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Duke Blue Devils (basquetebol masculino)
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Duke Blue Devils | |
|---|---|
| Basquetebol | |
| Nome | Duke Blue Devils |
| Alcunhas | Blue Devils |
| Mascote | Diabo azul |
| Informações | |
| Treinador | Mike Krzyzewski |
| Competição | ACC (NCAA) |
| [goduke.com Página oficial] | |
O Duke Blue Devils representa a Universidade Duke no basquete universitário da Divisão I da NCAA e compete na Atlantic Coast Conference (ACC). A equipe ocupa a quarta colocação na história em número de vitórias entre todos os programas de basquete masculino da NCAA e atualmente é treinada por Jon Scheyer.
Duke conquistou cinco títulos nacionais, empatando com Indiana na quinta colocação histórica, atrás apenas de UCLA, Kentucky, North Carolina e UConn. A equipe também disputou 11 finais nacionais (terceira maior marca da história) e participou de 18 Final Fours (também terceira maior marca). A universidade possui o melhor aproveitamento da história do Torneio da NCAA, com 75,5% de vitórias. Onze jogadores de Duke foram eleitos Jogador Nacional do Ano, e 72 atletas da universidade foram selecionados no draft da NBA, sendo que seis deles foram escolhidos com a primeira seleção geral, o maior número da história. A universidade conquistou o título da ACC em um recorde de 24 ocasiões e também venceu a temporada regular da conferência 22 vezes. Duke também encerrou a temporada ocupando a 1ª posição da pesquisa da Associated Press (AP Poll) em oito ocasiões e é a líder histórica em número total de semanas como a equipe nº 1 do país no ranking da AP, com 145 semanas.[1] Além disso, os Blue Devils possuem a terceira maior sequência de aparições consecutivas no AP Top 25 da história, com 200 semanas consecutivas entre 1996 e 2007, atrás apenas das 231 semanas consecutivas de Kansas (2009–2021) e das 221 semanas consecutivas de UCLA (1966–1980).
História
Primeiros anos (1906–1953)

Em 1906, Wilbur Wade Card, diretor de atletismo do Trinity College e integrante da turma de 1900, introduziu o basquete na instituição. A edição de 30 de janeiro do jornal The Trinity Chronicle destacou o novo esporte em sua primeira página. A primeira partida de Trinity terminou com uma derrota para Wake Forest por 24 a 10. O jogo foi disputado no ginásio Angier B. Duke Gymnasium, posteriormente conhecido como The Ark. A equipe de Trinity conquistou seu primeiro título em 1920, o campeonato estadual, ao derrotar o North Carolina State College of Agriculture and Engineering (atual NC State) por 25 a 24. No início daquela temporada, também havia vencido a Universidade da Carolina do Norte por 19 a 18, no primeiro confronto entre as duas instituições. Posteriormente, o Trinity College tornou-se a Universidade Duke.[2]
Billy Werber, da turma de 1930, tornou-se o primeiro jogador de Duke a ser nomeado All-American no basquete.[3] Naquele mesmo ano foi inaugurado o campus West Campus, com um novo ginásio, que mais tarde receberia o nome do técnico Card. O Indoor Stadium foi inaugurado em 1940. Inicialmente, era chamado de "Addition" ("Anexo") ao ginásio. Parte dos custos de sua construção foi financiada com os recursos obtidos pela participação da equipe de futebol americano de Duke no Rose Bowl de 1938. Em 1972, o ginásio passou a receber o nome de Eddie Cameron, treinador principal da equipe entre 1929 e 1942.
Em 1952, Dick Groat tornou-se o primeiro jogador de Duke a ser eleito Jogador Nacional do Ano.[4] Em 1953, Duke deixou a Southern Conference para se tornar um dos membros fundadores da Atlantic Coast Conference (ACC).[5]
A equipe de Duke, comandada por Vic Bubas, fez sua primeira participação no Final Four em 1963, sendo derrotada por Loyola Chicago por 94 a 75 na semifinal.[6] No ano seguinte, o time de Bubas chegou à decisão do campeonato nacional, mas perdeu para UCLA, que conquistou naquele ano o primeiro de seus dez títulos nacionais em um período de doze anos. Bob Verga foi o principal destaque de Duke em 1967.
Bill Foster (1974–1980)
Bill Foster foi nomeado treinador principal em 1974, vindo da Universidade de Utah, em um momento em que os Blue Devils buscavam recuperar consistência competitiva dentro da Atlantic Coast Conference (ACC) após um início de década instável.[7] Em sua primeira temporada, 1974–75, Duke terminou com campanha de 13–13 no geral e 2–10 na ACC, resultado que refletia um período inicial de reconstrução, mas também indicava os primeiros ajustes estruturais implementados pelo novo treinador.[8]
Ao longo das temporadas seguintes, Foster iniciou um processo gradual de reconstrução do programa, baseado no recrutamento de novos talentos, no desenvolvimento de jogadores e em uma abordagem mais disciplinada, especialmente no aspecto defensivo. Com o passar dos anos, Duke passou a recuperar competitividade dentro da conferência, saindo de uma condição de instabilidade para novamente figurar entre as equipes relevantes da ACC.
