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Cedro do Abaeté
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
Cedro do Abaeté | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | cedrense [1] |
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| Coordenadas: 19° 08′ 52″ S, 45° 42′ 39″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Municípios limítrofes | Abaeté, Paineiras, Tiros, Quartel Geral |
| Distância até a capital | 230 km |
| Fundação | 3 de março de 1963 (63 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | José Rosa Filho (MDB[1], 2025–2028) |
| Área | |
| • Total [1] | 283,211 km² |
| População | |
| • Total (Censo IBGE/2022[1]) | 1 081 hab. |
| Densidade | 3,8 hab./km² |
| Clima | Tropical quente |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 35624-000 a 35624-999[2] |
| IDH (PNUD/2010[3]) | 0,678 — médio |
| PIB (IBGE/2021[4]) | R$ 22 406,990 mil |
| • Per capita (IBGE/2021[4]) | R$ 19 483,63 |
| Sítio | www.cedrodoabaete.mg.gov.br (Prefeitura) www.cedrodoabaete.cam.mg.gov.br (Câmara) |
Cedro do Abaeté é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população recenseada em 2022 era de 1 081 habitantes.[1]
Localizada na zona do Alto São Francisco na região do Maciço da Serra da Mata da Corda, planalto do Sudeste que é uma das subdivisões do Planalto Brasileiro. Está às margens do Rio Indaiá, próximo à Serra do Capacete, na Mesorregião Central Mineira, Microrregião de Três Marias.
A altitude é de 920 m acima do nível do mar, possui um relevo bastante montanhoso. As colinas apresentam formas arredondadas e em algumas regiões próximas a rios e córregos apresentam escarpas íngremes, abruptas e fortes.
Algumas serras que se destacam no município são: Serras do Tigre, Capacete, Pedra-Menina e Gamelão.
O município tem como municípios limítrofes: Paineiras (ao norte), Quartel Geral (ao sul), Abaeté (a leste) e Tiros (a oeste).
Clima
O clima é do tipo Tropical Quente e tem-se 2 (duas) estações, uma seca e outra chuvosa. A seca corresponde ao inverno e a primavera enquanto que a chuvosa ao verão e outono. Cada uma dessas estações tem aproximadamente 6 (seis) meses de duração. A temperatura média anual é de 22 (vinte e dois) graus Celsius.
A vegetação típica é o Cerrado, que é formado por árvores baixas com mais ou menos 5 (cinco) metros de altura, troncos retorcidos, cascas grossas e raízes profundas. São separadas umas das outras e suportam ficar até 6 (seis) meses sem chuva. Nas partes mais úmidas e próximas dos rios e córregos aparece uma vegetação mais densa.
Diferentemente de hoje, na época do início do povoamento, havia na região do município extensas florestas, como as do Gamelão, Careta, Sant'Anna, Pasto do Rei, Três Córregos e da Marmelada. Juntas, elas possuíam aproximadamente 6.850 alqueires geométricos de vegetação rica em madeiras de lei — como perobas, jequitibás, bálsamos e aroeiras —, além do pau-cedro, que deu origem ao nome do município.
Havia nessas matas diversos tipos de animais, como onças, antas, catitus, macacos, tamanduás, veados e outros de menor porte. Essas espécies quase foram extintas durante a colonização, mas agora já podem ser vistas novamente nas matas que estão sendo preservadas.
Hidrografia
Hidrograficamente o município parte da Bacia do Rio São Francisco, sendo banhado pelo Rio Indaiá, que é afluente do Velho Chico. O Indaiá é um rio de Planalto, pois, encontra-se encaixado entre montanhas, colinas e morros. O Rio Indaiá tem como principais afluentes o Córrego São João, o Córrego Grande e o Vinhático. O município conta também com o Ribeirão Marmelada que faz a divisa com o município de Abaeté, possuindo também outros com igual importância que são os Córregos do Cedro, Capacete, Careta, Caretinha, Quati e seus afluentes e subafluentes.
