e à habitação mostra que os preços habitacionais não devem ser tratados como preços justos, naturais ou socialmente eficientes. Em mercados marcados por restrições artificiais de oferta, externalidades urbanas, informação imperfeita, crédito fácil, expectativas especulativas e desigualdade de poder negocial, a política pública pode ter por objetivo corrigir ou atenuar a distância entre o preço observado e o valor socialmente adequado e acessível da habitação.[79]
As políticas para prevenir falhas de mercado já são comummente implementadas na economia. Por exemplo, para evitar a assimetria de informação, os membros da Bolsa de Nova Iorque concordam em cumprir as suas regras para promover um mercado justo e ordenado na negociação de títulos cotados. Presume-se que os membros da NYSE acreditem que cada membro beneficia individualmente se todos aderirem às regras, mesmo que tenham de abdicar de oportunidades de lucro que violariam essas regras.[76][77][78]
Um exemplo simples de políticas para lidar com o poder de mercado são as políticas governamentais de defesa da concorrência. Como exemplo adicional de externalidades, os governos aplicam regulamentos de construção e licenciam profissionais da construção civil para mitigar o incentivo à utilização de práticas construtivas mais baratas (mas mais perigosas), garantindo que o custo total das novas construções inclui o custo (que de outra forma seria externo) da prevenção de futuras tragédias. Presume-se que os eleitores que elegem as autoridades municipais sintam que, individualmente, estarão em melhor situação se todos cumprirem os regulamentos governamentais, mesmo que esses regulamentos possam aumentar o custo da construção nas suas comunidades.[76][77][78]
A CITES é um tratado internacional para proteger o interesse comum mundial na preservação de espécies ameaçadas – um clássico "bem público" – contra os interesses privados de caçadores furtivos, empresas de construção e outros participantes no mercado que, de outra forma, poderiam obter benefícios financeiros sem suportar os custos conhecidos e desconhecidos que a extinção poderia acarretar. Mesmo sem conhecerem o verdadeiro custo da extinção, os países signatários acreditam que os custos sociais superam largamente os possíveis ganhos privados a que aceitaram renunciar.[76][77][78]
Algumas soluções para falhas de mercado podem assemelhar-se a outras falhas de mercado. Por exemplo, a questão do subinvestimento sistemático na investigação (pesquisa) científica é abordada pelo sistema de patentes, que cria monopólios artificiais para invenções bem-sucedidas.[76][77][78]
Objeções
Escolha Pública
Economistas como Milton Friedman, da Escola de Chicago, e outros da Escola da Escolha Pública, defendem que a falha de mercado não implica necessariamente que o governo deva tentar resolvê-la, pois os custos da falha de Estado (falha de governo) podem ser piores do que os da falha de mercado que tenta corrigir. Esta falha de Estado (falha de governo) é vista como o resultado dos problemas inerentes à democracia e a outras formas de governo, tal como são percebidos por esta Escola, e também do poder dos grupos de interesse (buscadores de rendimentos ou rent seekers) tanto no sector privado como na burocracia governamental. Condições que muitos considerariam negativas são frequentemente vistas como um efeito da subversão do mercado livre pela intervenção coerciva do governo. Para além das objecções filosóficas, outra questão é a dificuldade prática que qualquer decisor pode enfrentar quando tenta compreender (e talvez prever) as inúmeras interações que ocorrem entre produtores e consumidores em qualquer mercado.[80][81]
Ainda assim, a existência de falhas no mercado imobiliário não implica automaticamente que qualquer intervenção pública produza melhores resultados. A literatura sobre falha de Estado sublinha que a correção de falhas de mercado gera novas distorções quando é capturada por grupos de interesse (lobbys), mal desenhada ou incapaz de lidar com a enorme complexidade dos mercados locais de habitação.[82]
Escola Austríaca
