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Drauzio Varella
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| Drauzio Varella | |
|---|---|
Drauzio Varella em 2023 | |
| Nome completo | Antônio Drauzio Varella |
| Nascimento | |
| Ocupação | |
| Período de atividade | 1970–presente |
| Prêmios | Prêmio Jabuti, 2000 (lista completa) |
| Carreira médica | |
| Instituições | Hospital do Servidor Público de São Paulo |
| Especialidade | oncologia imunologia |
| Pesquisa | estudos sobre câncer e síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) |
| Religião | ateu[1][2] |
| Website | www |
Antônio Drauzio Varella[3] (São Paulo, 3 de maio de 1943) é um médico, oncologista, cientista e escritor brasileiro. Formado pela Universidade de São Paulo (USP), na qual foi aprovado em 2° lugar, é conhecido por popularizar a informação médica no Brasil, através de aparições em programas de rádio, televisão e pela Internet, com um site e canal no YouTube.[4] Foi também um dos fundadores da Universidade Paulista e da Rede Objetivo, onde lecionou física e química durante muitos anos.[5] Varella também é um crítico da medicina alternativa.[6]
Biografia
Vida pessoal
Drauzio Varella é neto paterno de um imigrante galego e materno de imigrantes portugueses.[7][8][9]
Carreira médica
Drauzio Varella estudou medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). No início da década de 1970, já como médico, ele começou a trabalhar com o professor Vicente Amato Neto na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Durante 20 anos, dirigiu também o serviço de imunologia do Hospital do Câncer (São Paulo) e, de 1990 a 1992, o serviço de câncer do Hospital do Ipiranga. Foi professor em várias faculdades do Brasil e em instituições em outros países, como o Memorial Hospital de Nova Iorque, a Cleveland Clinic (também nos Estados Unidos), o Instituto Karolinska de Estocolmo, a Universidade de Hiroshima e o National Cancer Institute, em Tóquio.[5]
Além do câncer, Drauzio Varella também foi um dos pioneiros no Brasil no estudo da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), principalmente do sarcoma de Kaposi.[10] Em 1989, iniciou um trabalho no presídio do Carandiru investigando a prevalência do vírus da imunodeficiência humana (VIH) nos detentos. Até 2002, ano em que o presídio foi desativado, trabalhou como médico voluntário no local. Varella chegou a idealizar uma revista em quadrinhos, O Vira-Lata, como parte do plano de prevenção da síndrome da imunodeficiência adquirida na cadeia.[11]
Apoiado pela Universidade Paulista (UNIP) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Drauzio dirige no Rio Negro um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras, buscando obter extratos para testar experimentalmente no combate ao câncer e a bactérias resistentes a antibióticos.[12][13][14]
Carreira como comunicador
Em 1986, sob orientação do radialista Fernando Vieira de Mello,[15] iniciou campanhas nas rádios com o intuito de esclarecer a população sobre a síndrome da imunodeficiência adquirida e métodos de prevenção.[10]
Na televisão, seu trabalho mais conhecido é o na TV Globo, onde apresenta diversos quadros na área de saúde no programa Fantástico, falando sobre o corpo humano, o tabagismo, primeiros socorros, gravidez, obesidade e transplante de órgãos. Além da Rede Globo, ele trabalha ainda em outras emissoras, como o Canal Universitário e a TV Senado, nos quais entrevista especialistas e discute assuntos de saúde em diversas áreas. Na internet, Drauzio faz grande sucesso com seu canal no YouTube, abordando temas atuais tanto na área da saúde como no aspecto social.[4]
Em agosto de 2021, foi lançado no Brasil o documentário Encarcerados que é um complemento as audiovisuais do Dr. Drauzio Varella.[16]
Carreira como escritor
Além das campanhas de prevenção, Drauzio Varella também é um escritor de ficção e não ficção.
- Lançado em 1999, o livro Estação Carandiru, que conta sobre seu trabalho com os presidiários do Carandiru, virou best-seller e recebeu o Prêmio Jabuti na categoria "não-ficção" na edição do ano 2000.[17] Em 2003, a obra ganhou as telas do cinema num filme do diretor Hector Babenco, com Rodrigo Santoro como protagonista.
