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Centro de Defesa Cibernética
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| Centro de Defesa Cibernética | |
|---|---|
Brasão | |
| Criação | 4 de agosto de 2010[1] |
| País | |
| Corporação | Forças Armadas do Brasil |
| Missão | Defesa cibernética |
| Subordinação | Ministério da Defesa |
| Sede | Brasília, Distrito Federal |
| Sigla | CDCiber |
| Combates | Rio+20 Copa do Mundo FIFA de 2014 |
| Página oficial | gov.br/defesa |
| Comando | |
| Comandante | Wilton Itaiguara Gonçalves Mota[2] |
Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) é uma autarquia federal brasileira vinculada ao Ministério da Defesa cujo objetivo é proteger sistemas de informações e neutralizar ataques cibernéticos a instituições públicas nacionais.[3]
O CDCiber foi criado pela Portaria Normativa n.º 666 de 4 de agosto de 2010 e inaugurado em 2011.[4][5][6]
Atuação
O CDCiber teve como sua primeira missão o monitoramento de rede da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que aconteceu no mês de Junho de 2012.[7] O evento foi essencial para mostrar internacionalmente a estrutura de defesa contra ataques cibernéticos do país, reunindo cerca de cem chefes de Estado e de governos estrangeiros.[8]
A equipe do CDCiber escalada para o evento proposto foi composta por 40 militares do Exército Brasileiro, 4 militares da Força Aérea Brasileira (FAB), 4 militares da Marinha Brasileira, 4 técnicos do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos (SRCC) da Polícia Federal e 4 técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O órgão também contou com a parceria de outros órgãos, como o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
Além da segurança e da disponibilidade da rede, outro aspecto da operação seria a segurança da informação para os participantes do evento. [9] [10] Outra parceria firmada entre o Serpro e o Centro de Defesa Cibernética, referiu-se à Copa do Mundo da FIFA de 2014, com um investimento do Ministério da Justiça de R$ 1,2 bilhão em segurança para o mundial. Uma grande quantia do orçamento foi voltada para equipar os centros integrados de comando e controle, e também para a aquisição de equipamentos digitais e eletrônicos, como: Robôs antibombas, câmeras de alta precisão instaladas em transportes aéreos policiais e plataformas de observação elevada, que captam imagens de diversos ângulos e as transmitem em tempo real para os centros de controle.[11] O Serpro colocou disposição sua expertise, incluindo serviços de respostas a ataques e visitas de membros ao CDCiber, para garantir uma melhor qualidade em termos de segurança cibernética.[12]
Em 2026 o CDCiber participou de um dos maiores exercícios de defesa cibernética em tempo real do mundo, o Locked Shields 2026, organizado pelo Centro de Excelência de Defesa Cibernética Cooperativa da OTAN (NATO CCDCOE). A edição de 2026 ano reuniu mais de 4.000 participantes de 42 países, envolvendo representantes de instituições públicas e privadas.[13]
O exercício tem como principal objetivo simular ataques cibernéticos de grande escala contra infraestruturas críticas, exigindo das equipes a manutenção da integridade e da funcionalidade de sistemas informatizados em um ambiente realista. O evento reuniu os exércitos cibernéticos mais fortes do mundo, como a Estônia, Alemanha, França, Suécia e Singapura.[14]
Números da Copa do Mundo[15]
| Item | Quantidade |
|---|---|
| Análises de Riscos realizadas | 15 |
| Relatórios de Riscos Emitidos | 30 |
| Visitas Técnicas realizadas | 60 |
| Ativos identificados | 1.582 |
| Eventos de Segurança Tratados | 756 |
| Notificações de Segurança Enviadas | 258 |
| Eventos de Segurança Tratados que envolveram análise de logs | 3 |
| Militares e Civis empregados | 112 |
| Pessoal capacitado | 79 |
| Cursos de Capacitação | 2 |
| Novas Vulnerabilidades Alertadas | 12 |
Atuação em Grandes Eventos
- Rio +20 (2012)
- Copa das Confederações da FIFA (2013)
- Jornada Mundial da Juventude (2013)
- Copa do Mundo da FIFA (2014)
- COP30 (2025)[16]
Investimentos