O ponto alto de sua passagem ocorreu na temporada de 1977–78, quando Duke conquistou o título do Torneio da ACC e realizou uma campanha de grande destaque no Torneio da NCAA, chegando ao Final Four.[9] Na semifinal nacional, a equipe avançou até a decisão do torneio, onde acabou derrotada por Kentucky, encerrando a temporada como vice-campeã nacional.[10] Esse time contou com jogadores importantes como Jim Spanarkel, Mike Gminski e Gene Banks, e é frequentemente lembrado como uma das equipes mais marcantes da história moderna do programa de Duke.
Após o auge de 1978, Duke manteve-se competitivo nos anos seguintes, embora sem repetir o mesmo nível de sucesso imediato. A equipe continuou participando regularmente do Torneio da NCAA e permaneceu entre as forças da ACC, ainda que com oscilações de desempenho. Na temporada de 1979–80, Duke voltou a ter uma campanha forte, conquistando novamente o Torneio da ACC e chegando ao Elite Eight do Torneio da NCAA, demonstrando a continuidade do programa em alto nível competitivo.[11]
Ao final da temporada de 1979–80, Bill Foster deixou Duke para assumir o cargo de treinador principal na Universidade da Carolina do Sul, encerrando um período de seis anos no comando dos Blue Devils.[12]
Mike Krzyzewski (1980–2022)

Na primeira temporada de Mike Krzyzewski como treinador, os Blue Devils terminaram com um retrospecto geral de 17-13 e uma campanha de 6–8 na ACC.[13] Posteriormente, a equipe disputou o National Invitation Tournament (NIT), chegando às quartas de final. Apesar do bom desempenho em sua temporada de estreia, os Blue Devils enfrentaram dificuldades nos dois anos seguintes, encerrando as temporadas de 1982 e 1983 com apenas 10 e 11 vitórias, respectivamente.[14][15] A equipe de 1984, liderada por Tommy Amaker e Johnny Dawkins, deu a volta por cima de forma convincente, terminando a temporada com campanha de 24–10 e ocupando a 14ª posição tanto no ranking da Associated Press (AP) quanto no dos treinadores.[16] No entanto, foi eliminada na segunda rodada do Torneio da NCAA por Washington.[17] Em 1985, Duke derrotou Pepperdine na primeira rodada do Torneio da NCAA, conquistando a primeira vitória de Krzyzewski na competição,[18] mas foi eliminada na segunda rodada pelo Boston College por 74-73.[19] Na temporada seguinte, os Blue Devils alcançaram seu primeiro Final Four sob o comando de Krzyzewski.[20] A equipe derrotou Kansas para avançar à final nacional contra Louisville, mas acabou perdendo por 72-69.[21]
Em 1989, os Blue Devils tiveram uma campanha de 29-9, terminando na segunda colocação da conferência durante a temporada regular.[22] No Torneio da NCAA, Duke venceu UConn e venceram por 79–78 na prorrogação, garantindo sua terceira participação consecutiva no Final Four.[23] A cesta decisiva de Christian Laettner, convertida nos segundos finais da prorrogação, tornou-se um dos lances mais memoráveis da história do programa. Na semifinal nacional, Duke derrotou Arkansas por 97–83, avançando para a final pela segunda vez em cinco temporadas e pela quarta vez em sua história.[24] Na decisão, os Blue Devils enfrentaram o invicto UNLV e foram derrotados por 103–73, diferença de 30 pontos que permanece como a maior margem de vitória em uma final da NCAA.[25]
Em 1991, Duke surpreendeu a amplamente favorito UNLV ao vencer por 79-77 no Final Four, em uma revanche da final de 1990.[26] Liderada por Laettner, Bobby Hurley, Grant Hill e Thomas Hill, a equipe derrotou Kansas por 72-65 na decisão e conquistou o primeiro título da NCAA da história da universidade.[27] Classificada em primeiro lugar durante toda a temporada e apontada como favorita para defender o título em 1992, Duke participou de uma partida que a ESPN descreveu como "o maior jogo da história do basquete universitário". No Elite Eight, enfrentou Kentucky, treinado por Rick Pitino. Parecia que Kentucky havia garantido a vitória na prorrogação quando o armador Sean Woods acertou uma bandeja, colocando sua equipe um ponto à frente com apenas 2,1 segundos restantes. Após um pedido de tempo, Grant Hill lançou um passe de uma extremidade à outra da quadra para Christian Laettner que converteu um arremesso no estouro do cronômetro, garantindo a vitória de Duke por 104-103 e classificando a equipe para o Final Four. A jogada ficou conhecida como "The Shot".[28] Na sequência, Duke derrotou Michigan por 71-51 para conquistar seu segundo título nacional consecutivo.[29] A equipe adversária era liderada pelo famoso grupo de calouros conhecido como Fab Five. Após a conquista do bicampeonato, Laettner tornou-se o único jogador universitário selecionado para integrar o Dream Team, que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1992. Krzyzewski, por sua vez, atuou como assistente técnico de Chuck Daly, do Detroit Pistons, experiência que antecedeu sua nomeação como treinador principal.