Alguns defensores do capitalismo laissez-faire, incluindo muitos economistas da Escola Austríaca, defendem que não existe o fenómeno da "falha de mercado". Israel Kirzner afirma que "A eficiência para um sistema social significa a eficiência com que este permite que os seus membros individuais alcancem os seus objetivos individuais." A ineficiência surge apenas quando os indivíduos escolhem meios que são inconsistentes com os seus objetivos desejados. Esta definição de eficiência difere da eficiência de Pareto e constitui a base do argumento teórico contra a existência de falhas de mercado. No entanto, desde que as condições do primeiro teorema do bem-estar sejam cumpridas, estas duas definições concordam e fornecem resultados idênticos. Os austríacos defendem que o mercado tende a eliminar as suas ineficiências através do processo de empreendedorismo conduzido pela lucratividade ou motivação de lucro (profit motive); algo que o governo tem grande dificuldade em detetar ou corrigir.[83][84][85]
Marxismo
As objeções marxistas também existem em bases mais fundamentais, como a análise marxista. O uso coloquial do termo "falha de mercado" reflete a noção de um mercado que "falha" em fornecer algum atributo desejado diferente da eficiência, por exemplo, níveis elevados de desigualdade podem ser considerados uma "falha de mercado", mas não são ineficientes de Pareto e, portanto, não seriam considerados uma falha de mercado pela economia convencional. Além disso, muitos economistas marxistas defenderiam que o sistema de direitos de propriedade privada é um problema fundamental em si mesmo e que os recursos deveriam ser alocados de uma forma completamente diferente. Isto difere dos conceitos de "falha de mercado", que se centram em situações específicas, geralmente vistas como "anormais", em que os mercados apresentam resultados ineficientes. Os marxistas, em contraste, diriam que os mercados têm resultados ineficientes e indesejáveis do ponto de vista democrático, considerando a falha de mercado como uma característica inerente a qualquer economia capitalista, e geralmente omitem-na da discussão, preferindo racionar os bens finitos não exclusivamente através de um mecanismo de preços, mas com base na necessidade determinada pela sociedade e expressa através da comunidade.[86]
Economia ecológica
Em economia ecológica, o conceito de externalidades é considerado um termo inadequado, dado que os agentes de mercado obtêm os seus rendimentos e lucros ao transferirem sistematicamente os custos sociais e ecológicos das suas atividades para outros agentes, incluindo as gerações futuras. Portanto, as externalidades são um modus operandi do mercado, não uma falha: o mercado não pode existir sem falhar constantemente.[87][88][89][90][91]
No imobiliário, a economia ecológica permite analisar situações em que o preço de mercado de terrenos, edifícios ou novos empreendimentos não incorpora integralmente custos ambientais, consumo de solo, emissões, perda de biodiversidade, pressão sobre infraestruturas ou impactos sobre gerações futuras. Nesses casos, o preço imobiliário pode ser lucrativo para uma parte privada e simultaneamente injusto ou ineficiente do ponto de vista ecológico e intergeracional.[91]
A alocação justa e equitativa dos recursos não renováveis ao longo do tempo é uma questão de falha de mercado relevante para a economia ecológica. Esta questão também é conhecida como "equidade intergeracional". Argumenta-se que o mecanismo de mercado falha quando se trata de alocar o stock finito de minerais da Terra de forma justa e equitativa entre as gerações presentes e futuras, uma vez que as gerações futuras não estão, nem podem estar, presentes no mercado atual. Na prática, os preços de mercado atuais não refletem, nem podem refletir, as preferências dos que ainda não nasceram. Este é um exemplo de uma falha de mercado que passou despercebida à maioria dos economistas tradicionais, dado que o conceito de eficiência de Pareto é inteiramente estático (intemporal). Impor restrições governamentais ao nível geral de atividade na economia pode ser a única forma de alcançar uma alocação intergeracional mais justa e equitativa do stock de minerais. Assim, Nicholas Georgescu-Roegen e Herman Daly, os dois principais teóricos da área, defenderam a imposição de tais restrições: Georgescu-Roegen propôs um programa bioeconómico mínimo e Daly propôs uma economia abrangente de estado estacionário. No entanto, Georgescu-Roegen, Daly e outros economistas da área concordam que, numa Terra finita, os limites geológicos irão inevitavelmente comprometer a equidade a longo prazo, independentemente de quaisquer restrições governamentais atuais: Qualquer taxa de extração e utilização do stock finito de recursos minerais não renováveis irá diminuir o stock restante para as gerações futuras utilizarem.[87][88][89][90][92][93][94][95][96][97][98][99][91]