- Nas ruas do Brás foi premiado na Feira Internacional do Livro de Bolonha, na Itália e também na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2001, na categoria "revelação de autor de literatura infantil".[18]
- Florestas do Rio Negro foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2002.[18]
- Em 2012, lançou o livro Carcereiros, que conta seus relatos trabalhando como médico voluntário no Carandiru.[19]
- Em 2015, lançou Correr - o exercício, a cidade e o desafio da maratona, também pela Companhia das Letras, traz informações médicas e sua experiência em maratonas, tendo decidido começar a treinar para a Maratona de Nova York. Drauzio pratica a modalidade há mais de 20 anos, e mesmo que não considere um prazer, afirma que é a atividade é uma necessidade para manter a saúde.[20]
- Em 2017, lançou o livro Prisioneiras, publicado pela Companhia das Letras, que conta seus relatos e conclusões trabalhando como médico voluntário na Penitenciária Feminina da Capital, em São Paulo.[21][22]
Prêmios e indicações
| Ano | Prêmio | Categoria | Indicação | Resultado | Ref. |
|---|---|---|---|---|---|
| 2020 | MTV Millennial Awards Brasil | Falou Tudo | Ele mesmo | Nomeado | [23] |
| Imagina Juntos | Drauzio Varella e Atila Iamarino |
Publicações selecionadas
| Ano | Título | Editora | Observações | Ref |
|---|---|---|---|---|
| 1989 | AIDS hoje | Cered | 3 volumes, em colaboração com os médicos Antonio Fernando Varella e Narciso Escaleira | [18] |
| 1999 | Estação Carandiru | Companhia das Letras | Primeiro livro da trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro | [18][17][24] |
| 2000 | Macacos | Publifolha | Coleção "Folha Explica" | [18][25] |
| 2000 | Nas ruas do Brás | Companhia das Letras | Literatura infantil | [18][24] |
| 2001 | Florestas do Rio Negro | Companhia das Letras | Sob a editoria científica de Alexandre Adalardo de Oliveira e Douglas C. Daly | [18] |
| 2002 | De braços para o alto | Companhia das Letras | Literatura infantil | [18] |
| 2002 | Maré - vida na favela | Casa das Palavras | Coautoria de Paola Berenstein e Ivaldo Bertazzo | [18][18] |
| 2004 | Por um Fio | Companhia das Letras | [18][26] | |
| 2006 | Borboletas da alma: Escritos sobre ciência e saúde | Companhia das Letras | [27] | |
| 2007 | O Médico Doente | Companhia das Letras | [28] | |
| 2008 | Cabeça do Cachorro | TerraBrasil | Em parceria com o fotógrafo Araquém Alcântara | [29] |
| 2012 | Carcereiros | Companhia das Letras | Segundo livro da trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro | [19] |
| 2015 | Correr | Companhia das Letras | [20] | |
| 2017 | Prisioneiras | Companhia das Letras | Terceiro livro da trilogia sobre o sistema carcerário brasileiro | [21] |
| 2017 | Nas Águas do rio Negro | Companhia das Letrinhas | Ilustração de Odilon Moraes | [24] |
| 2022 | O Exercício da Incerteza: Memórias | Companhia das Letras | [24] | |
| 2025 | O Sentido das Águas: Histórias do rio Negro | Companhia das Letras | [28] | |
Referências
- ↑ «"Sou ateu", afirma o médico Drauzio Varella para revista». Terra. 3 de novembro de 2011. Consultado em 10 de dezembro de 2013. Cópia arquivada em 18 de novembro de 2012
- ↑ Cristiane Segatto (9 de agosto de 2004). «Entrevista com Drauzio Varella». Época. Consultado em 29 de Junho de 2017. Arquivado do original em 20 de março de 2005
- ↑ «Drauzio ou 'Dr. Auzio' Varella? Médico esclarece 'confusão' com seu nome». Estado de São Paulo. 23 de março de 2017. Consultado em 17 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 17 de maio de 2022
- 1 2 «Drauzio Varella - Vídeos». Youtube. Consultado em 29 de Junho de 2017. Cópia arquivada em 12 de março de 2026
- 1 2 «Institucional - OBJETIVO». Consultado em 29 de Junho de 2017. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2023
- ↑ Varella, Drauzio (18 de março de 2018). «Imposição pelas mãos». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de março de 2018. Cópia arquivada em 18 de março de 2018
- ↑ Drauzio Varella (29 de setembro de 2011). «Viagem ao Passado». UOL. Consultado em 3 de maio de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2024
