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Angela Davis
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Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes, mas que não cobrem todo o conteúdo. (janeiro de 2022) |
| Angela Davis | |
|---|---|
Angela Davis em retrato de meio-corpo por Bernard Gotfryd | |
| Nome completo | Angela Yvonne Davis |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | norte-americana |
| Progenitores | Mãe: Sally B. Davis Pai: Benjamin Frank Davis |
| Parentesco |
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| Cônjuge | |
| Educação | |
| Ocupação | |
| Prêmios | Prêmio Lenin da Paz (1978) |
| Empregador(a) | |
| Filiação |
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| Cargo | Professora universitária |
| Magnum opus |
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| Principais interesses | |
| Carreira musical | |
| Gravadora(s) | Alternative Tentacles |
| Carreira científica | |
| Orientador(es)(as) | Herbert Marcuse |
| Este artigo faz parte de uma série sobre |
| Black Power |
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Angela Yvonne Davis (Birmingham, 26 de janeiro de 1944) é uma professora, filósofa e ativista socialista estadunidense, que alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, do grupo Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos, por ser uma referência entre os marxistas e ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história dos EUA.[3]
Biografia
Angela nasceu no estado do Alabama, um dos mais racistas do sul dos Estados Unidos, e desde cedo conviveu com humilhações de cunho racial em sua cidade.[4] Leitora voraz quando criança, aos 14 anos participou de um intercâmbio colegial, que oferecia bolsas de estudo para estudantes negros sulistas em escolas integradas do norte do país, o que a levou a estudar no Greenwich Village, em Nova Iorque, onde travou conhecimento com o comunismo e o socialismo teórico marxista, sendo recrutada para uma organização comunista de jovens estudantes.[5]
Na década de 1960, Angela tornou-se militante do partido e participante ativa dos movimentos negros e feministas que sacudiam a sociedade norte-americana da época, primeiro como filiada da SNCC de Stokely Carmichael e depois de movimentos e organizações políticas como o Black Power e os Panteras Negras.[3]
Angela lecionou por 17 anos no Departamento de História da Consciência[6] na prestigiada Universidade da Califórnia-Santa Cruz.[7] Recebeu o título de professora emérita da Universidade da Califórnia e se aposentou em 2008. Após sua aposentadoria continuou sua rotina de palestras e cursos em diversas universidades e centros culturais por todo o mundo.[8] [9] Em 2019 passou a integrar o National Women’s Hall of Fame dos Estados Unidos.[10]
Notoriedade e prisão
Em 18 de agosto de 1970, Angela Davis tornou-se a terceira mulher a integrar a Lista dos Dez Fugitivos Mais Procurados do FBI, ao ser acusada de conspiração, sequestro e homicídio, por causa de uma suposta ligação com uma tentativa de fuga do tribunal do Palácio de Justiça do Condado de Marin, em São Francisco.[11]
Durante o verão daquele ano, Angela estava envolvida nos esforços dos Panteras Negras para conquistar o apoio da sociedade a três militantes presos, George Jackson, Fleeta Drumgo e John Clutchette, conhecidos como os “Irmãos Soledad”, por terem sido enviados à Prisão de Soledad, em Monterey.[12]
No dia 7 de agosto, Jonathan Jackson, o irmão de 17 anos de George, em companhia de dois outros rapazes, irrompeu de armas na mão um julgamento num tribunal, na tentativa de ajudar a fuga do réu do caso, o amigo James McClain, acusado de ter esfaqueado um policial. Jonathan e seus amigos se levantaram do meio da assistência na sala do júri e renderam todos no recinto, conduzindo o juiz, o promotor e vários jurados para uma van estacionada do lado de fora. Ao entrar na van, Jackson gritou que queria os “Irmãos Soledad soltos até o meio dia e meia em troca da vida dos reféns”.[13][14]
No tiroteio que se seguiu com a perseguição policial ao grupo, Jonathan e um amigo foram mortos pela polícia, não sem antes matarem o juiz Harold Haley com um tiro na garganta, e o promotor raptado ficou paralítico com um tiro da polícia. As investigações que se seguiram identificaram a arma de Jonathan como registrada em nome de Angela Davis.[3]

Com sua prisão decretada pelo estado da Califórnia e o FBI em seu encalço, Angela fugiu do estado e desapareceu por dois meses, sendo alvo de uma das maiores caçadas humanas do país na época, acompanhada dia a dia pela mídia, até ser presa em Nova Iorque em outubro. O julgamento de dezoito meses que se seguiu colocou uma mulher negra, jovem, culta, assessorada por uma equipe brilhante de advogados, no centro das atenções da imprensa, num paralelo que só seria igualado décadas depois pelo julgamento de O. J. Simpson. Nos longos debates na corte, não apenas o caso criminal envolvido veio à tona, mas uma grande discussão sobre a condição negra na sociedade norte-americana foi travada. Manifestações diárias por sua libertação e absolvição ocorriam do lado de fora do tribunal e por todo o país, transmitidos ao vivo pela televisão.
