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Domingo Nieto
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Domingo Nieto | |
|---|---|
| Presidente do Peru | |
| Período | 3 de Setembro de 1843 a 17 de Fevereiro de 1844 |
| Antecessor(a) | Manuel Ignacio de Vivanco |
| Sucessor(a) | Ramón Castilla |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 1803 Moquegua |
| Morte | 17 de Fevereiro de 1844 |
Domingo Nieto y Márquez (Moquegua, 15 de agosto de 1803 – Cuzco, 17 de fevereiro de 1844) foi um militar e político peruano. Participou de toda a campanha da Independência do Peru, de 1821 a 1825. Posteriormente, atuou nas revoluções e guerras civis de seu país, sempre apoiando a autoridade legítima e a Constituição, razão pela qual recebeu em vida o pseudônimo de "O Quixote da Lei". Outro de seus apelidos foi o "Marechal greco-romano", devido à sua vasta cultura clássica e sua conduta política que lembrava a dos velhos romanos republicanos que veneravam a lei. Nos últimos anos de sua vida, foi nomeado Chefe de Estado Provisório do Peru, cargo que exerceu por um curto período entre 1843 e 1844, pois faleceu vítima de uma doença, quando tinha apenas 40 anos de idade.
Biografia
Filho de Domingo Nieto Hurtado de Mendoza, tesoureiro perpétuo do tribunal da Santa Cruzada de Arequipa, e de María del Carmen Márquez. Pertencia à ilustre família dos condes de Alastaya. Nasceu na Vila de Moquegua em 15 de agosto de 1803. Estudou em Moquegua, provavelmente no colégio dos Betlemitas do hospital.[1]
Era ainda muito jovem quando se incorporou à vanguarda do Exército Libertador que chegou a Moquegua sob o comando do tenente-coronel Guillermo Miller, em maio de 1821. Pouco depois, teve seu batismo de fogo no combate de Mirave, em 22 de maio; devido à sua destacada atuação, foi-lhe concedido o posto de tenente de cavalaria.[1]
Durante a Primeira Expedição a Intermédios, atuou nas batalhas de Torata e Moquegua (janeiro de 1823). Promovido a capitão, participou da Segunda Campanha de Intermédios nas fileiras do Regimento Lanceiros da Guarda, no final de 1823. Em seguida, sob o comando do general José de La Mar, participou da campanha libertadora de Bolívar e esteve presente nas duas grandes batalhas finais da independência: Junín e Ayacucho (1824). Depois, acompanhou o marechal Antonio José de Sucre na campanha do Alto Peru, participando da tomada de Potosí (1825). Em seguida, participou do segundo cerco do Callao, até sua conclusão com a capitulação de José Ramón Rodil, em 23 de janeiro de 1826.[1]
Promovido a tenente-coronel, participou da campanha contra os rebeldes iquichanos de Huanta que ainda lutavam a favor do rei da Espanha (1827). Depois, à frente do Primeiro Regimento de Hussardos de Junín, marchou para o norte, após o início da guerra entre o Peru e a Grã-Colômbia (1828). Durante a Batalha do Portete de Tarqui, travada em 27 de fevereiro de 1829, liderou uma carga dos hussardos para conter o ataque do esquadrão Cedeño da cavalaria gran-colombiana, travando então um duelo singular com o comandante venezuelano José María Camacaro, a quem atravessou com sua lança. Esse episódio memorável lhe rendeu fama de intrépido.[1]


Já com o posto de coronel, foi-lhe confiado o comando de uma brigada de cavalaria durante a campanha que em 1831 o presidente Agustín Gamarra conduziu até a fronteira com a Bolívia, que não resultou em guerra, pois optou-se pela solução diplomática. Ao final do período de governo de Gamarra e devendo a Convenção Nacional (assembleia legislativa) eleger um presidente provisório, Nieto foi proposto como candidato, competindo com Pedro Pablo Bermúdez e Luis José de Orbegoso; este último foi eleito. Nieto foi promovido a General de Brigada em 6 de dezembro de 1833; tinha então 29 anos.[1]
Encontrava-se em Arequipa quando ocorreu o pronunciamento do general Bermúdez contra Orbegoso. Fiel aos seus princípios de defesa da autoridade legal, Nieto assumiu o comando militar do departamento em 12 de janeiro de 1834 e organizou a resistência. Enfrentou as forças rebeldes em Miraflores, em 2 de abril, e em Cangallo, em 5 de abril, ações que lhe foram desfavoráveis. Finda a guerra civil após o Abraço de Maquinhuayo, em 24 de abril, foi designado chefe político e militar dos departamentos do sul. Foi promovido a general de Divisão, promoção que recusou, pois considerava inaceitável que fossem concedidas promoções em meio a uma guerra civil.[1]