- ↑ Dederich, Márcio (fevereiro de 2007). «Drauzio Varella». Revista Contra-Relógio. Consultado em 6 de novembro de 2023
- ↑ Micheline Alves (8 de fevereiro de 2013). «Drauzio Varella». Revista Trip. Consultado em 6 de novembro de 2023. Cópia arquivada em 10 de novembro de 2025
- 1 2 Cláudia Collucci (5 de agosto de 2019). «Drauzio Varella recebe prêmio por sua trajetória e contribuição à oncologia». Folha de S.Paulo. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ Herói de gibi incentiva preso a usar camisinha
- ↑ Coutinho, Danieleh (17 de Julho de 2017). «Dr. Drauzio Varella fala para capixabas sobre qualidade de vida». Espírito Santo Hoje. Consultado em 6 de Setembro de 2017. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2017
- ↑ «Drauzio Varella fala sobre qualidade de vida em evento no Levitas». FAPESP. 12 de Agosto de 2011. Consultado em 6 de Setembro de 2017. Cópia arquivada em 7 de setembro de 2017
- ↑ «Folha Online - Brasil - Médico e escritor, Varella ganhou notoriedade em campanhas de prevenção à Aids - 22/03/2005». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 19 de março de 2018. Cópia arquivada em 4 de março de 2016
- ↑ «A trajetória midiática de Drauzio Varella» (PDF). Mimesis. 39 (1-2). 2018. Cópia arquivada (PDF) em 28 de abril de 2024
- ↑ Vomero, Renata (25 de agosto de 2021). «"Encarcerados" é rico complemento às adaptações audiovisuais da obra de Drauzio Varella». Portal Exibidor. Tonks. Consultado em 28 de agosto de 2021
- 1 2 «Premiados 2000 Reportagem». Prêmio Jabuti. Consultado em 6 de Março de 2018. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2025
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 «Confira a relação de livros publicados por Drauzio Varella». Folha de S. Paulo. 22 de março de 2005. Consultado em 6 de abril de 2025. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2025
- 1 2 Sanchez, Leonardo (25 de agosto de 2021). «Livro de Drauzio Varella que inspirou a série 'Carcereiros' agora vira documentário». Folha de S. Paulo. Consultado em 6 de abril de 2025. Cópia arquivada em 4 de maio de 2022
- 1 2 Calvi Anic, Luara (22 de Junho de 2015). «Drauzio Varella: "A corrida é um antidepressivo poderoso"». Cláudia. Consultado em 29 de Junho de 2017. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2025
- 1 2 Giannini, Alessandro (14 de Maio de 2017). «Drauzio Varella lança 'Prisioneiras', o último livro de uma trilogia». O Globo. Consultado em 6 de Março de 2018. Cópia arquivada em 26 de novembro de 2024
- ↑ Mena, Fernanda (13 de Maio de 2017). «Drauzio Varella fecha trilogia com retratos de mulheres presas». Folha de S.Paulo. Consultado em 6 de Março de 2018. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025
- ↑ Splash (24 de setembro de 2020). «MTV Miaw 2020: Confira os vencedores da premiação». Universo Online. Consultado em 12 de março de 2021. Cópia arquivada em 3 de abril de 2026
- 1 2 3 4 Collucci, Cláudia (29 de abril de 2023). «Drauzio Varella, 80: médico lista os livros que mais gosta entre suas 18 obras». Folha de S. Paulo. Consultado em 6 de abril de 2025. Cópia arquivada em 10 de fevereiro de 2025
- ↑ «Drauzio Varella guia leitor pelo universo dos macacos; leia capítulo». Folha Online. 19 de dezembro de 2006. Consultado em 6 de abril de 2025. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2025
- ↑ Comoti, Priscilla (11 de abril de 2024). «Relembre o que aconteceu com o irmão caçula de Drauzio Varella». Caras. Consultado em 6 de abril de 2025. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2025
- ↑ «Drauzio Varela participa de live sobre seu novo livro nesta quinta». Estado de Minas. 9 de junho de 2022. Consultado em 6 de abril de 2025. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2024
- 1 2 Zorzetto, Gabriel (31 de março de 2025). «Drauzio Varella lança 20º livro, discute morte, ateísmo e haters: 'Tenho desprezo total'; veja vídeo». Estadão. Consultado em 6 de abril de 2025
- ↑ Fujita Jr, Luiz (20 de setembro de 2012). «Cabeça do Cachorro». Uol. Consultado em 6 de abril de 2025. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2026
