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Arpoador
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Arpoador é uma praia e uma formação rochosa, ambas situadas no bairro de Ipanema, no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se entre as praias do Diabo e de Ipanema. Apresenta espaço restrito, por se tratar de uma praia pequena, com cerca de 500 metros de comprimento. A praia do Arpoador é conhecida como a praia dos surfistas, uma vez que conta com muitas ondas grandes, propícias à prática desse esporte.
Etimologia
O nome do local provém do fato de, no local, no passado, ser possível arpoarem-se baleias. Assim, historiadores atribuem a origem do nome '''Arpoador''', ao fato de que, no período colonial, o local era utilizado por pescadores ("arpoadores") para visualização e posterior pesca com arpões das baleias que se aproximavam do local. Outros também dizem que o nome '''Arpoador''' surgiu da observação aérea da "Pedra do Arpoador", que sugere a alguns a visualização de uma pessoa segurando um objeto semelhante a um arpão.
Parque Garota de Ipanema
Na região do Arpoador, encontra-se o parque Garota de Ipanema, que leva o nome da famosa música de Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Além de ponto de recreação e lazer, o parque também serve de palco para apresentações de artistas conhecidos.
História
Foi esta praia a escolhida pela alemã (radicada no Brasil) Miriam Etz[1] para usar, pela primeira vez em terras brasileiras, o biquíni, e isto ocorreu em 1948[2].
Citações na música brasileira
- O cantor brasileiro Cazuza, na sua canção Faz parte do meu show, do seu álbum Ideologia de 1988, canta:
Vago na lua deserta das pedras do Arpoador.
- A banda musical de Minas Gerais Skank, em sua música "Te ver" (1994), cita:
Te ter e ter que esquecer, é insuportável é dor incrível, é como não sentir calor em Cuiabá, ou como no Arpoador não ver o mar...

Arpoador e a Paisagem Cultural Carioca
O Arpoador integra uma das áreas mais emblemáticas da paisagem urbana e natural do Rio de Janeiro. Localizado na extremidade oriental da Praia de Ipanema e na transição para a Praia do Diabo e Copacabana, o promontório rochoso constitui um dos elementos geográficos mais característicos do litoral da zona sul carioca.[3]
A região faz parte do conjunto de paisagens reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Patrimônio Mundial na categoria Paisagem Cultural, sob a denominação Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar, inscrito em 2012. O reconhecimento destacou a interação singular entre os elementos naturais da cidade — montanhas, florestas e litoral — e sua ocupação urbana ao longo dos séculos.[4][5]
Além de sua relevância paisagística, o Arpoador possui importância histórica na formação da identidade cultural carioca. Desde o século XIX, viajantes, artistas e cronistas registraram a presença da formação rochosa como um dos marcos visuais da entrada da enseada de Copacabana e da orla oceânica da cidade.[6]
Ao longo do século XX, o local tornou-se um importante espaço de convivência pública, práticas esportivas e contemplação da paisagem. A Pedra do Arpoador consolidou-se como um dos pontos mais conhecidos da cidade para observação do pôr do sol, fenômeno associado à configuração geográfica da costa e incorporado às práticas culturais e ao cotidiano dos habitantes do Rio de Janeiro.[7]
Nas primeiras décadas do século XXI, a região do Arpoador passou por um processo de renovação urbana e valorização imobiliária associado à sua localização entre os bairros de Ipanema e Copacabana. Estudos de mercado e levantamentos sobre o setor residencial identificaram a área como uma das mais valorizadas do país, fenômeno frequentemente relacionado à escassez de terrenos disponíveis, à proximidade com a orla oceânica e à relevância paisagística do trecho costeiro.[8]
Pesquisadores da geografia urbana e do patrimônio cultural frequentemente apontam que a combinação entre atributos naturais, patrimônio paisagístico e ocupação urbana contribuiu para a consolidação do Arpoador como uma das áreas mais emblemáticas da zona sul carioca, desempenhando papel relevante na identidade visual da cidade e em sua projeção nacional e internacional.[9]
Pesquisadores da geografia urbana e do patrimônio cultural frequentemente apontam o Arpoador como um exemplo representativo da integração entre natureza e cidade que caracteriza a paisagem carioca, considerada um dos principais elementos da identidade visual e cultural do Rio de Janeiro em âmbito nacional e internacional.[10]
Ver também
Referências
- ↑ O biquíni pioneiro de Miriam Folha de S. Paulo
- ↑ Evolução do Biquini - 1948 Terra
- ↑ «Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar». Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ «Rio de Janeiro: Carioca Landscapes between the Mountain and the Sea». UNESCO World Heritage Centre. Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ «Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar». IPHAN. 2011. Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ Abreu, Maurício de Almeida (2013). Evolução Urbana do Rio de Janeiro. [S.l.]: IPP. ISBN 9788578110797 Verifique
|isbn=(ajuda) - ↑ «Rio de Janeiro: Carioca Landscapes between the Mountain and the Sea». UNESCO World Heritage Centre. Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ «Arpoador: história, paisagem e desenvolvimento urbano na zona sul do Rio de Janeiro». Aeriva Newsroom. Consultado em 17 de junho de 2026
- ↑ «Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar». IPHAN. 2011. Consultado em 15 de junho de 2026
- ↑ «Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar». IPHAN. 2011. Consultado em 15 de junho de 2026
Ligações externas
- «Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro - prefeitura.rio»
- «Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente - SECONSERMA»


