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Ataliba Teixeira de Castilho
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| Ataliba Teixeira de Castilho | |
|---|---|
| Nascimento | 1936 (90 anos) Araçatuba |
| Cidadania | Brasil |
| Alma mater | |
| Ocupação | linguista, professor universitário |
| Empregador(a) | Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas |
Ataliba Teixeira de Castilho (Araçatuba, 1936) é um letrólogo brasileiro, atuante no campo da linguística. Considerado um dos precursores dos estudos sobre o português falado no Brasil[1], analisando a variedade linguística em detrimento das regras da gramática tradicional, e criador do método multissistêmico[1] de análise linguística, que leva em consideração: o léxico, a gramática, a semântica e o discurso.
Vida pessoal
Ataliba nasceu em Araçatuba em 1936, mas cresceu em São José do Rio Preto. É casado com a linguista Célia Maria Moraes de Castilho, com quem teve três filhos e quatro netos[2].
Carreira acadêmica
Ataliba T. de Castilho foi professor titular da Universidade de São Paulo (USP) (1996-2005), da Faculdade de Filosofia de Ciências e Letras de Marília (1961-1975), atualmente unidade da Unesp, e do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp (1975-1991). Fez seu curso secundário em São José do Rio Preto e licenciou-se em Letras Clássicas na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (1956-1959). Participou de programas de pós-doutoramento em universidades da Itália, Portugal, Estados Unidos e França. Coordenou os seguintes projetos de pesquisa: Projeto de Estudo da Norma Urbana Linguística Culta (Projeto NURC) - da Cidade de São Paulo, juntamente com Isaac Nicolau Salum (1969-1980) e Dino Preti (desde 1981), o Projeto de Gramática do Português Falado (PGPF), com sede na UNICAMP. Em 1997, lançou na USP o Projeto de História do Português Brasileiro. É editor geral da obra em andamento História do Português Brasileiro, 12 volumes[3].
Na Unicamp, organizou o Sistema de Bibliotecas e o Sistema de Arquivos. Foi professor visitante da Universidade do Texas. Presidiu o Grupo de Estudos Linguísticos do Estado de São Paulo (1969-1970), a Área de Letras e Linguística da Capes (1987-1990), a Associação Brasileira de Linguística (1983-1985), a Associação de Linguística e Filologia da América Latina (1999-2005) e foi membro do Comitê de Assessores em Letras e Linguística do CNPq (1991-1993). Em 2005, doou 1.126 livros de seu acervo pessoal à Biblioteca Central César Lattes, acrescentando em 2014 mais 5 livros de sua autoria, uma medalha e três troféus[4].
Publicou 62 artigos, orientou teses e dissertações e é autor[5] de dezenove livros, entre os quais Subsídios à Proposta Curricular de Língua Portuguesa para o 2º Grau (org.), A Linguagem Falada Culta na Cidade de São Paulo (org., com Dino Preti), A Linguagem Falada Culta na Cidade de São Paulo; Português Culto Falado no Brasil (org.), Gramática do Português Falado (org.), Para a História do Português Brasileiro (org.), Nova gramática do Português Brasileiro (2010)[2].
Referências
- 1 2 Fioravanti, Carlos. «Ataliba Teixeira de Castilho: O linguista libertário». Consultado em 11 de abril de 2026
- 1 2 «Ataliba Teixeira de Castilho: O linguista libertário | Revista Pesquisa Fapesp». revistapesquisa.fapesp.br. Consultado em 2 de outubro de 2017
- ↑ «Ora pois, uma língua bem brasileira | Revista Pesquisa Fapesp». revistapesquisa.fapesp.br. Consultado em 2 de outubro de 2017
- ↑ «Coleção Ataliba Teixeira de Castilho». Biblioteca Central Cesar Lattes. Consultado em 11 de abril de 2026
- ↑ «19710299». Virtual International Authority File. Consultado em 24 de dezembro de 2019