Os Blue Devils também perderam a final nacional de 1994 para Arkansas e sua famosa defesa apelidada de "Forty Minutes of Hell" ("Quarenta Minutos do Inferno").[30] Após iniciar a temporada de 1994-95 no comando da equipe, Krzyzewski foi diagnosticado com uma hérnia de disco que causava fortes dores nas costas e na perna direita. Inicialmente, tentou continuar treinando enquanto realizava tratamento, mas seu estado de saúde se agravou, tornando necessária uma cirurgia e um longo período de recuperação. O assistente Pete Gaudet, que integrava a comissão técnica de Duke desde 1982, foi nomeado treinador interino e assumiu o comando da equipe até o fim da temporada. Sob o comando de Gaudet, a equipe terminou a temporada com campanha de 13-18, registrando sua primeira campanha negativa desde 1982–83 e ficando de fora do Torneio da NCAA. Krzyzewski retornou ao comando da equipe para a temporada de 1995–96 e conseguiu se classificar para o Torneio da NCAA com uma campanha de 18–13 e um retrospecto de 8–8 na conferência.[31]
Na temporada de 1998–99 foi uma das mais dominantes da história do programa. Krzyzewski conduziu os Blue Devils a uma campanha de 37-2, estabelecendo, à época, o recorde de vitórias em uma única temporada na Divisão I da NCAA. O elenco era liderado por Elton Brand e Shane Battier, sendo amplamente reconhecido como um dos mais talentosos da era Krzyzewski. Duke iniciou a temporada vencendo seus primeiros 32 jogos consecutivos e conquistou o título da temporada regular da ACC com campanha de 16–0, tornando-se a primeira equipe na história da conferência a terminar uma temporada invicta na ACC desde North Carolina em 1984.[32] Os Blue Devils também conquistaram o Torneio da ACC, derrotando Maryland na final. A equipe liderou o país em eficiência ofensiva e terminou o ano como a principal favorita ao campeonato nacional. Brand foi eleito Jogador do Ano da ACC e recebeu diversos prêmios nacionais, enquanto Battier foi reconhecido como um dos melhores defensores do país.
No Torneio da NCAA de 1999, Duke recebeu a primeira colocação da Região Leste e derrotou Florida A&M, Tulsa, Southwest Missouri State e Temple para avançar ao Final Four. Nas semifinais nacionais, eles venceram Michigan State por 68–62, garantindo sua terceira participação consecutiva na final do campeonato nacional e a oitava na história do programa.[33] Na decisão, Duke enfrentou Connecticut. Os Blue Devils entraram em quadra como favoritos, mas foram derrotados por 77–74 em uma das maiores surpresas da história das finais da NCAA.[34] Richard Hamilton liderou os Huskies com 27 pontos, enquanto Duke não conseguiu recuperar uma desvantagem construída no segundo tempo. A derrota impediu que a equipe completasse uma das temporadas mais dominantes da história do basquete universitário com um título nacional. Muitos analistas e historiadores do esporte consideram o time de 1998–99 um dos maiores a não conquistar o campeonato nacional.[35]
A temporada de 1999–2000 marcou o vigésimo ano de Mike Krzyzewski como treinador principal. Ele conduziu os Blue Devils a uma campanha de 29-5, incluindo um recorde de 15–1 na ACC, o que garantiu o título da temporada regular da conferência.[36] Após a saída de Brand para a NBA, muitos analistas esperavam uma queda de rendimento. No entanto, Duke rapidamente se reorganizou em torno de um novo núcleo formado por Shane Battier e pelo calouro Jason Williams. Battier consolidou-se como um dos melhores jogadores universitários do país, enquanto Williams emergiu como uma das principais revelações da temporada. Os Blue Devils conquistaram o Torneio da ACC, derrotando North Carolina na final. No Torneio da NCAA, derrotaram Lafayette, Kansas, Purdue e Tulsa para avançar ao Final Four pelo terceiro ano consecutivo. Nas semifinais nacionais, Duke enfrentou a Flórida e foi derrotada por 95–81, encerrando a temporada.[37]
A temporada de 2000–01 é amplamente considerada uma das mais bem-sucedidas da história de Duke. Liderados por Battier, Williams, Mike Dunleavy Jr. e Carlos Boozer, os Blue Devils terminaram com campanha de 35-4 derrotas e conquistaram os títulos da temporada regular e do Torneio da ACC.[38] A equipe passou grande parte do ano ocupando a primeira posição no ranking nacional e foi reconhecida por seu equilíbrio entre experiência, talento e profundidade do elenco. No Torneio da NCAA, Duke derrotou Monmouth, Missouri, UCLA e Southern California para avançar ao Final Four pela quarta vez consecutiva. Nas semifinais nacionais, os Blue Devils enfrentaram Maryland e venceram por 95–84, apesar de terem chegado a estar perdendo por 22 pontos no primeiro tempo.[39] A recuperação é considerada uma das maiores viradas da história do Final Four. Na final nacional, Duke derrotou Arizona por 82–72 para conquistar o terceiro campeonato nacional de sua história e o primeiro desde 1992.[40] Shane Battier foi eleito o MVP do Final Four, enquanto Krzyzewski conquistou seu terceiro título nacional como treinador principal dos Blue Devils. No mesmo ano, Krzyzewski foi introduzido no Basketball Hall of Fame.[41]