Passou para Lima, onde foi nomeado inspetor geral do Exército, e encarregou-se de debelar um motim ocorrido na Fortaleza do Real Felipe em 1º de janeiro de 1835. Mas ali irrompeu logo em seguida a rebelião do tenente-coronel Felipe Santiago Salaverry, que ordenou a prisão de Nieto. Exilado para a Califórnia a bordo da escuna Peruviana, Nieto conseguiu reduzir a tripulação graças a duas pistolas que sua esposa lhe enviou escondidas em um embrulho de roupas. Desembarcou em Huanchaco (norte peruano) e organizou mais uma vez a defesa da legalidade. Mas não conseguiu reunir muitas tropas e, decidido ainda assim a enfrentar Salaverry, seus próprios oficiais e soldados o prenderam e o entregaram a dito caudilho. Salaverry lhe ofereceu o comando do exército e até a Presidência, em troca de se colocar sob suas ordens, mas Nieto recusou, pois não podia servir a um governo ilegítimo. Salaverry o exilou então para o Chile.[1]
Ao saber dos acordos entre o presidente boliviano Santa Cruz e o general Gamarra para invadir o Peru, Nieto retornou e se apresentou em Arequipa perante o presidente Orbegoso, colocando-se a seu serviço (4 de agosto de 1835). Mas, ao tomar conhecimento do pacto de Orbegoso com Santa Cruz, pelo qual se autorizava a invasão boliviana ao Peru, não hesitou em condenar essa decisão e tentou convencer tanto Orbegoso quanto Santa Cruz a se submeterem às decisões de um Congresso Nacional; era, além disso, contra a divisão do Peru e da federação com a Bolívia. Sua proposta foi ignorada, pelo que embarcou novamente para o Chile, muito decepcionado, vivendo um tempo em Santiago e Valparaíso.[1]
De volta a Lima em fevereiro de 1836, insistiu em persuadir Orbegoso a se afastar de Santa Cruz, mas não conseguiu. Nomeado ministro plenipotenciário no Equador, não chegou a exercer o cargo e permaneceu no Peru como prefeito e comandante geral do departamento de La Libertade.[1]

Estabelecida a Confederação Peru-Boliviana chefiada por Santa Cruz, Nieto manteve-se fiel à autoridade legal de Orbegoso, que em 1837 foi eleito presidente do Estado Nor-Peruano, criação geopolítica que, junto com o Estado Sul-Peruano e a Bolívia, integrava dita Confederação. Apesar disso, Nieto não se comprometeu com o regime confederado e colocou-se a serviço da vontade do povo. Finalmente, decidiu se levantar contra Santa Cruz e proclamou a liberdade do Estado Nor-Peruano, em 30 de julho de 1838. Orbegoso, indeciso a princípio, terminou por aderir a essa causa. Com a chegada da expedição restauradora chileno-peruana, esta quis se aliar às forças orbegosistas para lutar conjuntamente contra o exército de Santa Cruz. Mas Orbegoso, Nieto e Vidal recusaram tal aliança por verem nos chilenos uma nova ameaça à independência nacional. Os restauradores avançaram sobre Lima e, apesar da oposição de Nieto (que temia com razão a superioridade numérica do inimigo), travou-se o combate de Portada de Guías em 21 de agosto de 1838. Os orbegosistas foram derrotados e Nieto se refugiou no Callao, até que, voluntariamente, por ser malvisto por uma parte da guarnição, e especialmente por seu chefe, o coronel Manuel de la Guarda, embarcou em 26 de agosto em um navio estrangeiro, conseguindo chegar a Supe e depois a Guayaquil, optando assim pelo exílio. Foi excluído da lista de antiguidade em 25 de março de 1839, pelo que escreveu uma longa memória para defender sua conduta.[1]
Decidiu voltar ao Peru quando Santa Cruz, já derrotado e foragido, refugiou-se no Equador. Reincorporou-se ao exército em 7 de dezembro de 1841, em um momento em que o Peru enfrentava a invasão boliviana após o desastre sofrido em Ingavi, onde morreu o presidente Agustín Gamarra. Feita a paz com os bolivianos, Nieto ofereceu seu apoio à autoridade constitucional representada pelo general Juan Francisco de Vidal, contra o pronunciamento ilegal do general Juan Crisóstomo Torrico. À frente das forças de Vidal, Nieto derrotou Torrico na Batalha de Agua Santa, em 17 de outubro de 1842, sendo por isso promovido a Grão-Marechal.[2]
Sob a presidência de Vidal, foi nomeado prefeito de Moquegua, assumindo também o comando militar dos departamentos do sul. Ao triunfar em Lima a revolução do general Manuel Ignacio de Vivanco, recusou-se a prestar juramento ao novo governo, por considerá-lo usurpador, e optou por dedicar-se às atividades agrícolas em uma fazenda próxima a Lima. Foi enviado ao exílio, com destino ao Chile, mas interrompeu a viagem e desembarcou em Arica.[2]
