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Alagoinhas
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Alagoinhas | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | alagoinhense |
![]() | |
| Coordenadas: 12° 08′ 08″ S, 38° 25′ 08″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Bahia |
| Municípios limítrofes | Inhambupe, Catu, Araçás, Aramari, Entre Rios e Teodoro Sampaio |
| Distância até a capital | 108 km |
| Fundação | 15 de outubro de 1816 (209 anos) |
| Emancipação | 2 de julho de 1853 (173 anos) |
| Distritos | Lista
|
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Gustavo Augusto de Souza Carmo[1] (PSD, 01/01/2025– ) |
| • Vereadores | 17 |
| Área | |
| • Total IBGE/2022[2] | 707,835 km² |
| • Urbana IBGE/2019[3] | 34,61 km² |
| Altitude | 132 m |
| População | |
| • Total (2024) [4] | 160 662 hab. |
| • Posição | BA: 12º · NE: 40° · BR: 199º |
| Densidade | 227 hab./km² |
| Clima | Tropical úmido (As) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 48000-001 até 48107-999 [5] |
| IDH (PNUD/2010[6][7]) | 0,683 — médio |
| Gini (PNUD/2010[8]) | 0,55 |
| PIB (IBGE/2021[9]) | R$ 4 532 743,45 mil |
| • Per capita (IBGE/2021[9]) | R$ 29 621,32 |
| Sítio | alagoinhas.ba.gov.br (Prefeitura) camaradealagoinhas.ba.gov.br (Câmara) |
Alagoinhas é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado no Agreste deste estado.
História
A Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas foi criada em 1816,[10] na então Capitania da Bahia, no contexto do processo de ocupação e organização do território que posteriormente formaria o município de Alagoinhas. Sua formação esteve associada à expansão dos caminhos de circulação entre o litoral e o sertão baiano, bem como ao crescimento econômico e demográfico verificado no final da segunda metade do século XVIII e início do século XIX.[11]
As primeiras referências à capela das Lagoinhas remontam aos anos de 1748 e 1749, quando registros eclesiásticos mencionam sua existência em documentação produzida pela Igreja. Em 1757, o vigário Joaquim de Sant'Ana, descreveu o território vinculado à capela, delimitando seus limites e registrando a presença de fazendas e sítios voltados principalmente para a agricultura de subsistência.[11] Sua localização junto à Estrada dos Boiadeiros, via de comunicação que ligava Salvador aos sertões do Piauí, contribuiu para o crescimento do povoado e sua integração econômica com outras regiões da Bahia.[11]
O crescimento econômico e demográfico observado entre o final do século XVIII e o início do século XIX levou à criação da Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas em 1816.[10]A elevação da capela à condição de freguesia representou importante reorganização administrativa e religiosa, permitindo que a população passasse a contar com autonomia para a realização dos principais sacramentos sem depender da matriz do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima. O primeiro vigário da nova freguesia foi o padre José Rodrigues Pontes.[10][11]
Ao longo da primeira metade do século XIX, a freguesia consolidou-se como o principal núcleo de povoamento da área que posteriormente daria origem ao município de Alagoinhas. Embora permanecesse subordinada administrativamente à Vila de Inhambupe e, após 1837, à comarca então criada, desempenhava papel central na organização religiosa, social e econômica da população local.[11] A importância crescente do povoado é evidenciada pela Carta Topográfica e Administrativa da Província da Bahia, publicada em 1848, que já registrava o povoado de Lagoinhas, entre as principais localidades da província.[11]
Criação da vila de Alagoinhas
Em 16 de junho de 1852, por meio da Lei Provincial nº 442, foi criada a Vila de Alagoinhas.[11][12]A emancipação marcou uma nova etapa da reorganização territorial da região, reconhecendo a relevância política, econômica e demográfica alcançada pela antiga freguesia. Em 1855, a vila recebeu foro civil, ampliando sua autonomia administrativa.[11][12]
Nas primeiras décadas do século XIX, a economia baseava-se principalmente na agricultura e na pecuária.[11][13] Destacavam-se o cultivo de milho, mandioca, cana-de-açucar, além de criação de gado. A estrutura fundiária compreendia propriedades rurais de diferentes dimensões, algumas delas dotadas de engenhos e sustentadas pelo trabalho de pessoas escravizadas.[11]
Os registros paroquiais indicam que, entre 1818 e 1840, foram batizadas 2.686 pessoas escravizadas na freguesia, evidenciando a importância do trabalho escravizado na economia local.[11] Em 1856, a população era estimada em 14.560 habitantes, distribuídos entre 3.556 homens livres, 4.122 mulheres livres, 3.900 crianças e 2.982 pessoas escravizadas.[14] Esses dados revelam aspectos da estrutura demográfica e social da freguesia e, posteriormente, da vila de Alagoinhas durante a primeira metade do século XIX.