Em 2002, Duke ainda era liderado por Williams, Dunleavy Jr. e Boozer e tiveram uma campanha de 31–4, conquistando o Torneio da ACC, mas tiveram sua tentativa de bicampeonato do Torneio da NCAA encerrada no Sweet Sixteen após uma derrota para Indiana.[42] Williams foi eleito Jogador Nacional do Ano, tornando-se um dos maiores jogadores da história do programa.[43] Na temporada de 2002–03, Duke passou por uma renovação após as saídas de suas estrelas para a NBA. Com Chris Duhon e J.J. Redick assumindo papéis de destaque, a equipe terminou com campanha de 26–7, venceu o Torneio da ACC e alcançou o Sweet Sixteen do Torneio da NCAA, sendo eliminada por Kansas.[44] A equipe voltou ao Final Four do Torneio da NCAA na temporada de 2003–04. Liderados por Redick, Luol Deng e Shelden Williams, os Blue Devils terminaram a temporada com campanha de 31–6 e conquistaram o título do Torneio da ACC. No Torneio da NCAA, avançaram até o Final Four, onde foram derrotados por Connecticut, futuro campeão nacional.[45]
Em 2004–05, Duke viveu uma temporada de transição. Com uma equipe jovem liderada por Redick e Williams, os Blue Devils terminaram com campanha de 27–6 e chegaram ao Sweet Sixteen, sendo eliminados por Michigan State.[46] Apesar da eliminação precoce, a temporada consolidou Redick como um dos principais jogadores do país. A temporada de 2005–06 foi uma das mais marcantes da década. Duke terminou com campanha de 32–4, conquistou os títulos da temporada regular e do Torneio da ACC e entrou no Torneio da NCAA como uma das favoritas ao campeonato nacional. Entretanto, os Blue Devils foram surpreendidos por LSU no Sweet Sixteen.[47] J.J. Redick encerrou sua carreira universitária como um dos maiores pontuadores da história da NCAA e foi eleito Jogador Nacional do Ano.[48]
Em 2006–07, Duke iniciou um novo ciclo após as saídas de Redick e Williams. A equipe, liderada por Josh McRoberts, terminou com campanha de 22–11 e foi eliminada por VCU na primeira rodada do Torneio da NCAA, marcando a primeira eliminação de Mike Krzyzewski na rodada inicial desde 1996.[49] A temporada de 2007–08 representou uma recuperação do programa. Com Kyle Singler e Gerald Henderson, Duke terminou com campanha de 28–6 e conquistou o título da temporada regular da ACC. No entanto, pelo segundo ano consecutivo, os Blue Devils foram eliminados no segundo jogo do Torneio da NCAA, desta vez diante de West Virginia.[50] Em 2008–09, liderada por Singler, Henderson, Jon Scheyer e Nolan Smith, a equipe terminou com campanha de 30–7 e conquistou o Torneio da ACC. Os Blue Devils chegaram ao Sweet Sixteen, onde foram derrotados por Villanova.[51]
A campanha de 2009–10 tornou-se uma das mais memoráveis da história do programa. Com um elenco experiente liderado por Scheyer, Singler e Smith, Duke terminou com campanha de 35–5, conquistou os títulos da temporada regular e do Torneio da ACC e avançou até o Final Four. Na semifinal nacional, derrotou West Virginia[52] e, na decisão, venceu Butler por 61–59 para conquistar o quarto campeonato nacional de sua história e o primeiro desde 2001.[53] Mike Krzyzewski tornou-se o primeiro treinador a conquistar quatro títulos nacionais desde Adolph Rupp, consolidando ainda mais seu legado como um dos maiores técnicos da história do basquete universitário.[54]
A temporada de 2010–11 começou com Duke defendendo o título nacional conquistado no ano anterior. Liderados pelo novato Kyrie Irving, os Blue Devils iniciaram o ano como uma das principais equipes do país. No entanto, uma lesão no dedo do pé afastou Irving por grande parte da temporada. Mesmo assim, Duke terminou com campanha de 32–5, conquistou o Torneio da ACC. No Torneio da NCAA, a equipe foi eliminada no Sweet Sixteen por Arizona, encerrando a tentativa de bicampeonato nacional.[55] Na temporada de 2011–12, Duke terminou com campanha de 27–7 e conquistou o título da temporada regular da ACC. O elenco era liderado por Austin Rivers, Seth Curry, Mason Plumlee e Ryan Kelly. O momento mais marcante da temporada regular foi a vitória sobre North Carolina em Chapel Hill, decidida por uma cesta de três pontos de Rivers no último segundo. Apesar das expectativas elevadas, os Blue Devils foram surpreendidos por Lehigh na segunda rodada do Torneio da NCAA, sofrendo uma de suas eliminações mais inesperadas da era Krzyzewski.[56] A campanha de 2012–13 marcou o retorno de Duke à elite nacional. Liderados por Plumlee, Curry e Quinn Cook, os Blue Devils terminaram com campanha de 30–6 e conquistaram o título da temporada regular da ACC. A equipe chegou ao Elite Eight do Torneio da NCAA, mas foi derrotada por Louisville, que posteriormente conquistaria o campeonato nacional.[57]
Em 2013–14, Duke viveu uma temporada de transição após a saída de Plumlee. Liderados por Jabari Parker, Rodney Hood e Cook, os Blue Devils terminaram com campanha de 26–9, mas foram eliminados por Mercer na primeira rodada do Torneio da NCAA, registrando outra derrota inesperada em março.[58] A eliminação gerou questionamentos sobre a capacidade do programa de retornar ao topo nacional.