Em 17 de maio de 1843, iniciou em Tacna a revolução em defesa da ordem constitucional, contando com a colaboração do general Manuel de Mendiburu. Em seguida, juntou-se a eles o valioso apoio do general Ramón Castilla, que se havia sublevado em Tarapacá. Todos eles desconheceram a autoridade de Vivanco em favor de Justo Figuerola, o governante legítimo, e proclamaram a vigência da Constituição de 1839.[2]
Nieto triunfou sobre as forças vivanquistas em Pachía, perto de Tacna, em 29 de agosto de 1843, e em San Antonio, perto de Moquegua, em 28 de outubro do mesmo ano. Dominou todo o sul do Peru, com exceção de Arequipa, inabalável em seu vivanquismo. Em Tacna, foi instalada uma Suprema Junta de Governo Provisório dos Departamentos Livres (3 de setembro), cuja presidência Nieto assumiu, com o propósito exclusivo de restabelecer o pleno exercício da Constituição. Nieto transferiu-se para Cuzco e estava em pleno exercício de suas funções quando sua doença do fígado se agravou e faleceu repentinamente, em 17 de fevereiro de 1844. Teve, no entanto, tempo para redigir duas proclamações, uma dirigida à Nação e outra ao Exército. Em seu testamento, pediu que fosse amortecido com um hábito sagrado e que fosse enterrado perto de San Antonio, onde obtivera uma ressonante vitória. Presenteou ainda Castilla com dois de seus melhores cavalos e confessou que morria pobre, deixando numerosas dívidas, uma viúva, vários filhos já crescidos e um por vir. Tinha apenas 40 anos de idade e, segundo o deão Valdivia, seu amigo e confidente, correu o boato de que foi envenenado.[2]
Devoção à Virgem do Rosário, Padroeira de Ilo
Sabe-se que Dom Domingo Nieto era muito devoto da Santíssima Virgem do Rosário, porque nos anos de 1821 colaborava com missas em sua homenagem e, inclusive, em seu testamento redigido na cidade de Cuzco no início de 1844, indica que seja celebrada uma missa e que seja entregue uma veste nova em seu nome à padroeira do Vale de Ilo.[1]
Singular justa de lança com Camacaro
O episódio do combate singular de Nieto com o lanceiro venezuelano José María Camacaro é fidedignamente histórico, embora pareça lendário:[2]
Citação: Camacaro, lanceiro da Colômbia, chefe de um regimento, desafia Nieto, chefe de um regimento peruano, para um combate singular, como nos torneios medievais, a fim de poupar o sangue do restante da oficialidade e da tropa. Camacaro é hercúleo e de enorme estatura, a ponto de ser chamado de "o gigante"; Nieto, ao contrário, é de baixa estatura. Apesar da aparente desvantagem física, Nieto aceita a proposta. Os cavalos partem a galope; as lanças se cruzam; o gigante Camacaro é atravessado e morto: Nieto obtém a vitória.
Então, apesar do estipulado, os colombianos enfurecidos atacam subitamente, ao que parece, os peruanos. Nieto tem que ordenar a retirada. Mais tarde, ao atravessar um desfiladeiro, os peruanos avistam as tropas de Sucre, que, da altura, dominam completamente a situação. Nieto se prepara para o pior. O vencedor de Ayacucho já teve notícia do épico lance e, fidalgamente, em vez de ordenar o ataque, que poderia ser traiçoeiro, dadas as circunstâncias, descobre-se e saúda o herói peruano e ordena que lhe sejam prestadas honras militares. Nobreza obriga. Nieto responde à saudação do adversário. O parte da batalha do Portete de Tarqui dá conta, com o lacônico estilo castrense, da bravura de Nieto; mas o episódio cavalheiresco foi narrado, com algum detalhe, por Deão Valdivia em suas Memórias, e está certificado pela autoridade de Jorge Basadre na última edição de sua monumental História da República. escreveu: «Enrique Chirinos Soto[3]»Segundo o historiador Carlos Dellepiane, ao verem seu chefe morto, os soldados gran-colombianos do esquadrão "Cedeño" não aceitaram a derrota de seu chefe e atacaram os "Hussardos de Junín", mas estes conseguiram derrotá-los e acuchilaram quase todos os seus efetivos, reduzindo-os a cerca de 6 ou 7 homens, conseguindo os "Hussardos de Junín", com sua ação, impedir que as armas da Grã-Colômbia obtivessem uma vitória total sobre as armas peruanas.[4]
Homenagens no Peru

- Em 1936, com a criação pela Lei nº 8.230 do departamento de Moquegua, foi determinado que uma das duas províncias desse departamento levasse seu nome.
