BETA ZEN
Eustache Le Sueur
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Eustache Le Sueur | |
|---|---|
| Nascimento | 19 de novembro de 1616 Paris |
| Morte | 30 de abril de 1655 (38 anos) Paris |
| Cidadania | Reino da França |
| Ocupação | pintor, ilustrador, desenhista, designer, artista visual |
| Obras destacadas | Madonna and Child with Saint John the Baptist, Death of St Bruno |
| Movimento estético | barroco |
Eustache Le Sueur ou Lesueur (19 de novembro de 1617 – 30 de abril de 1655) foi um artista francês e um dos fundadores da Academia Francesa de Pintura. Ele é conhecido principalmente por suas pinturas de temas religiosos. Foi um dos principais expoentes do estilo neoclássico do Aticismo parisiense.
Formação e carreira
Nasceu em Paris, onde passou toda a sua vida. Seu pai, Cathelin Le Sueur, um torneiro e escultor em madeira, colocou-o com Vouet, em cujo estúdio rapidamente se distinguiu.[1]
Admitido em tenra idade na guilda de mestres-pintores, deixou-a para participar do estabelecimento da Academia Real Francesa de Pintura e Escultura em 1648[1] e foi eleito como um dos doze anciãos originais encarregados de sua administração.[2]

Algumas pinturas, ilustrativas da Hypnerotomachia Poliphili, que foram reproduzidas em tapeçaria, trouxeram-lhe notoriedade, e sua reputação foi ainda mais aumentada por uma série de decorações (Louvre) na mansão de Lambert de Thorigny, que deixou incompletas, pois sua execução foi frequentemente interrompida por outras encomendas. Entre estas estavam várias pinturas para os apartamentos do rei e da rainha no Louvre, que agora estão desaparecidas, embora tenham sido registradas no inventário de Bailly (1710); mas várias obras produzidas para patronos menores chegaram até nós.[1]
Na galeria do Louvre estão o Anjo e Agar, da mansão de De Tonnay Charente; Tobias e Tobit, da coleção Fieubet; várias pinturas executadas para a igreja de Saint Gervais; o Martírio de São Lourenço, de Saint Germain de l'Auxerrois; duas obras muito belas da destruída abadia de Marmoutiers; São Paulo pregando em Éfeso, uma das performances mais completas e minuciosas de Le Sueur, pintada para a corporação de ourives em 1649; e sua famosa série da Vida de São Bruno, executada no claustro dos Cartuxos. Estas últimas têm mais caráter pessoal do que qualquer outra coisa que Le Sueur produziu, e muito de sua beleza original sobrevive apesar de danos e restaurações e da remoção da parede para tela. Le Sueur foi um desenhista prolífico e muitos de seus desenhos a giz estão no Gabinete de Desenhos do Louvre.[1]
Seus alunos, que o ajudaram muito em seu trabalho, foram o irmão de sua esposa, Theodore Goussé, e três irmãos seus, bem como Claude Lefèbvre e Pierre Patel, o pintor de paisagens. A maioria de suas obras foi gravada, principalmente por Picart, B. Audran, Leclerc, Drevet, Chauveau, Poilly e Desplaces.[1]
Estilo
De acordo com a Décima Primeira Edição da Encyclopædia Britannica, a obra de Le Sueur se prestava facilmente à arte da gravura, pois ele tinha uma percepção apurada das diversas nuances dos sentimentos e a capacidade de representá-los. A despeito dessa facilidade, suas obras eram sempre contidas pelo próprio refinamento. Não agradava a todos com seu estilo, dado que, por produzir em grandes quantidades, recorria com frequência a tipos convencionais, além de raramente ver cores, exceto com a qualidade fria e argilosa própria da escola de Vouet; contudo, seu São Paulo em Éfeso e uma ou duas outras obras mostram que ele não era naturalmente deficiente nesse sentido, e sempre que temos referência direta à natureza — como nos monges da série de São Bruno — reconhecemos sua capacidade de interpretar e representar a fisionomia de tipos variados e sérios.[1][4]
Obras selecionadas
- A Anunciação, (1650)
- Melpômene, Erato e Polímnia (1650s), Louvre
- Uma Alegoria da Poesia
- Baco e Ariadne (cerca de 1640) Museu de Belas Artes de Boston (68.764)
- Camma oferece a taça de casamento envenenada a Sínorix no Templo de Diana (c. 1644), Museu de Belas Artes de Boston
- O Triunfo de Galateia (1643–1644), coleção privada
- Encontro de amigos, (cerca de 1640), Paris, Museu do Louvre.
Notas
- ↑ Esta imagem pode ser, em vez disso, uma imagem de Tarquínio e Lucrécia (veja); o escravo na imagem é do sexo feminino, mas masculino na lenda de Lucrécia, mas, por outro lado, a adaga não faz parte da lenda de Tamar.[3]
Referências
- 1 2 3 4 5 6 Chisholm 1911, p. 500.
- ↑ Mémoires pour servir à l'histoire de l'Académie royale de Peinture et de Sculpture depuis 1648 jusqu'en 1664, Ed. Anatole de Montaiglon, Paris 1853, vol. I, p. 36.
- ↑ Bowley, Graham (8 de fevereiro de 2020). «The Mystery of the Painting in Gallery 634». The New York Times. Consultado em 8 de fevereiro de 2020
- ↑ Guillet de St Georges, Mm. mid.; C Blanc, Histoire des peintres; Vitet, Catalogue des tableaux du Louvre; d'Argenville, Vies des peintres
Fontes
- Este artigo incorpora texto (em inglês) da Encyclopædia Britannica (11.ª edição), publicação em domínio público.
Ligações externas
- Galeria da Vida de São Bruno no Louvre