Dezoito meses após o início do julgamento, Angela foi inocentada de todas as acusações e libertada. John Lennon e Yoko Ono lançaram a música Angela em sua homenagem e os Rolling Stones gravaram Sweet Black Angel, cuja letra falava de seus problemas legais e pedia sua libertação.[15]
Celebridade e liberdade
Finalmente livre, Angela foi temporariamente para Cuba, seguindo os passos de seus amigos, os ativistas radicais Huey Newton e Stokely Carmichael. Sua recepção na ilha pelos negros cubanos num comício de massa foi tão entusiástica que ela mal pôde discursar.[16] De acordo com Carlos Moore, um escritor bastante crítico das relações raciais na Cuba comunista, sua visita ao país causou grande impacto entre a população negra, num tempo em que expressões de identidade racial eram bem raras em Cuba. Suas credenciais revolucionárias permitiram às pessoas da ilha se identificarem com seus pensamentos em público, sem medo de serem apontados como contrarrevolucionários pelo governo cubano.
Em 1975, a militante socialista envolveu-se em novo embate polêmico, quando, em discurso contra ela, o dissidente russo Aleksandr Solzhenitsyn, em Nova Iorque, acusou-a de hipocrisia por sua simpatia para com a União Soviética, já que omitia as condições dos presos políticos sob regime comunista. Em sua crítica, Solzhenitsyn mencionava uma carta de presos políticos checos endereçada a Angela, na qual pediam socorro, esperando que sua condição de celebridade comunista contribuísse para livrá-los da perseguição do Estado, e que denunciasse as duras condições de sobrevivência na cadeia. Os missivistas diziam-se vítimas da mesma injustiça que a própria Angela sofrera antes deles, pois também não tinham culpa, mas estavam presos. A resposta de Angela: “Eles merecem o que tiveram, que continuem na prisão!”, repercutiu muito na mídia da época.[11]
Posteridade
Angela Davis candidatou-se a vice-presidente dos Estados Unidos em 1980 e 1984 como companheira de chapa de Gus Hall, presidente do Partido Comunista Americano, tendo votação irrisória. Continuou sua carreira de ativista política e escreveu diversos livros, principalmente sobre as condições carcerárias no país.[17]
Não se considera uma reformista prisional, mas uma abolicionista.[18] Em suas palestras, refere-se sempre ao sistema carcerário dos Estados Unidos como um complexo industrial de prisões. Davis advoga, como solução para o problema, a extinção do cumprimento de penas em presídios, apontando que a maioria dos presidiários do país são negros e latinos, e atribui essa constatação, à origem de classe e raça dos apenados.[18]
Nos últimos anos, continua a proferir discursos e palestras, principalmente em ambientes universitários e se mantém como uma figura proeminente na luta pela abolição da pena de morte na Califórnia. Em 1977-1978 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz.[19]
Pensamento e visão política
O pensamento de Angela Davis é caracterizado pela interseccionalidade, articulando as categorias de raça, classe e gênero para compreender as estruturas de poder e opressão na sociedade capitalista contemporânea.[20]
Abolicionismo prisional
Um dos pilares de sua obra é a crítica ao que denomina "complexo industrial-prisional". Davis argumenta que o sistema carcerário nos Estados Unidos e em outros países não funciona apenas como um mecanismo de controle de crime, mas como uma ferramenta de gestão social voltada para a marginalização de populações racializadas e empobrecidas. Ela defende a abolição das prisões, propondo que os recursos investidos no encarceramento sejam redirecionados para serviços públicos de educação, saúde, moradia e programas de justiça restaurativa.[21]
Interseccionalidade e Feminismo Antirracista
Davis estabeleceu um marco fundamental ao criticar a perspectiva de gênero do feminismo hegemônico estadunidense, que, em meados do século XX, tendia a ignorar a realidade específica das mulheres negras e operárias. Em sua análise, ela demonstra que a luta pelo direito ao voto e por melhores condições de trabalho esteve sempre atravessada por tensões de raça e classe. Para Davis, a libertação das mulheres é impossível sem a desmantelação simultânea do racismo e do sistema capitalista.[22]