Outra falha de mercado ecológica é representada pela sobreutilização de um recurso renovável num determinado momento ou num curto espaço de tempo. Esta sobreutilização ocorre geralmente quando o recurso em causa tem direitos de propriedade mal definidos (ou inexistentes) e muitos agentes de mercado atuam em simultâneo, tornando a atividade excessiva e insustentável para todos. Exemplos variam desde a sobrepesca e o sobrepastoreio até à sobrelotação das áreas de lazer em cidades congestionadas. Este tipo de falha de mercado ecológica é geralmente conhecido como a "tragédia dos comuns". Neste tipo de falha de mercado, o princípio da eficiência de Pareto é violado ao máximo, pois todos os agentes no mercado ficam em pior situação, sem que ninguém beneficie. Argumenta-se que a melhor maneira de remediar uma falha de mercado ecológica do tipo "tragédia dos comuns" é estabelecer direitos de propriedade politicamente aplicáveis , porém, isso é mais fácil dizer do que fazer.[100]
A questão das alterações climáticas apresenta um exemplo contundente de uma falha de mercado ecológica do tipo "tragédia dos comuns": a atmosfera da Terra pode ser considerada um "bem comum global" que apresenta direitos de propriedade mal definidos (ou inexistentes), e a capacidade de absorção de resíduos da atmosfera em relação ao dióxido de carbono está atualmente a ser fortemente sobrecarregada por um grande volume de emissões da economia mundial. Historicamente, a dependência de combustíveis fósseis da Revolução Industrial, involuntariamente, tirou a humanidade do equilíbrio ecológico com o resto da biosfera da Terra (incluindo a atmosfera), e o mercado não conseguiu corrigir a situação desde então. Muito pelo contrário: o mercado irrestrito tem exacerbado este estado global de desequilíbrio ecológico e espera-se que continue a fazê-lo num futuro próximo. Esta falha de mercado específica pode ser remediada, em certa medida, no âmbito político, pelo estabelecimento de um sistema internacional (ou regional) de direitos de propriedade sobre a atmosfera da Terra com limite e comércio de emissões, em que as licenças de emissão de dióxido de carbono são compradas e vendidas entre agentes de mercado.[101][102][103][100][99]
O termo "crescimento deseconómico" (ou "crescimento não-económico") descreve uma falha de mercado ecológica generalizada: os custos ecológicos de um maior crescimento económico numa chamada "economia mundial plena", como a atual economia mundial, podem exceder os benefícios sociais imediatos derivados desse crescimento.[100]
Zerbe e McCurdy
Zerbe e McCurdy relacionaram as críticas ao paradigma das falhas de mercado com os custos de transação. O paradigma das falhas de mercado é definido da seguinte forma:[104]
"Um problema fundamental com o conceito de falha de mercado, como os economistas reconhecem ocasionalmente, é que descreve uma situação que existe em todo o lado."[104]
Os custos de transação fazem parte de cada troca de mercado, embora o preço dos custos de transação não seja geralmente determinado. Ocorrem em todos os lugares e não têm preço definido. Consequentemente, as falhas de mercado e as externalidades podem surgir na economia sempre que surjam custos de transação. Não há espaço para intervenção governamental. Em vez disso, o governo deve concentrar-se na eliminação tanto dos custos de transação como dos custos de prestação.[104]
Ver também
Referências
- 1 2 3 John O. Ledyard (2008). "market failure," The New Palgrave Dictionary of Economics, 2nd Ed. Abstract.
- ↑ Krugman, Paul R. (2006). Economics. Internet Archive. [S.l.]: New York : Worth Publishers. ISBN 978-1-57259-150-9. Consultado em 2 de julho de 2026
- ↑ Francis M. Bator (1958). "The Anatomy of Market Failure," Quarterly Journal of Economics, 72(3) pp. 351–79 (press +).