A temporada de 2014–15 tornou-se uma das mais memoráveis da história de Duke. Liderada por Jahlil Okafor, Tyus Jones, Justise Winslow, Cook e Grayson Allen, a equipe terminou com campanha de 35–4, conquistando o Torneio da ACC. Os Blue Devils derrotaram Wisconsin por 68–63 na final nacional para conquistar o quinto campeonato da NCAA de sua história e o primeiro desde 2010.[59] Tyus Jones foi eleito o MVP do Final Four.[60]
Em 2015–16, Duke enfrentou inúmeras lesões ao longo da temporada. Apesar das dificuldades, os Blue Devils terminaram com campanha de 25–11 e avançaram ao Sweet Sixteen, onde foram eliminados por Oregon.[61] A equipe contou com a liderança de Allen, Brandon Ingram e Luke Kennard. Na temporada de 2016–17, Duke iniciou o ano como uma das favoritas ao título nacional. Liderados por Allen, Kennard, Jayson Tatum e Frank Jackson, os Blue Devils tiveram uma temporada irregular, mas conquistaram o Torneio da ACC após vencerem quatro jogos em quatro dias. No Torneio da NCAA, foram eliminados por South Carolina na segunda rodada.[62]
A campanha de 2017–18 marcou a chegada de um dos melhores grupos de calouros da história do programa, formado por Marvin Bagley III, Wendell Carter Jr. e Gary Trent Jr. Duke terminou com campanha de 29–8 e avançou ao Elite Eight, onde foi derrotada por Kansas na prorrogação.[63] Marvin Bagley III foi eleito Jogador do Ano da ACC e tornou-se uma das principais escolhas do Draft da NBA.[64] Na temporada de 2018–19, os Blue Devils foram liderados pelo fenômeno Zion Williamson, além de R.J. Barrett, Cam Reddish e Tre Jones. Duke iniciou a temporada derrotando Kentucky por 118–84 e passou grande parte do ano na liderança do ranking nacional. A equipe terminou com campanha de 32–6, conquistou o Torneio da ACC e avançou ao Elite Eight do Torneio da NCAA, sendo eliminada por Michigan State.[65] Apesar de não conquistar o campeonato nacional, o time de 2018–19 é considerado um dos mais talentosos da história do programa.
A temporada de 2019–20 foi interrompida pela pandemia de COVID-19. Liderados por Jones, Vernon Carey Jr. e Cassius Stanley, os Blue Devils terminaram com campanha de 25–6 e dividiram o título da temporada regular da ACC. O Torneio da ACC e da NCAA foram cancelados devido à pandemia, impedindo que Duke disputasse a pós-temporada pela primeira vez desde 1980 por razões alheias ao desempenho esportivo.[66] A campanha de 2020–21 representou uma das temporadas mais difíceis da era Krzyzewski. Em um ano fortemente afetado pela pandemia de COVID-19, Duke terminou com campanha de 13–11 e 9–9 na ACC, sua primeira temporada sem classificação para o Torneio da NCAA desde 1995. A equipe retirou-se do Torneio da ACC após testes positivos para COVID-19 dentro do programa, encerrando prematuramente a temporada. O desempenho marcou a primeira campanha de Duke com menos de 15 vitórias desde a temporada de 1982–83 e representou o fim de uma das mais longas sequências de participações no Torneio da NCAA.[67]
O técnico Krzyzewski, também conhecido como Coach K, anunciou que a temporada de 2021–22 seria sua última no comando de Duke.[68] Em sua despedida, levou os Blue Devils ao Final Four mais uma vez, mas a equipe ficou a um passo da decisão ao ser derrotada pelo rival North Carolina por 81-77, no primeiro confronto entre as duas equipes na história do Torneio da NCAA.[69]
Jon Scheyer (2022–Presente)
Após a aposentadoria de Mike Krzyzewski ao término da temporada de 2021–22, Duke nomeou o ex-jogador e assistente Jon Scheyer como seu sucessor.[70] Desde então, Scheyer manteve Duke entre as principais potências do basquete universitário, acumulando um dos melhores inícios de carreira para um treinador principal na história da NCAA.