Crítica ao Capitalismo
Como militante e teórica marxista, Davis entende que a exploração econômica é o motor que mantém a desigualdade social. Ela defende que o combate ao racismo não pode ser dissociado de uma crítica ao sistema de acumulação de capital. A autora sustenta que, enquanto o lucro for a lógica central da organização social, as disparidades raciais serão perpetuadas por instituições que visam preservar a ordem estabelecida.[23]
Justiça Restaurativa e Cura
Nos últimos anos, sua agenda política tem se alinhado aos esforços por formas alternativas de resolução de conflitos, focadas na reparação e na cura comunitária em vez do modelo punitivo estatal. Ao lado de figuras como sua irmã, Fania Davis, Angela promove a ideia de que a transformação social requer um processo de "cura coletiva" que enfrente os traumas históricos herdados da escravidão e da violência sistêmica.[24]
Documentários

A trajetória de Ângela Davis foi registrada em Angela Davis: Portrait of a Revolutionary (1972), dirigido por Yolande du Luart, estudante da escola de cinema da UCLA.[25] O documentário acompanha Davis entre 1969 e 1970, registrando o período de sua demissão da UCLA e as tensões políticas que precederam os eventos que levaram ao seu encarceramento.[18]
Posteriormente, o documentário Libertem Angela Davis (Free Angela and All Political Prisoners, 2012), dirigido por Shola Lynch, é uma obra central na recuperação histórica da trajetória da ativista.[26] O filme utiliza imagens de arquivo inéditas e entrevistas com a própria Angela Davis para narrar o período de sua militância no final da década de 1960, sua prisão sob acusação de conspiração e a subsequente campanha internacional pela sua libertação.[27]
A obra de 2012 destaca o julgamento que se tornou um símbolo global da luta contra o racismo e a repressão política. Ainda, narra a construção de Angela como uma figura pública e a complexidade de sua vida pessoal e intelectual durante o período de efervescência do movimento negro nos Estados Unidos.[28]
Obra
Livros em português
- Mulheres, Raça e Classe (2016) - ISBN: 978-85-7559-503-9
- Mulheres, Cultura e Política (2017) - ISBN: 978-85-7559-565-7
- A liberdade é uma luta constante (2018) - ISBN: 978-85-7559-612-8
- Estarão As Prisões Obsoletas? (2018) - ISBN: 978-85-7432-148-6
- Angela Davis: Uma autobiografia (2019) - ISBN: 978-85-7559-683-8
- A democracia da abolição: para além do império, das prisões e da tortura (2019) - ISBN: 9788574321431
- O sentido da liberdade: E outros diálogos (2022) - ISBN: 978-65-5717-183-7
- Democracia para quem? Ensaios de resistência (2023) - ISBN: 978-65-5717-252-0
- Abolicionismo. Feminismo. Já. (2023) - ISBN: 978-85-359-3529-5
- Abolição (2025) - ISBN: 978-85-359-4158-6
Livros em inglês
- If They Come in the Morning: Voices of Resistance (Nova York: Third Press, 1971), ISBN 0-893-88022-1.
- Angela Davis: An Autobiography, Random House (1974), ISBN 0-394-48978-0.
- Joan Little: The Dialectics of Rape (New York: Lang Communications, 1975)[29]
- Women, Race and Class, Random House (1981), ISBN 0-394-71351-6.
- Women, Culture & Politics, Vintage (1990), ISBN 0-679-72487-7.
- The Angela Y. Davis Reader (ed. Joy James), Wiley-Blackwell (1998), ISBN 0-631-20361-3.
- Blues Legacies and Black Feminism: Gertrude "Ma" Rainey, Bessie Smith, and Billie Holiday, Vintage Books (1999), ISBN 0-679-77126-3.
- Are Prisons Obsolete?, Seven Stories Press (2003), ISBN 1-58322-581-1.
- Abolition Democracy: Beyond Prisons, Torture, and Empire, Seven Stories Press (2005), ISBN 1-58322-695-8.
- The Meaning of Freedom: And Other Difficult Dialogues (City Lights, 2012), ISBN 978-0872865808.
- Freedom Is a Constant Struggle: Ferguson, Palestine, and the Foundations of a Movement, Haymarket Books (2015), ISBN 978-1-60846-564-4.
- Herbert Marcuse, Philosopher of Utopia: A Graphic Biography (City Lights, 2019), ISBN 9780872867857.
