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Journal de Bitita
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| Journal de Bitita | ||||
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| Diário de Bitita [BR] | ||||
Capa de Journal de Bitita, publicado originalmente na França em 1982[1] | ||||
| Autor(es) | Carolina Maria de Jesus | |||
| Idioma | francês | |||
| País | ||||
| Assunto | diário • memórias • autobiografia • condições sociais • exclusão social • racismo • pobreza | |||
| Gênero | Não ficção | |||
| Série | Bibliothèque Brésilienne | |||
| Linha temporal | 1918 – 1937 | |||
| Localização espacial | Sacramento e Franca | |||
| Tradutor | Régine Valbert | |||
| Editora | A.M. Métailié | |||
| Formato | brochura | |||
| Lançamento | 01 de janeiro de 1982 | |||
| Páginas | 240 | |||
| ISBN | 2-86424-012-2 | |||
| Edição brasileira | ||||
| Tradução | Clélia Pisa | |||
| Arte de capa | Di Cavalcanti | |||
| Editora | Nova Fronteira | |||
| Lançamento | 1986 | |||
| Páginas | 203 | |||
| Cronologia | ||||
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Journal de Bitita (Brasil: Diário de Bitita ) é um livro autobiográfico da escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, publicado originalmente na França em 1982 pela Éditions A.M. Métailié após a morte da autora[1] e publicado posteriormente no Brasil em 1986, pela editora Nova Fronteira.
No livro, De Jesus narra seus primeiros anos de vida, passando por sua infância, adolescência e início de sua vida adulta.[2]
Antecedentes
Em 1972, De Jesus entregou para a jornalista brasileira Clélia Pisa na esperança que fossem publicados, dois cadernos com seus manuscritos: um deles composto por diversos poemas e outro, com os manuscritos de "Um Brasil para Brasileiros" composto por diversas narrativas autobiográficas que formaram posteriormente o livro Diário de Bitita.[3]
Publicações
Foi publicada originalmente em francês, com o título de Journal de Bitita em 1982 pela Éditions A.M. Métailié após a morte da autora. A edição francesa é uma tradução de Réginet Valbert, feita à partir dos seus manuscritos, porém, apresenta acréscimos e correções sugeridas pela editora, direcionamento o texto para o público francês e, principalmente, enfatizado a História do Brasil para o leitor europeu.[3] E segundo a mesma editora francesa, uma editora alemã recusou-se a editar o livro alegando falsa autoria.[3]
Os direitos autorais da obra foram concedidos à editora espanhola Alfaguara que publicou o livro em 1984, sob o título de Diario de Bitita.[3]
O livro chegou ao Brasil apenas em 1986 pela editora Nova Fronteira, sendo todas as edições brasileiras, cópias do texto estabelecido e traduzido diretamente do francês por Clélia Pisa à partir de sua própria releitura dos manuscritos.[3]
Em janeiro de 2014, o livro foi republicado pela editora SESI-SP.[4]
Sinopse
Nascida em uma comunidade pobre na zona rural da cidade de Sacramento em Minas Gerais, a autora narra as dificuldades enfrentadas no começo de sua vida, em meio à pobreza e à exclusão social contra a população negra, em um Brasil duas décadas após a abolição da escravatura.[5]
Em uma época onde o acesso à educação era extremamente restrito, especialmente para mulheres negras como De Jesus. O livro narra a busca de "Bitita" pelo estudo, seus primeiros anos frequentando a escola onde aprendeu a ler e escrever — algo raro para a época — e também o seu posterior abandono da escola.[6]
O Diário de Bitita narra a vida da autora até o momento em que viaja para São Paulo depois da morte de sua mãe. A vida da autora após essa mudança é narrada em seu livro de maior sucesso Quarto de Despejo.[5]
Recepção e crítica
Internacional
A obra recebeu apenas uma "boa acolhida" da imprensa francesa, diferentemente do sucesso das publicações anteriores de Le Dépotoir (Quarto de Despejo) em 1962, e Ma Vrai Maison (Casa de Alvenaria) em 1964, ambas publicadas pela editora Stock.[3]
Este livro vai direto ao ponto; torna a amargura de uma garotinha inquieta em riqueza, ao revelar mais sobre o lado oculto do Brasil que toneladas de livros de antropologia.
— Ce livre s'avale d'un trait, la truculence fait passer l'amertume et la petite espiègle en dit plus sur la face cachée d'un Brésil tabou que des tonnes de bouquins anthropologiques, Libération[1] (em francês)
Prêmios
Em 1983, a obra recebeu o prêmio regional Prix de Lectrices de Elle da revista feminina francesa Elle, na cidade de Nice. Na ocasião, a jornalista Pisa, a editora Métaillé e a tradutora Valbert, compareceram na premiação como representantes da autora.[3]
Ver também
Referências
- 1 2 3 «Journal de Bitita». Éditions Métailié. N.d. Consultado em 11 de abril de 2026
- ↑ Seles, Tânia (4 de setembro de 2019). «Diário de Bitita: a infância de Carolina de Jesus em um Brasil pós-abolição». Delirium Nerd. Consultado em 3 de abril de 2023
- 1 2 3 4 5 6 7 Fernandez, Raffaella Andréa (2014). «Vários "Prólogos" para um 'Journal de Bitita'/'Diário de Bitita' ou Por que editar Carolina?» (PDF). Belo Horizonte. Scripta. 18 (35): 285-292. Consultado em 3 de abril de 2023
- ↑ «Diário de Bitita - Carolina Maria de Jesus - Sesi». Livraria Simples. N.d. Consultado em 4 de abril de 2023. Cópia arquivada em 21 de março de 2025
- 1 2 D'Angelo, Luisa Bertrami (12 de março de 2018). «O Diário de Bitita: a vida de Carolina de Jesus antes de seu "Quarto de despejo" § Literatura». NotaTerapia. Consultado em 3 de abril de 2023
- ↑ Bengozi, Bruna (6 de novembro de 2019). «Diário de Bitita (Carolina Maria de Jesus) e a memória de uma mulher às margens». Livro&Café. Consultado em 3 de abril de 2023