- 1 2 Steven G. Medema (2007). "The Hesitant Hand: Mill, Sidgwick, and the Evolution of the Theory of Market Failure," History of Political Economy, 39(3), p p. 331–58. 2004 Online Working Paper.
- 1 2 •Ignacio Palacios-Huerta (2003) "Time-inconsistent preferences in Adam Smith and David Hume," History of Political Economy, 35(2), pp. 241–68
- 1 2 • Charles Wilson (2008). "adverse selection," The New Palgrave Dictionary of Economics 2nd Edition. Abstract.
• Joseph E. Stiglitz (1998). "The Private Uses of Public Interests: Incentives and Institutions," Journal of Economic Perspectives, 12(2), pp. 3–22. - 1 2 Laffont, J. J. (2008). «Externalities». Palgrave Macmillan, London (em inglês): 1998–2000. ISBN 978-1-349-58802-2. doi:10.1007/978-1-349-58802-2_536
- ↑ Joseph E. Stiglitz (1989). "Markets, Market Failures, and Development," American Economic Review, 79(2), pp. 197–203.
- ↑ Kenneth J. Arrow (1969). "The Organization of Economic Activity: Issues Pertinent to the Choice of Market versus Non-market Allocations," in Analysis and Evaluation of Public Expenditures: The PPP System, Washington, D.C., Joint Economic Committee of Congress. PDF reprint as pp. 1–16 (press +).
- ↑ Gravelle, Hugh; Ray Rees. Microeconomics. [S.l.: s.n.]
- 1 2 Mankiw, Gregory; Ronald Kneebone; Kenneth McKenzie; Nicholas Row. Principles of Microeconomics: Second Canadian Edition. [S.l.: s.n.]
- ↑ Weimer, David; Aidan R. Vining. Policy Analysis: Concepts and Practice. [S.l.: s.n.]
- ↑ McGaughey, Ewan (30 de junho de 2014), Behavioural Economics and Labour Law (em inglês), doi:10.2139/ssrn.2460685, consultado em 2 de julho de 2026
- ↑ Bator, Francis M. (1958). «The Anatomy of Market Failure». The Quarterly Journal of Economics. 72 (3): 351–379. doi:10.2307/1882231. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Greenwald, Bruce C.; Stiglitz, Joseph E. (1986). «Externalities in Economies with Imperfect Information and Incomplete Markets». The Quarterly Journal of Economics. 101 (2): 229–264. doi:10.2307/1891114. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Mankiw, N. Gregory. Brief Principles of Macroeconomics. [S.l.: s.n.]
- 1 2 Weimer, David Leo (2005). Policy analysis : concepts and practice. Internet Archive. [S.l.]: Upper Saddle River, NJ : Pearson Prentice Hall. ISBN 978-0-13-183001-1. Consultado em 2 de julho de 2026
- ↑ Daly, Herman E.; Farley, Joshua (2011). Ecological Economics. Principles and Applications (PDF contains full textbook) (2nd ed.). Washington: Island Press. ISBN 9781597266819
- ↑ «Economics of the Public Sector». wwnorton.com (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Greenwald, Bruce C.; Stiglitz, Joseph E. (1986). «Externalities in Economies with Imperfect Information and Incomplete Markets». The Quarterly Journal of Economics. 101 (2): 229–264. doi:10.2307/1891114. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ DeMartino, George (2000). Global Economy, Global Justice: Theoretical Objections and Policy Alternatives to Neoliberalism (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 978-0-415-22401-7. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Glaeser, Edward; Gyourko, Joseph (2018). «The Economic Implications of Housing Supply». Journal of Economic Perspectives. 32 (1): 3–30. doi:10.1257/jep.32.1.3. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Dollery, Brian; Wallis, Joe L. (1 de janeiro de 2001). The Political Economy of Local Government (em inglês). [S.l.]: Edward Elgar Publishing. ISBN 978-1-78254-116-5. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Dollery, Brian; Dollery, Brian E.; Wallis, Joe L. (2001). The political economy of local government. Cheltenham, Northampton, MA: Edward Elgar Pub. ISBN 978-1-84064-451-7. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ bio, Saddique Ansari • • 3 min read Author (20 de janeiro de 2020). «Natural monopolies». Economics Online (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ DeMartino, George (2000). Global Economy, Global Justice: Theoretical Objections and Policy Alternatives to Neoliberalism (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 978-0-415-22401-7. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Hussain, Waheed (2018). Zalta, Edward N.; Nodelman, Uri, eds. «The Common Good». Metaphysics Research Lab, Stanford University