A expectativa é de que o departamento criado pelo Ministério da Defesa tenha recebido R$ 400 milhões de reais em investimentos até 2015. Segundo o general José Carlos dos Santos, chefe do CDCiber em 2012, a previsão é que cerca de dez projetos iriam receber esses recursos. Criado oficialmente em 2012, o CDCiber consumiu apenas R$ 190 milhões de seu orçamento previsto até 2015. Apesar das restrições nos gastos, o CDCiber aprovou as operações nos grandes eventos: Rio+20, Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações e Copa do Mundo, porém o país ainda não possui capacidade de se proteger de armas cibernéticas como o Great Cannon.[17]
A previsão dos investimentos previstos para a defesa cibernética do Brasil cobre pelo menos as próximas duas décadas, é estimado que menos de 0,5% dos R$ 208 bilhões a serem gastos. Com a projeção de gastos de aproximadamente R$ 840 milhões até 2035, o investimento médio anual brasileiro em defesa cibernética seria inferior a R$ 40 milhões. Em comparação internacional, os Estados Unidos destinaram, somente em 2014, cerca de US$ 4,7 bilhões ao setor de defesa cibernética. No Brasil, os recursos previstos contemplam ações de capacitação, implantação de núcleos de defesa cibernética e a construção da sede definitiva do Centro de Defesa Cibernética (CDCiber).[18]
Núcleos de Defesa Cibernética
Nos últimos anos, hacktivistas tem usado a internet como arma de protesto, seja para derrubar sites, usando Ataques de negação de serviços, ou para realizar ataques usando técnicas de defacement, como aconteceu nos ataques de hackers ao governo brasileiro em 2011, que ficou conhecido como o maior ataque cibernético sofrido pelo governo brasileiro até 2011.[19]
Crimes cibernéticos não são exclusividade apenas dos hackers, em 2013 Edward Snowden, ex-contratado da NSA, tornou pública detalhes do programa de espionagem da NSA, que espionava vários países, inclusive o Brasil.[20] No dia 21 de julho de 2015, o Exército Brasileiro ativou dois núcleos de defesa cibernética nacional, no Comando Militar do Planalto (CMP). As instalações são provisórias, mas representam um passo importante para o Setor. O Núcleo do Comando de Defesa Cibernética (NuComDCiber) e o Núcleo da Escola Nacional de Defesa Cibernética (NuENaDCiber) passaram a contar com militares das três Forças Armadas trabalhando no mesmo ambiente físico.
Núcleo do Comando de Defesa Cibernética (NuComDCiber)
Subordinado ao Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), definida por meio da Portaria Normativa nº 2777, de 27 de outubro de 2014, publicada no dia 28 de outubro de 2014 no Diário Oficial da União (DOU).[5]
Núcleo da Escola Nacional de Defesa Cibernética (NuENaDCiber)
Definida em portaria do Ministério da Defesa publicada em outubro de 2014. O projeto foi encomendado à Universidade de Brasília (UnB) e foi entregue em julho de 2015. A capacitação de recursos humanos para atuação no setor cibernético a favor da defesa do país, que antes era atrelado ao Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), agora é papel do ENaDCiber. Diferentemente de outros centros de estudos do Exército, como o Instituto Militar de Engenharia, o ENaDCiber terá uma sede física, mas os cursos serão espalhados por todo território brasileiro, em parcerias com universidades e centros técnicos.[21]
Projetos Estratégicos Def Ciber[15]
| nº | Projeto | Responsabilidade |
|---|---|---|
| 1 | Organização do Centro de Defesa Cibernética | CDCiber |
| 2 | Planejamento e Execução da Segurança Cibernética (Escudo Cibernético) | CITEx |
| 3 | Estrutura de Apoio Tecnológico e Desenvolvimento de Sistemas | CDS |
| 4 | Estrutura de Pesquisa Científica na Área Cibernética | IME |
| 5 | Estrutura de Capacitação e de Preparo e Emprego (Força Cibernética) | CCOMGEX |
| 6 | Arcabouço Documental | CDCiber |
| 7 | Estrutura para Produção do Conhecimento Oriundo da Fonte Cibernética | CIE |
| 8 | Gestão Pesoa | CDCiber |
| 9 | Rede Nacional da Segurança da Informação e Criptografia (RENASIC) | CDCiber |
| 10 | Rádio Definido por Software (RDS) | CTEx |
Crimes Cibernéticos
Em 2013 o Brasil perdeu em torno de US$ 8 bilhões com ataques hackers, roubos de senha, clonagem de cartões, pirataria virtual e espionagem governamental. O valor perdido equivale a 0,32% do PIB brasileiro em 2013. No mundo, esses prejuízos são ainda maiores, no mesmo ano a perda ficou entre US$ 375 bilhões e US$575 bilhões aproximadamente. Os países com maiores perdas foram Alemanha (1,6% do PIB) e Holanda (1,5% do PIB).[22] O crime cibernético mais popular no Brasil ocorreu em 2012, quando a atriz Carolina Dieckmann teve suas fotos íntimas vazadas na internet, ao todo foram 36 imagens. O ocorrido gerou vários debates no país, o que resultou em uma alteração no código penal que foi apelidado com o mesmo nome da atriz. Com a alteração, crimes deste tipo agora são punidos com multa e detenção de seis meses a dois anos, se houver divulgação ou comercialização a pena pode ser elevada em até dois terços.[23]