História
A maior parte da área municipal pertencia à Fazenda de Sant’Anna, grande propriedade do Sargento-Mor José de Deus Lopes (1751-1839), comandante do Quartel Geral do Indaiá. Posteriormente, as terras passaram aos seus herdeiros, entre eles Antônio Zacarias Álvares da Silva, o Barão de Indaiá. Nessa fazenda, situava-se a localidade conhecida como Pasto do Rei, oferecida pelo Barão como dote de casamento a dois de seus filhos: João Zacarias Álvares da Silva, casado com Isabel Carolina de Abreu e Silva, e Antônio Alípio Álvares da Silva, casado com Joana Helena de Abreu e Silva.[5]
Havia, no local da sede do município, muitos exemplares de cedro. Entre eles, um de extraordinária beleza servia de referência para todos que por aqui passavam: carreiros, tropeiros, garimpeiros e viajantes.
Com esse movimento, por volta de 1879, fixaram-se ali os primeiros moradores de que se tem notícia, como a família de Firmino Inácio da Silva. Em 1912, o Coronel Francisco de Paula Guimarães e sua esposa, Ana Josefina Guimarães, adquiriram grande parte da Fazenda do Pasto do Rei, que passou a se chamar Fazenda Santa Clara, onde construíram moradia e estabeleceram sua família e diversos agregados. A partir de 1915, também se estabeleceram no local as famílias de Augusto Alves de Assis, Joaquim dos Santos, Zezinho do Prado, Martim Ramos Loudovinos, José Gonçalves Chaves, entre outras.[6]
Mais tarde, durante as décadas de 1920 e 1930, atraídos pela fertilidade do solo, pelo clima saudável, pela água abundante e pela terra barata — e em busca de atividades como o garimpo, a pecuária e a lavoura de cereais —, outros colonizadores vieram com suas famílias: Pedro Marques Filho, Miguel Rodrigues Braga, João Alves Moizinho e Tuffi Alexandre, além de Inácio Ribeiro de Andrade e seus filhos Antônio, Pedro e João.
Em 1933, vindo de Dores do Indaiá, José Gonçalves Filho, Zé Flávio, construiu uma residência e instalou uma casa comercial nas proximidades da estrada Abaeté-Tiros, precisamente na divisa entre a Fazenda do Careta, de propriedade do Coronel Olinto Diniz, à esquerda, e a Fazenda Santa Clara, pertencente ao Coronel Francisco de Paula Guimarães, à direita. Em 1937, o comerciante adquiriu mais uma parte da Fazenda do Careta e procedeu ao loteamento da área, visando incentivar a formação de um núcleo urbano. Com o auxílio do Coronel Francisco Guimarães, abriu a primeira rua e construiu a Capela de Nossa Senhora do Rosário. Estava criado, então, o Arraial de Cedro do Abaeté, primeiro núcleo urbano da região serrana do município de Abaeté.[7]
O distrito foi criado pela Lei Nº 1.039 de 12 de dezembro de 1953 e emancipado pela Lei Estadual Nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962, desmembrando assim do município de Abaeté. A instalação ocorreu em 2 de março de 1963.
Referências
- 1 2 3 4 5 «Censo demográfico 2022». IBGE
- ↑ Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019
- ↑ «PNUD». Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - 2010
- 1 2 «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Produto Interno Bruto dos Municípios - 2021
- ↑ Andrade, Pedro Henrique de Almeida (29 de novembro de 2024). Nova Lorena Diamantina: História e Memória de Cedro do Abaeté. Cedro do Abaeté, MG: Pedro Henrique de Almeida Andrade. ISBN 978-65-01-25172-1
- ↑ Andrade, Pedro Henrique de Almeida (29 de novembro de 2024). Nova Lorena Diamantina: História e Memória de Cedro do Abaeté. Cedro do Abaeté, MG: Pedro Henrique de Almeida Andrade. ISBN 978-65-01-25172-1
- ↑ Andrade, Pedro Henrique de Almeida (29 de novembro de 2024). Nova Lorena Diamantina: História e Memória de Cedro do Abaeté. Cedro do Abaeté, MG: Pedro Henrique de Almeida Andrade. ISBN 978-65-01-25172-1