A primeira temporada de Scheyer à frente dos Blue Devils terminou com uma campanha de 27-9 derrotas. Apesar de um início inconsistente e de uma sequência de derrotas em janeiro, Duke se recuperou na reta final, conquistando o título do Torneio da ACC ao derrotar Virginia na final. No Torneio da NCAA, a equipe eliminou Oral Roberts na primeira rodada antes de ser derrotada por Tennessee na segunda rodada.[71]
Em seu segundo ano, Scheyer levou Duke novamente a uma campanha de 27–9. Liderados por jogadores como Kyle Filipowski e Jared McCain, os Blue Devils alcançaram o Elite Eight do Torneio da NCAA pela primeira vez desde a despedida de Krzyzewski. A temporada terminou com uma derrota para NC State na final regional, mas consolidou a reputação de Scheyer como um dos jovens treinadores mais promissores do país.[72]
A temporada de 2024–25 foi a mais bem-sucedida da era Scheyer até então. Duke terminou com um recorde de 35–4 e dominou a ACC, conquistando tanto o título da temporada regular quanto o Torneio da ACC. Os Blue Devils alcançaram o Final Four, a 18ª participação da universidade na fase semifinal nacional, antes de serem eliminados por Houston em um jogo equilibrado.[73] Com a campanha, Scheyer tornou-se o primeiro treinador na história da ACC a conquistar dois títulos do torneio da conferência em seus três primeiros anos no cargo.
Em 2025-26, Duke repetiu o excelente desempenho da temporada anterior, encerrando o ano com um recorde de 35–3 e novamente vencendo os títulos da temporada regular e do Torneio da ACC. Os Blue Devils receberam a posição de cabeça de chave número 1 no Torneio da NCAA, mas foram eliminados no Elite Eight, encerrando a campanha antes do Final Four.[74] Ainda assim, a equipe permaneceu entre as melhores do país durante toda a temporada e alcançou a marca histórica de 150 semanas como número 1 do ranking da Associated Press.[75]
Estatisticas
| Geral | |
|---|---|
| Anos de basquete | 121 |
| Primeira temporada | 1905–06 |
| Técnicos (total histórico) | 20 |
| Todos os jogos | |
| Campanha histórica | 2.370–936 (71.7%) |
| Temporadas com 20 ou mais vitórias | 61 |
| Temporadas com 30 ou mais vitórias | 18 |
| Jogos de conferência | |
| Campanha histórica na conferência | 839-384 (68,6%) |
| Títulos da temporada regular da conferência | 25 |
| Títulos do torneio da conferência | 29 |
| Torneio da NCAA | |
| Participações na NCAA | 48 |
| Vitórias no Torneio da NCAA | 129 |
| Sweet Sixteens | 33 |
| Elite Eights | 24 |
| Final Fours | 18 |
| Finais nacionais | 11 |
| Campeonatos nacionais | 5 |
| Atualizado ao final da temporada de 2025–26 | |
Jogadores
| Posição | Jogador | Temporadas | Jogos |
|---|---|---|---|
| 1 | Amile Jefferson | 2012–17 | 150 |
| 2 | Christian Laettner | 1988–92 | 148 |
| 2 | Kyle Singler | 2007–11 | 148 |
| 4 | Shane Battier | 1997–01 | 146 |
| 5 | Chris Duhon | 2000–04 | 144 |
| 5 | Jon Scheyer | 2006–10 | 144 |
| 7 | Danny Ferry | 1985–89 | 143 |
| 7 | Greg Koubek | 1987–91 | 143 |
| 7 | Matt Jones | 2013–17 | 143 |
| 7 | Nolan Smith | 2007–11 | 143 |
| 7 | Quinn Cook | 2011–15 | 143 |
| Posição | Jogador | Temporadas | Pontos |
|---|---|---|---|
| 1 | J. J. Redick | 2002–06 | 2.769 |
| 2 | Johnny Dawkins | 1982–86 | 2.556 |
| 3 | Christian Laettner | 1988–92 | 2.460 |
| 4 | Kyle Singler | 2007–11 | 2.392 |
| 5 | Mike Gminski | 1976–80 | 2.323 |
| 6 | Danny Ferry | 1985–89 | 2.155 |
| 7 | Mark Alarie | 1982–86 | 2.136 |
| 8 | Gene Banks | 1977–81 | 2.079 |
| 8 | Jay Williams | 1999–02 | 2.079 |