Ver também
Referências
- ↑ «Ministério da Defesa». Governo Federal. Consultado em 28 de maio de 2026. Cópia arquivada em 28 de maio de 2026
- ↑ «Defesa cibernética entra em nova fase». ABIMDE. Consultado em 28 de maio de 2026
- ↑ «Setor cibernético». Site do Governo Brasileiro. 21 de março de 2014. Consultado em 28 de maio de 2026
- ↑ Redação (22 de março de 2013). «CiberEspaço: Uma Questão de Segurança Nacional». Jornal GGN. Consultado em 28 de maio de 2026
- 1 2 «Defesa Cibernética entra em nova fase». Brasil: www.defesanet.com.br/. 24 de julho de 2015. Consultado em 17 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 19 de dezembro de 2022
- ↑ «Por dentro do CDCiber, o Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro». Brasil: medium.com/. 1 de dezembro de 2014. Consultado em 17 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 21 de janeiro de 2022
- ↑ «Tec - Centro de Defesa Cibernética estreia com a Rio+20». Folha de São Paulo. Consultado em 28 de maio de 2026
- ↑ «Ministros de Estado e governo do Rio se reúnem para tratar da Rio +20». gov.br. 20 de abril de 2012. Consultado em 28 de maio de 2026
- ↑ «CDCiber - Centro de Defesa Cibernética inicia em Junho». Brasil: www.defesanet.com.br/. 8 de Maio de 2012. Consultado em 17 de dezembro de 2015
- ↑ «Exército prepara defesa cibernética da Copa das Confederações». Brasil: g1.globo.com/. 23 de Agosto de 2012. Consultado em 18 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2023
- ↑ «Integração das forças policiais e investimento em segurança serão os grandes legados da Copa». gov.br. 23 de maio de 2014. Consultado em 28 de maio de 2026
- ↑ «Parceria entre o Serpro e o CDCiber para a Copa do mundo de 2014». Brasil: convergenciadigital.uol.com.br/. 27 de Maio de 2014. Consultado em 27 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 5 de fevereiro de 2016
- ↑ «Exército Brasileiro participa do maior exercício internacional de defesa cibernética em tempo real». Notícias. Consultado em 1 de junho de 2026
- ↑ Militar, Redacción Zona (14 de maio de 2026). «Locked Shields 2026: La Fuerzas Armadas españolas avanzan en la formación de su red de expertos en ciberseguridad». Zona Militar (em espanhol). Consultado em 1 de junho de 2026
- 1 2 «3º Forum Brasileiro de CSIRTS» (PDF). 2014. Consultado em 27 de janeiro de 2016. Cópia arquivada (PDF) em 2016
- ↑ Cel, Lombelo (29 de dezembro de 2025). «Guardião Cibernético 7.0: como Belém se tornou um Hub Estratégico de Defesa Cibernética para a COP 30». Eblog.eb.mil. Consultado em 29 de maio de 2026
- ↑ «Saiba como o Brasil se protege de ataques virtuais». Brasil: olhardigital.uol.com.br/. 19 de março de 2013. Consultado em 17 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 4 de março de 2016
- ↑ «Investimento brasileiro para defesa cibernética representa 0,5% de orçamento do Exército para os próximos 20 anos». Brasil: www1.folha.uol.com.br/. 14 de julho de 2013. Consultado em 18 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 4 de agosto de 2024
- ↑ «Ataque hacker foi o maior já sofrido por sites do governo na internet». Brasil: g1.globo.com/. 22 de junho de 2011. Consultado em 17 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 5 de maio de 2025
- ↑ «Entenda o caso de Edward Snowden, que revelou espionagem dos EUA». Brasil: g1.globo.com/. 2 de julho de 2013. Consultado em 17 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 20 de setembro de 2025
- ↑ «Brasil terá escola nacional de defesa cibernética». Brasil: oglobo.globo.com/. 28 de abril de 2015. Consultado em 17 de dezembro de 2015
- ↑ «Brasil perde até US$ 8 bilhões em crimes cibernéticos». Brasil: www1.folha.uol.com.br/. 9 de junho de 2014. Consultado em 27 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 26 de abril de 2023
- ↑ «Lei Carolina Dieckmann». Brasil: g1.globo.com/. 1 de abril de 2013. Consultado em 27 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 19 de janeiro de 2026