Geografia
O município está localizado no leste da Bahia, no Agreste deste estado, com uma área de 734 quilômetros quadrados. Está situado nas unidades geomorfológicas dos Tabuleiros do Recôncavo e dos Tabuleiros Interioranos. De clima quente e semi-úmido, possui vegetação de floresta estacional semidecidual e de parque sem floresta de galeria.[carece de fontes]
Sua geologia pode ser resumida, segundo a CEI e IBMB 1993-1994, em arenitos médios e grosseiros, conglomerados / brechas, paraconglomerados.[carece de fontes]
A cidade é servida pela malha rodoviária e ferroviária. A BR-101, que corta o Brasil de Norte a Sul, serve a cidade fornecendo importante acesso e meio de escoamento de produtos para cidades do Nordeste como Recife e Aracaju, além de cidades como Vitória e Rio de Janeiro, no Sudeste do país. Também corta a cidade a BR-110, que a une ao Nordeste pelo interior da região. A ferrovia possui na cidade, além do seu papel histórico, um entrocamento que já foi de grande importância para o país e teve o seu declínio de acordo com a subvalorização do transporte ferroviário no país. Possui ainda rodovias estaduais que ligam a cidade à BR 116 e também à Linha Verde.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970, 1977 a 1980, 1986 a 1989 (até 31 de março) e a partir de 1992, a menor temperatura registrada em Alagoinhas foi de 10,4 °C em 21 de dezembro de 1962,[15] e a maior atingiu 40,2 °C em 1° de janeiro de 1988 e 20 de Março de 2019.[16] O maior acumulado de precipitação em 24 horas atingiu 181,7 mm em 20 de dezembro de 1999. Outros grandes acumulados foram 121,7 mm em 12 de janeiro de 2011, 112,9 mm em 20 de janeiro de 1964, 109,2 mm em 26 de maio de 1966 e 102,5 mm em 8 de maio de 1963.[17] O mês de maior precipitação foi abril de 1964, quando foram registrados 474,6 mm.[18]
| Dados climatológicos para Alagoinhas | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima recorde (°C) | 40,2 | 38,3 | 40,2 | 38,2 | 35,5 | 33,7 | 31,7 | 31,7 | 34,8 | 37,8 | 39,5 | 38,6 | 40,2 |
| Temperatura máxima média (°C) | 33,1 | 32,9 | 32,8 | 31 | 29,2 | 27,5 | 27,1 | 27,3 | 28,7 | 30,6 | 31,9 | 32,7 | 30,4 |
| Temperatura média compensada (°C) | 26,3 | 26,3 | 26,4 | 25,4 | 24,1 | 22,7 | 21,9 | 21,9 | 22,9 | 24,3 | 25,5 | 26 | 24,5 |
| Temperatura mínima média (°C) | 21,3 | 21,4 | 21,6 | 21,3 | 20,4 | 19,2 | 18,1 | 17,8 | 18,5 | 19,5 | 20,7 | 21,3 | 20,1 |
| Temperatura mínima recorde (°C) | 14,8 | 12,3 | 13 | 14,2 | 11,5 | 12 | 11,4 | 11 | 10,8 | 12,6 | 13,2 | 10,4 | 10,4 |
| Precipitação (mm) | 59,8 | 65,4 | 75,6 | 124,6 | 153,7 | 152 | 109,3 | 93,2 | 66,7 | 48,6 | 61,2 | 63,2 | 1 073,3 |
| Dias com precipitação (≥ 1 mm) | 6 | 7 | 8 | 12 | 15 | 17 | 17 | 16 | 10 | 6 | 6 | 5 | 125 |
| Umidade relativa compensada (%) | 74,2 | 75,9 | 77 | 82,2 | 85,5 | 87,3 | 86,2 | 84,9 | 81,2 | 77,6 | 74,9 | 73,4 | 80 |
| Insolação (h) | 230,2 | 210,8 | 216 | 193,5 | 187,7 | 152,2 | 174,1 | 170 | 192,4 | 223,5 | 213,1 | 221,9 | 2 385,4 |
| Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[19] recordes absolutos de temperatura: 01/01/1961 a 31/12/1970, 01/01/1977 a 31/12/1980, 01/01/1986 a 31/03/1989 e partir de 01/01/1992)[15][16] | |||||||||||||
Demografia
Pelo censo demográfico do Brasil de 2010, a composição demográfica da população se distribui entre 50.109 católicos, 47.253 de religiões evangélicas e 24.929 sem religião.[20]