| 10 | Jon Scheyer | 2006–10 | 2.077 |
| Posição | Jogador | Temporadas | Assistências |
|---|---|---|---|
| 1 | Bobby Hurley | 1989–93 | 1.076 |
| 2 | Chris Duhon | 2000–04 | 819 |
| 3 | Tommy Amaker | 1983–87 | 708 |
| 4 | Jay Williams | 1999–02 | 644 |
| 5 | Quin Snyder | 1985–89 | 575 |
| 6 | Johnny Dawkins | 1982–86 | 555 |
| 7 | Quinn Cook | 2011–15 | 509 |
| 8 | Danny Ferry | 1985–89 | 506 |
| 9 | Steve Wojciechowski | 1994–98 | 505 |
| 10 | Greg Paulus | 2005–09 | 468 |
| Posição | Jogador | Temporadas | Rebotes |
|---|---|---|---|
| 1 | Shelden Williams | 2002–06 | 1.262 |
| 2 | Mike Gminski | 1976–80 | 1.242 |
| 3 | Christian Laettner | 1988–92 | 1.149 |
| 4 | Mason Plumlee | 2009–13 | 1.088 |
| 5 | Mike Lewis | 1965–68 | 1.051 |
| 6 | Kyle Singler | 2007–11 | 1.015 |
| 7 | Danny Ferry | 1985–89 | 1.003 |
| 8 | Gene Banks | 1977–81 | 985 |
| 9 | Randy Denton | 1968–71 | 967 |
| 10 | Ronnie Mayer | 1952–56 | 954 |
Números aposentados
| Número | Jogador | Posição | Período em Duke | Ano da aposentadoria |
|---|---|---|---|---|
| 4 | J. J. Redick | Ala-armador | 2002–2006 | 2007 |
| 10 | Dick Groat | Armador | 1949–1952 | 1952 |
| 11 | Bobby Hurley | Armador | 1989–1993 | 1993 |
| 22 | Jay Williams | Armador | 1999–2002 | 2003 |
| 23 | Shelden Williams | Ala-pivô | 2002–2006 | 2007 |
| 24 | Johnny Dawkins | Armador | 1982–1986 | 1986 |
| 25 | Art Heyman | Ala | 1960–1963 | 1990 |
| 31 | Shane Battier | Ala | 1997–2001 | 2001 |
| 32 | Christian Laettner | Ala-pivô | 1988–1992 | 1992 |
| 33 | Grant Hill | Ala | 1990–1994 | 1994 |
| 35 | Danny Ferry | Ala-pivô | 1985–1989 | 1989 |
| 43 | Mike Gminski | Pivô | 1976–1980 | 1980 |
| 44 | Jeff Mullins | Ala-armador | 1961–1964 | 1994 |
Cameron Indoor Stadium e base de fãs

O Cameron Indoor Stadium foi concluído em 6 de janeiro de 1940, tendo custado 400 mil dólares. Na época, era o maior ginásio dos Estados Unidos ao sul do Palestra, da Universidade da Pensilvânia. Originalmente chamado de Duke Indoor Stadium, foi renomeado em homenagem ao treinador Cameron em 22 de janeiro de 1972.[76] O prédio originalmente tinha capacidade para 8.800 pessoas, embora a área de standing room (em pé) permitisse acomodar até 12.000 em dias de grande público. Assim como hoje, os estudantes de Duke tinham acesso a uma grande parte dos assentos, incluindo os que ficam diretamente ao lado da quadra. As reformas realizadas entre 1987 e 1988 eliminaram as áreas de standing room e adicionaram assentos, elevando a capacidade para 9.314 lugares.
Cameron Crazies
Os times masculinos de basquete de Duke têm há muitos anos uma forte vantagem de jogar em casa, em grande parte devido à seção estudantil ao longo da lateral da quadra, ocupada pelos chamados Cameron Crazies.[77] O piso de madeira foi dedicado e renomeado como Coach K Court em homenagem ao técnico Mike Krzyzewski, e a “cidade de tendas” montada do lado de fora do ginásio, onde estudantes acampam antes de grandes jogos, é conhecida como Krzyzewskiville. Em 1999, a revista Sports Illustrated classificou o Cameron como o quarto melhor local esportivo de todos os esportes profissionais e universitários,[78] e o USA Today o chamou de “o jogo fora de casa mais difícil do país”.
Críticas
O time masculino de basquete de Duke é frequentemente apontado como uma das equipes mais odiadas do esporte. Parte desse sentimento vem de torcedores de rivais, especialmente da North Carolina Tar Heels.[79] Esse ódio está frequentemente ligado ao sucesso da equipe, que tem sido consistente desde o fim da década de 1980.