- ↑ «An Alternative View of the European Idea of the Common Good: Bentham's Mathematical Model of Utility». journals.openedition.org. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Gurran, Nicole (2015). «Housing markets, economic productivity, and risk: international evidence and policy implications for Australia — Volume 1» (PDF). Australian Housing and Urban Research Institute. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Laffont, J. J. (2008). «Externalities». Palgrave Macmillan, London (em inglês): 1998–2000. ISBN 978-1-349-58802-2. doi:10.1007/978-1-349-58802-2_536
- ↑ DeMartino, George (2000). Global Economy, Global Justice: Theoretical Objections and Policy Alternatives to Neoliberalism (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 978-0-415-22401-7. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Krugman, Paul; Wells, Robin (2006). Economics (em inglês). [S.l.]: Worth Publishers. ISBN 978-1-57259-150-9. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Economics Evolving. [S.l.: s.n.] Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «The Problem of Social Cost | University of Chicago Law School». www.law.uchicago.edu (em inglês). 30 de agosto de 2013. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Coase, Ronald (1 de outubro de 1960). «The Problem of Social Cost». Journal of Law and Economics. 3 (1)
- ↑ Rossi-Hansberg, Esteban; Sarte, Pierre-Daniel (2012). «Economics of Housing Externalities» (PDF). International Encyclopedia of Housing and Home. doi:10.1016/B978-0-08-047163-1.00102-8. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 Krugman, Paul; Wells, Robin (2006). Economics (em inglês). [S.l.]: Worth Publishers. ISBN 978-1-57259-150-9. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Parkin, Michael (2012). Microeconomics (em inglês). [S.l.]: Addison-Wesley. ISBN 978-0-13-139425-4. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 Gravelle, Hugh; Rees, Ray (2004). Microeconomics (em inglês). [S.l.]: FT/Prentice Hall. ISBN 978-0-582-40487-8. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Hodgson, Geoffrey M. (março de 2006). «Microeconomics: Behavior, Institutions, and Evolution, Samuel Bowles, Princeton University Press and Russell Sage Foundation, 2004, 584 pages». Economics & Philosophy (em inglês). 22 (1): 166–171. ISSN 1474-0028. doi:10.1017/S0266267106220820
- ↑ «Liberty and Research and Development Science Funding in a Free Society». campusstore.miamioh.edu. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Verhoef, Erik T.; Nijkamp, Peter (2003). «Externalities in the Urban Economy» (PDF). Tinbergen Institute Discussion Paper. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Economics of the Public Sector». wwnorton.com (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Krugman, Paul; Wells, Robin (2006). Economics (em inglês). [S.l.]: Worth Publishers. ISBN 978-1-57259-150-9. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ DeMartino, George (2000). Global Economy, Global Justice: Theoretical Objections and Policy Alternatives to Neoliberalism (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 978-0-415-22401-7. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Finkelstein, Amy; Poterba, James (fevereiro de 2004). «Adverse Selection in Insurance Markets: Policyholder Evidence from the U.K. Annuity Market». Journal of Political Economy. 112 (1): 183–208. doi:10.1086/379936
- 1 2 «SSRN Electronic Library». papers.ssrn.com. Consultado em 3 de julho de 2026. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2022
