BRZEN
Delphinium
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Delphinium | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Classificação científica | |||||||||||||
| |||||||||||||
| Espécies | |||||||||||||
Ver texto | |||||||||||||
Delphinium é um género botânico da família das Ranunculáceas.
Etimologia
O nome genérico, Delphinium, provém do grego antigo, δελφίς, que significa 'delfim'/'golfinho', por alusão à forma dos botões das flores das espécies deste género, que o botânico Carl Von Lineu considerou semelhante à fisionomia dos golfinhos.[1] diferente abrangência dos géneros dentro da tribo Delphinieae. Estudos de genética molecular levam a alterações na abrangência dos sub-táxones da tribo Delphinieae.[2]
Componentes químicos
Com base em fontes sobre espécies individuais, conclui-se que as espécies de Delphinium (esporas-de-cavaleiro) contêm alcalóides tóxicos — principalmente a elatina — em todas as partes da planta, mas especialmente nas sementes.[3] Conclui-se também, a partir de fontes referentes a espécies específicas, que contêm delfinina, metillicaconitina, delfisina, delfinoidina, delcosina, delsonina e licoctonina. Devido aos seus componentes, algumas espécies já eram utilizadas como plantas medicinais na Antiguidade.[4] Os Delfínios, contêm vários componentes naturais tóxicos, isto é, venenosos. Sintomas de intoxicação incluem irritação gástrica com diarreia, perturbações do movimento e sintomas nervosos. As toxinas afetam também a musculatura cardíaca e podem provocar irritações na pele. As maiores concentrações de toxinas encontram-se na espora-de-cavaleiro-de-jardim e na espora-de-cavaleiro-alta. Como medida imediata em casos agudos, recomenda-se a ingestão de comprimidos de carvão ativado.[5] Em caso de contacto com a pele, a zona deve ser lavada com sabão e enxaguada imediatamente.
Espécies

Classificação do género
| Sistema | Classificação | Referência |
|---|---|---|
| Linné | Classe Polyandria, ordem Trigynia | Species plantarum (1753) |
Habitat

Espécies de caules curtos e poucas flores, como Delphinium nuttallianum e Delphinium bicolor, ocorrem em habitats como pradarias e a estepe de artemísia (sagebrush steppe).
Espécies altas e robustas com muitas flores, como Delphinium occidentale, são encontradas com maior frequência nas florestas em zonas alpinas ou temperadas do Hemisfério norte.

Os Delfínios, sendo perenes ou anuais, foram introduzidos na Escandinávia e América do Norte onde crescem facilmente em jardins. Verões amenos de dias muito longos, com o sol-da-meia-noite e chuviscos frequentes, permitem condições ideais para cultivares. Não são compatíveis com climas quentes ou Mediterrânicos pela sua intolerância à luz intensa do sol, períodos de seca prolongada, e temperaturas acima dos 30 graus Celsius.
Referências
- ↑ «Delphinium». WordSense Dictionary (em inglês). Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ Felipe Espinoa, Thierry Derion, Valéry Malécot, Wei Wang, Myreya Pinedo, Sophie Nadot, Florian Jabbour: Historical note on the taxonomy of the genus Delphinium L. (Ranunculaceae) with an amended description of its floral morphology. In: Adansonia, Volume 43, Issue 2, Januar 2021, S. 9–18. doi:10.5252/adansonia2021v43a2 PDF.
- ↑ Ficha técnica de Delphinium elatum em giftpflanzen.com.
- ↑ Zur Giftigkeit der Gattung. - Institut für Veterinärpharmakologie und -toxikologie, Zürich/Schweiz. (em alemão)
- ↑ Simone Andrea Mayer (21 de agosto de 2015). «Giftige Gartenpflanzen: Das tun Sie bei Vergiftung» (em alemão) welt.de ed. Consultado em 7 de outubro de 2018. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2025
Ligações externas
- (em alemão) PPP-Index
- (em inglês) USDA Plants Database
- (em inglês) Germplasm Resources Information Network (GRIN)