O sentimento negativo também é frequentemente associado a jogadores específicos. Christian Laettner, que jogou por Duke entre 1988 e 1992 e conquistou dois títulos nacionais, é frequentemente citado como um dos jogadores mais odiados do basquete universitário.[80][81] O documentário de 2015 “I Hate Christian Laettner” destaca cinco principais razões para esse ódio: “privilégio, raça, comportamento agressivo, grandeza e aparência”.[82]
JJ Redick, que jogou por Duke entre 2002 e 2006, também enfrentou forte rejeição e hostilidade dos torcedores durante sua carreira universitária.[83] Outro jogador particularmente odiado é Grayson Allen, que atuou por Duke entre 2014 e 2018. Além de razões semelhantes às de Laettner, Allen também foi alvo de críticas após incidentes em que teria derrubado intencionalmente jogadores adversários durante partidas.[84]
Rivalidades
A rivalidade entre Duke e North Carolina é frequentemente classificada entre as maiores rivalidades tanto do basquete universitário quanto de todos os esportes da América do Norte.[85] Até a temporada de 20235–26, North Carolina liderava a série histórica, com 146 vitórias contra 120 de Duke. Os times se enfrentam duas vezes por ano durante a temporada da ACC, com milhares de estudantes de graduação de Duke participando de uma tradição anual de acampamento em Krzyzewskiville, um gramado em frente ao Cameron Indoor Stadium, durante meses para conseguir ingressos para o jogo.[86] As duas equipes sempre se enfrentam em seu último jogo da temporada regular, com o time mandante realizando sua Senior Night (Noite dos Veteranos). Em alguns anos, as duas equipes se encontram pela terceira vez no Torneio da ACC. As equipes se enfrentaram apenas duas vezes em torneios de pós-temporada. Em 2022, as duas universidades se encontraram no Final Four para se enfrentarem no Torneio da NCAA pela primeira vez. Nessa partida, os Tar Heels derrotaram os Blue Devils por 81–77. Em 1971, os dois rivais se enfrentaram nas semifinais do NIT, jogo que também foi vencido por North Carolina pelo placar de 73–69. Duke também mantém rivalidades com NC State e Wake Forest e, juntamente com UNC, essas quatro instituições formam a chamada Tobacco Road.
Duke e North Carolina somam, juntas, 11 campeonatos nacionais, com North Carolina liderando Duke por 6–5. A intensidade da rivalidade é ampliada pela proximidade entre as duas universidades, localizadas a apenas dez milhas de distância pela Rodovia U.S. 15–501 (também conhecida como Tobacco Road) ou cerca de oito milhas em linha reta, entre as cidades de Durham e Chapel Hill.[87][88] Além disso, Duke é uma universidade privada, enquanto North Carolina é uma universidade pública; as estruturas de financiamento e as culturas bastante diferentes das duas instituições contribuem ainda mais para a intensidade da rivalidade.[89]
O ex-editor e escritor (além de ex-aluno de North Carolina) da revista Esquire Will Blythe argumenta que a paixão da rivalidade pode ser amplamente atribuída às questões de classe social e cultura no sul dos Estados Unidos:
Para legiões de adultos que, de outra forma, seriam razoáveis, trata-se de um conflito que supera o esporte; é uma disputa de moradores locais contra forasteiros, elitistas contra populistas, até mesmo do bem contra o mal. A rivalidade pode ser uma forma de alinhar-se com ideais filosóficos maiores — de escolher lados na vida —, uma tradição de partidarismo que revela os prazeres e até a necessidade do ódio.

Ilustrando ainda mais a intensidade da rivalidade, o deputado federal norte-americano Brad Miller, um fanático torcedor de North Carolina, disse a um repórter da Associated Press em 2012: "Eu já disse muito publicamente que, se Duke estivesse jogando contra o Talibã, eu teria que torcer pelo Talibã."[90]
Entretanto, devido também à proximidade entre as duas universidades, existe respeito e colaboração dentro da rivalidade. Inspirados pelas equipes masculinas de basquete, vinte e quatro estudantes das duas universidades se reuniram entre 14 e 16 de janeiro de 2006 para tentar quebrar o recorde mundial da partida de basquete contínua mais longa já registrada. O jogo estabeleceu um novo recorde, com duração de 57 horas, 17 minutos e 41 segundos, e terminou com vitória de Duke por 3.699–3.444. Todos os US$ 60 mil arrecadados na maratona beneficiaram a Hoop Dreams Basketball Academy, organização que ajuda crianças com doenças graves a desenvolver habilidades para a vida por meio do basquete.[91]
Além do esporte, os jornais estudantis das duas universidades também participam da rivalidade. Como tradição, um dia antes de um jogo de basquete entre Duke e North Carolina, o The Chronicle, jornal estudantil de Duke, publica uma capa paródica intitulada The Daily Tar Hole. A edição contém histórias satíricas zombando do The Daily Tar Heel e dos Tar Heels de North Carolina. Por sua vez, o The Daily Tar Heel normalmente publica a coluna "Insider's Guide to Hating Duke" ("Guia Interno para Odiar Duke") antes de cada um dos dois confrontos anuais de basquete. Existe ainda um acordo de longa data entre os jornais: se Duke vencer o primeiro confronto da temporada, o cabeçalho do The Daily Tar Heel é impresso em azul de Duke; se North Carolina vencer, o cabeçalho do The Chronicle é pintado de azul Carolina. O jornal da escola derrotada também deve colocar o logotipo da escola vencedora em um local de destaque e declarar que a universidade vencedora é "ainda a melhor".[92]
Títulos
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