- ↑ Zhou, Xiaorong; Gibler, Karen; Zahirovic-Herbert, Velma (2015). «Asymmetric buyer information influence on price in a homogeneous housing market». Urban Studies. 52 (5): 891–905. doi:10.1177/0042098014529464. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Competition in the Real Estate Brokerage Industry» (PDF). Federal Trade Commission e U.S. Department of Justice. Abril de 2007. Consultado em 7 de julho de 2026
- ↑ «Justice Department Files Antitrust Case and Simultaneous Settlement Requiring National Association of Realtors to Repeal and Modify Anticompetitive Rules». U.S. Department of Justice. 19 de novembro de 2020. Consultado em 7 de julho de 2026
- ↑ Agarwal, Sumit; Qian, Wenlan; Sing, Tien Foo; Zhang, Jiawei (2019). «Do real estate agents have information advantages in housing markets?». Journal of Financial Economics. 134 (3): 715–735. doi:10.1016/j.jfineco.2019.05.008. Consultado em 7 de julho de 2026
- ↑ «The Wealth of Nations | Unlock Economic Growth—Learn More». Adam Smith Institute (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Unfair contract terms directive - European Commission». commission.europa.eu (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Piketty, Thomas; Goldhammer, Arthur (2014). Capital in the Twenty-First Century. [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 978-0-674-43000-6. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Ewan, McGaughey, (30 de junho de 2014). «Behavioural Economics and Labour Law» (em inglês). Cópia arquivada em 2 de julho de 2026
- ↑ Jenkin, Fleeming (1931). The Graphic Representation of the Laws of Supply and Demand: And Other Essays on Political Economy (em inglês). [S.l.]: London school of economics and political secience. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Turnbull, Geoffrey K.; van der Vlist, Arno J. (2022). «Bargaining power and segmented markets: Evidence from rental and owner-occupied housing». Real Estate Economics. 50 (5): 1307–1333. doi:10.1111/1540-6229.12380. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Sent, Esther-Mirjam (2 de novembro de 2018). «Rationality and bounded rationality: you can't have one without the other». The European Journal of the History of Economic Thought. 25 (6): 1370–1386. ISSN 0967-2567. doi:10.1080/09672567.2018.1523206
- ↑ Campitelli, Guillermo; Gobet, Fernand (1 de dezembro de 2010). «Herbert Simon's Decision-Making Approach: Investigation of Cognitive Processes in Experts». Review of General Psychology (em inglês). 14 (4): 354–364. ISSN 1089-2680. doi:10.1037/a0021256
- ↑ «The Decision-Making Process According to Herbert A. Simon • PubAdmin.Institute» (em inglês). 1 de dezembro de 2025. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 Olson, Mancur (1965). The Logic of Collective Action: Public Goods and the Theory of Groups, With a New Preface and Appendix (em inglês). [S.l.]: Harvard University Press. ISBN 978-0-674-53751-4. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 Wheeler, Gregory (30 de novembro de 2018). «Bounded Rationality»
- 1 2 Chater, Nick; Felin, Teppo; Funder, David C.; Gigerenzer, Gerd; Koenderink, Jan J.; Krueger, Joachim I.; Noble, Denis; Nordli, Samuel A.; Oaksford, Mike; Schwartz, Barry; Stanovich, Keith E.; Todd, Peter M. (abril de 2018). «Mind, rationality, and cognition: An interdisciplinary debate». Psychonomic Bulletin & Review. 25 (2): 793–826. ISSN 1531-5320. PMC 5902517
. PMID 28744767. doi:10.3758/s13423-017-1333-5 - ↑ Case, Karl E.; Shiller, Robert J. (2003). «Is There a Bubble in the Housing Market?» (PDF). Brookings Papers on Economic Activity. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Economics of the Public Sector». wwnorton.com (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Dollery, Brian; Wallis, Joe L. (1 de janeiro de 2001). The Political Economy of Local Government (em inglês). [S.l.]: Edward Elgar Publishing. ISBN 978-1-78254-116-5. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «The political economy of local government | WorldCat.org». search.worldcat.org. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Almeida, Heitor; Campello, Murillo; Liu, Cheng (2006). «The Financial Accelerator: Evidence from International Housing Markets». Review of Finance. 10 (3): 321–352. doi:10.1007/s10679-006-9004-9. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Keane, Michael P. (1 de agosto de 2022). «Recent research on labor supply: Implications for tax and transfer policy». Labour Economics. European Association of Labour Economists, World Conference EALE/SOLE/AASLE, Berlin, Germany, 25 – 27 June 2020. 77. 102026 páginas. ISSN 0927-5371. doi:10.1016/j.labeco.2021.102026