- O Congresso, por Resolução Legislativa nº 12.177 de 24 de dezembro de 1954, declarou-o PRÓCER e ordenou que seus restos mortais, que até então repousavam em Moquegua, fossem depositados no Panteão dos Próceres, o que foi cumprido em 2 de abril de 1963.
- Pela Resolução Suprema nº 31 IGE/IM de 19 de setembro de 1949, o Regimento de Cavalaria Escolta do Presidente passou a se chamar "Regimento de Cavalaria de Guardas Dragões "Marechal Domingo Nieto" Escolta do Presidente da República". Esse Regimento foi desativado em 5 de março de 1987 por ordem do presidente Alan García Pérez e foi transformado, anos depois, em uma unidade motomecanizada, com o nome de: Regimento de Cavalaria Blindada “Marechal Domingo Nieto” nº 17, unidade aquartelada no Quartel “Tenente EP Miguel Cortés”, da Guarnição de Sullana, e integrante da 1ª Brigada de Cavalaria do Exército do Peru. No entanto, por meio da Resolução Ministerial nº 139-2012/DE/EP de 2 de fevereiro de 2012, assinada pelo governo de Ollanta Humala Tasso, foi aprovada e autorizada a reativação do "Regimento de Cavalaria "Marechal Domingo Nieto" Escolta do Presidente da República" como Escolta oficial do Presidente da República do Peru, tendo como missão principal a de garantir a segurança do mandatário e do Palácio do Governo.
- Um Colégio Militar do Exército do Peru, com sede na província de Ilo - departamento de Moquegua, ostenta seu nome.
- O estádio mais representativo na província de Ilo - departamento de Moquegua, leva seu nome. Possui capacidade para 3.000 espectadores.
Ver também
Referências
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Vários autores: Grandes Forjadores del Perú. Lima, Lexus Editores, 2000. ISBN 9972-625-50-8
- 1 2 3 4 5 Mcevoy, Carmen: La guerra maldita. Domingo Nieto y su correspondencia (1834-1844). 2 tomos. Biblioteca Nacional do Peru, 2015.
- ↑ Chirinos Soto, 1985, p. 206.
- ↑ Carlos Dellepiane (1977). Historia Militar del Perú (em espanhol). Volume I. [S.l.]: Ministerio de Guerra. ISBN 9972-40-155-3
Bibliografia
- Basadre, Jorge: Historia de la República del Perú. 1822 - 1933, Oitava Edição, corrigida e aumentada. Tomos 1, 2 e 3. Editado pelo Diário "La República" de Lima e pela Universidade "Ricardo Palma". Impresso em Santiago do Chile, 1998.
- Chirinos Soto, Enrique: Historia de la República (1821-1930). Tomo I. Desde San Martín hasta Augusto B. Leguía. Lima, AFA Editores Importadores S.A, 1985.
- Tauro del Pino, Alberto: Enciclopedia Ilustrada del Perú. Terceira Edição. Tomo 11. MEN/OJE. Lima, PEISA, 2001. ISBN 9972-40-160-9
- Vargas Ugarte, Rubén: Historia General del Perú. Sétimo e Oitavo Tomo. Primeira Edição. Editor Carlos Milla Batres. Lima, Peru, 1971.
- Vários autores: Grandes Forjadores del Perú. Lima, Lexus Editores, 2000. ISBN 9972-625-50-8
- «El Mariscal Domingo Nieto, El Quijote de la ley». Colección Documental del Perú, Departamento de Moquegua, Volume XVIII, Páginas 76-78. Abril 1970.
- «Quijote de la ley de la Constitución, El Mariscal Domingo Nieto», por Juan José Vega, Diario La República, Domingo 9 de abril de 2000, Página 29.
- «Biografía de Nieto y la iniciación republicana del Perú». La iniciación de la República, Tomo II, por Jorge Basadre, editado pelo Fondo Editorial da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, páginas 173-180, dezembro 2002.
- «Domingo Nieto». Atlas Regional del Perú, Moquegua, Volume XX, publicado pelo Diário El Popular, editado pelo Grupo La República e Editorial PEISA, Páginas 47-48. 2004.
- El Mariscal Nieto y la iniciación republicana del Perú «El Mariscal Domingo Nieto y la iniciación republicana del Perú». Colección Bicentenario Moquegua, por Félix Denegri Luna, editado pelo Archivo regional de Moquegua e a Southern Copper Perú, agosto 2019
- Retazos de la Historia de Moquegua, Capítulo 3. El Gran Mariscal Domingo Nieto, por Luis E. Kuon Cabello, páginas 97-113. Arquivado em 19 de julho de 2020, no Wayback Machine.
- Retazos de la Historia de Ilo, Capítulo 8. El Gran Mariscal Domingo Nieto y Márquez, por Luis E. Kuon Cabello, páginas 232-248.
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