Ver também
Referências
- ↑ «Angela Davis, Sweetheart of the Far Left, Finds Her Mr. Right». People. 21 de julho de 1980. Consultado em 20 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 11 de março de 2015
- ↑ «Angela Davis Now». Los Angeles Times. 8 de março de 1989. Consultado em 6 de janeiro de 2015. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2019
- 1 2 3 «Angela Davis (January 26, 1944)». National Archives (em inglês). 13 de julho de 2020. Consultado em 24 de abril de 2023. Cópia arquivada em 4 de abril de 2023
- ↑ Davis, Angela Yvonne (março de 1989). «Rocks». Angela Davis: An Autobiography. New York City: International Publishers. ISBN 0-7178-0667-7
- ↑ Davis, Angela. «Angela Davis Graduates 1965». Brandeis WGS 35. Consultado em 30 de abril de 2015. Cópia arquivada em 2 de outubro de 2015
- ↑ «Faculty Emeriti». histcon.ucsc.edu. Consultado em 17 de junho de 2020. Cópia arquivada em 14 de junho de 2020
- ↑ «Angela Davis, iconic activist, officially retires from UC-Santa Cruz». The Mercury News (em inglês). 27 de outubro de 2008. Consultado em 17 de junho de 2020. Cópia arquivada em 17 de junho de 2020
- ↑ Roland, Patrice. «Université Sorbonne Nouvelle - Paris 3 - Angela Davis - Conférence exceptionnelle à la Sorbonne Nouvelle». www.univ-paris3.fr (em francês). Consultado em 17 de junho de 2020. Cópia arquivada em 17 de junho de 2020
- ↑ «Angela Davis realiza conferência gratuita no Auditório Ibirapuera». Itaú Cultural. Consultado em 17 de junho de 2020. Cópia arquivada em 17 de junho de 2020
- ↑ Rappaport, Scott. «UCSC emerita professor Angela Davis to be inducted into the National Women's Hall of Fame». UC Santa Cruz News (em inglês). Consultado em 17 de junho de 2020. Cópia arquivada em 17 de junho de 2020
- 1 2 Matusevich, Maxim (24 de fevereiro de 2024). «"You Are Not Alone": Angela Davis and the Soviet Dreams of Freedom». Cambridge University Press. Consultado em 30 de setembro de 2025
- ↑ «Angela Davis Biography: Academic, Civil Rights Activist, Scholar, Women's Rights Activist». biography. A&E Television Networks, LLC. Consultado em 6 de maio de 2015. Cópia arquivada em 3 de maio de 2015
- ↑ Aptheker, Bettina (1997). The Morning Breaks: The Trial of Angela Davis. [S.l.]: Cornell University Press
- ↑ «Search broadens for Angela Davis». Eugene Register-Guard. Associated Press. 17 de agosto de 1970. Consultado em 14 de setembro de 2009. Cópia arquivada em 23 de julho de 2025
- ↑ «A história de Angela Davis em HQ». Época. 4 de agosto de 2020. Consultado em 24 de abril de 2023. Cópia arquivada em 25 de abril de 2023
- ↑ Seidman, Sarah J. (2020). «Angela Davis in Cuba as Symbol and Subject». read.dukeupress.edu. Consultado em 24 de abril de 2023
- ↑ «Harris não é a primeira negra candidata a vice nos EUA; foi Angela Davis, em 1980». Brasil de Fato. Consultado em 24 de abril de 2023. Cópia arquivada em 25 de abril de 2023
- 1 2 3 Vieira, Luana Fernanda Alves (2021). «Por um abolicionismo penal antirracista : centralizando a raça no debate abolicionista brasileiro a partir de Angela Davis». Consultado em 24 de abril de 2023. Cópia arquivada em 25 de outubro de 2025
- ↑ «Quem é Angela Davis». online.pucrs.br. Consultado em 25 de abril de 2023. Cópia arquivada em 25 de abril de 2023
- ↑ Davis, Angela (2016). Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo
- ↑ Davis, Angela (2018). Estarão as prisões obsoletas?. Rio de Janeiro: Difel
- ↑ Davis, Angela (2017). Mulheres, cultura e política. São Paulo: Boitempo
- ↑ «Lutar contra prisões em massa e pena de morte é lutar contra escravidão dos tempos modernos, diz Angela Davis». Geledés. Consultado em 10 de julho de 2026
- ↑ «The Radical Work of Healing: Fania and Angela Davis on a new kind of civil rights activism» (em inglês). Consultado em 10 de julho de 2026
- ↑ «Portrait of Miss Davis, Revolutionary». The New York Times. 14 de janeiro de 1972. Consultado em 10 de julho de 2026
- ↑ «Libertem Angela Davis». Consultado em 26 de janeiro de 2018. Cópia arquivada em 9 de janeiro de 2020
- ↑ «Libertem Angela Davis». Revista TPM. Consultado em 10 de julho de 2026
- ↑ «Plataforma libera filme sobre Angela Davis». Alma Preta. Consultado em 10 de julho de 2026
- ↑ «Joan Little: The Dialectics of Rape». Ms. Consultado em 27 de abril de 2018. Cópia arquivada em 30 de janeiro de 2018
Ligação externa
- «10 mujeres negras que han cambiado la historia» (em espanhol)
- «Angela Biography» (em inglês)
- «Angela Davis: uma pantera negra»