- ↑ Keane, M. P. (1 de agosto de 2022). «Recent research on labor supply: Implications for tax and transfer policy». 77. 102026 páginas. ISSN 0927-5371. doi:10.1016/j.labeco.2021.102026
- ↑ Bhattarai, Abha (16 de setembro de 2022). «Worker shortages are fueling America's biggest labor crises». The Washington Post (em inglês). ISSN 0190-8286
- ↑ «The Paradox of Worker Shortages at a Time of High National Unemployment». Brookings (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «U.S. Chamber's Bradley: The Current Labor Shortage is 'Unprecedented,' Urges Solutions on Immigration, Childcare». www.uschamber.com (em inglês). 6 de maio de 2022. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Lucy, Stephanie Ferguson Melhorn, Isabella (26 de junho de 2024). «Data Deep Dive: Women in the Workforce». www.uschamber.com (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Lux, Martin; Sunega, Petr (2012). «Labour mobility and housing: the impact of housing tenure and housing affordability on labour migration in the Czech Republic». Urban Studies. 49 (3): 489–504. doi:10.1177/0042098011405693. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 «The Market Failure Myth | Mises Institute». mises.org (em inglês). 26 de agosto de 2002. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 Mankiw, N. Gregory; Kneebone, Ronald D.; McKenzie, Kenneth J. (1 de fevereiro de 2023). Principles of Microeconomics (em inglês). [S.l.]: Cengage Canada. ISBN 978-1-77474-027-9. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 3 4 5 Mankiw, N. Gregory (2014). Principles of microeconomics. Internet Archive. [S.l.]: Toronto, Ontario : Nelson Education. ISBN 978-0-17-653086-0. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Oxley, Michael (2004). Economics, Planning and Housing (PDF). [S.l.]: Palgrave Macmillan. ISBN 9780333792452. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Sveriges Riksbank Prize in Economic Sciences in Memory of Alfred Nobel 1986». NobelPrize.org (em inglês). Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Keech, William R.; Munger, Michael C. (1 de julho de 2015). «The anatomy of government failure». Public Choice (em inglês). 164 (1): 1–42. ISSN 1573-7101. doi:10.1007/s11127-015-0262-y
- ↑ Keech, William R.; Munger, Michael C. (2015). «The anatomy of government failure». Public Choice. 164 (1–2): 1–42. doi:10.1007/s11127-015-0262-y. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Market Theory and the Price System | Mises Institute». mises.org (em inglês). 15 de junho de 1973. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «The Austrian Theory of Efficiency and the Role of Government | Mises Institute». mises.org (em inglês). 9 de novembro de 2019. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «The Austrian Theory of Efficiency and the Role of Government | Mises Institute». mises.org (em inglês). 9 de novembro de 2019. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Krugman, Paul; Wells, Robin (2006). Economics (em inglês). [S.l.]: Worth Publishers. ISBN 978-1-57259-150-9. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 Georgescu-Roegen, Nicholas (1975). «Energy and Economic Myths». Southern Economic Journal. 41 (3): 347–381. ISSN 0038-4038. doi:10.2307/1056148
- 1 2 Georgescu-Roegen, Nicholas (1975). «Energy and Economic Myths». Southern Economic Journal. 41 (3): 347–381. ISSN 0038-4038. doi:10.2307/1056148
- 1 2 Perez-Carmona, Alexander (2013). Meuleman, Louis, ed. «Growth: A Discussion of the Margins of Economic and Ecological Thought». Berlin, Heidelberg: Springer (em inglês): 83–161. ISBN 978-3-642-28009-2. doi:10.1007/978-3-642-28009-2_3
- 1 2 Martínez Alier, Juan (1990). Ecological economics : energy, environment, and society. Internet Archive. [S.l.]: Oxford, UK ; Cambridge, Mass., USA : B. Blackwell. ISBN 978-0-631-17146-1. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 3 Daly, Herman E.; Farley, Joshua (2004). Ecological Economics: Principles and Applications. [S.l.]: Island Press. ISBN 9781559633123. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Steady-State Economics (em inglês). [S.l.: s.n.] Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Steady-State Economics (em inglês). [S.l.: s.n.] Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Daly, Herman E. (1973). Toward a steady-state economy. Internet Archive. [S.l.]: San Francisco, W.H. Freeman. ISBN 978-0-7167-0799-8. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Boulding, Kenneth Ewart (1981). Evolutionary economics. Internet Archive. [S.l.]: Beverly Hills, CA. : Sage Publications. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Degrowth». Degrowth. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ «Growth and democracy: Trade-offs and paradoxes». Futures (em inglês). 44 (6). 1 de agosto de 2012. ISSN 0016-3287. doi:10.1016/j.future. Cópia arquivada em 26 de abril de 2023
- ↑ Nuss, Philip (1 de agosto de 2016). «Thanatia: The Destiny of the Earth's Mineral Resources: A Thermodynamic Cradle-to-Cradle Assessment, by Antonio Valero Capilla and Alicia Valero Delgado. Hackensack, NJ, USA: World Scientific Publishing Company, 2014, 672 pp., ISBN 978-981-4273-93-0, hardcover, $158.00.» 🔗. Journal of Industrial Ecology (em inglês). 20 (4): 941–943. ISSN 1530-9290. doi:10.1111/jiec.12426
- 1 2 Nuss, Philip (2016). «Thanatia: The Destiny of the Earth's Mineral Resources: A Thermodynamic Cradle-to-Cradle Assessment , by Antonio Valero Capilla and Alicia Valero Delgado . Hackensack, NJ, USA : World Scientific Publishing Company , 2014 , 672 pp., ISBN 978-981-4273-93-0, hardcover, $158.00» 🔗. Journal of Industrial Ecology (em inglês). 20 (4): 941–943
- 1 2 3 Daly, Herman E.; Farley, Joshua C. (2004). Ecological Economics: Principles And Applications (em inglês). [S.l.]: Island Press. ISBN 978-1-55963-312-3. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ McConnell, Campbell R.; Brue, Stanley L.; Flynn, Sean Masaki (2009). Economics: Principles, Problems, and Policies (em inglês). [S.l.]: McGraw-Hill Irwin. ISBN 978-0-07-337569-4. Consultado em 3 de julho de 2026
- ↑ Vuong, Quan-Hoang; Nguyen, Minh-Hoang; La, Viet-Phuong (17 de dezembro de 2025). «Towards an eco-surplus culture: From market failures to vulnerabilities and logical flaws of 'artificial' environmental protection systems». Visions for Sustainability (em inglês): 24, 12178, 277–344. ISSN 2384-8677. doi:10.13135/2384-8677/12178
- ↑ «Contents». The Second Law of Life (em inglês). 19 de abril de 2007. Consultado em 3 de julho de 2026
- 1 2 3 Zerbe Jr, Richard O.; McCurdy, Howard E. (1999). «The failure of market failure». Journal of Policy Analysis and Management (em inglês). 18 (4): 558–578. ISSN 1520-6688. doi:10.1002/(SICI)1520-6688(199923)18:4<558::AID-PAM2>3.0.CO;2-U
Leituras adicionais
- Cowan, Tyler (2008). "Market Failure". Em Hamowy, Ronald (ed.). The Encyclopedia of Libertarianism. Thousand Oaks, CA: Sage; Cato Institute. pp. 315–317. doi:10.4135/9781412965811.n191. ISBN 978-1412965804. LCCN 2008009151. OCLC 750831024.
- D Kahneman, Thinking, Fast and Slow (2011)
- E McGaughey, ‘Behavioural Economics and Labour Law’ (2014) LSE Law, Society and Economy Working Papers 20/2014
- M Mazzucato, The Entrepreneurial State (2013)
- Thomas Piketty, Capital in the Twenty-First Century (2011) capítulo 9
- Adam Smith, The Wealth of Nations (1776) Livro I, capítulo 8
- J Stiglitz and J Rosengard, The Economics of the Public Sector (2015) capítulo 4
Ligações externas
- Este artigo incorpora texto (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público.
- Falhas de mercado – em Teoria dos Preços (Price Theory), um texto intermédio de David D. Friedman