Economia
Segundo dados do IBGE, o PIB do município em 2018 foi de R$ 3 962 801,95 bilhões.[9]
Infraestrutura
Educação
Em 2012, após a divulgação dos índices do Ideb 2011, Alagoinhas ganhou destaque no noticiário nacional. Com nota 2.8, Alagoinhas não conseguiu atingir a meta de 3.0 imposta pelo MEC para 2011.[21]
Ver também
Referências
- ↑ https://g1.globo.com/ba/bahia/eleicoes/2024/noticia/2024/10/07/eleicoes-2024-gustavo-carmo-do-psd-e-eleito-prefeito-de-alagoinhas-no-1o-turno.ghtml Em falta ou vazio
|título=(ajuda) - ↑ «Cidades e Estados». IBGE. Consultado em 4 de agosto de 2023
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Meio Ambiente». Consultado em 9 de fevereiro de 2023
- ↑ «Estimativas da população residente para os municípios e para as unidades da federação - IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 11 de setembro de 2024
- ↑ https://buscacepinter.correios.com.br/app/faixa_cep_uf_localidade/index.php#
- ↑ «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de agosto de 2013
- ↑
- ↑ Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Alagoinhas - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014 [ligação inativa]
- 1 2 3 «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 a 2021». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 1º de janeiro de 2024
- 1 2 3 SILVA, Cândido da Costa e (27 de fevereiro de 2024). Os Segadores e a Messe: o clero oitocentista na Bahia. Salvador-BA, BA: Edufba. ISBN 978-85-232-0216-3
- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 AMORIM, Janaína L. L. S. O Parentesco Espiritual: compadrio de escravos africanos na Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas, 1818-1850 (2 de novembro de 2023). ALMEIDA, Kátia Lorena Novais, ed. Escravidão e Liberdade no Agreste da Bahia: Inhambupe e Alagoinhas- Bahia, século XIX. Salvador, BA: EdUNEB. ISBN 978-65-88211-66-3
- 1 2 AGUIAR, Durval Vieira de (1979). Descrições práticas da Província da Bahia: com declaração de todas as distâncias intermediarias das cidades, vilas e povoações. Rio de Janeiro; Brasília: Cátedra; INL
- ↑ NASCIMENTO, Aline S. S. A manutenção da escravidão em Alagoinhas: laços familiares entre escravizados, 1835-1888. (2 de novembro de 2023). ALMEIDA, Kátia Lorena Novais, ed. Escravidão e Liberdade no Agreste da Bahia: Inhambupe e Alagoinhas- Bahia, século XIX. Salvador, BA: EdUNEB. ISBN 978-65-88211-66-3
- ↑ MATOS, Monalisa Silva Pereira. Alforrias em Alagoinhas – Bahia (1871-1888). (2 de novembro de 2023). ALMEIDA, Kátia Lorena Novais, ed. Escravidão e Liberdade no Agreste da Bahia: Inhambupe e Alagoinhas- Bahia, século XIX. Salvador, BA: EdUNEB. pp. 95–96. ISBN 978-65-88211-66-3
- 1 2 «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (ºC) - Alagoinhas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de setembro de 2014
- 1 2 «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (ºC) - Alagoinhas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de setembro de 2014
- ↑ «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Alagoinhas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de setembro de 2014
- ↑ «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Alagoinhas». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de setembro de 2014
- ↑ «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 9 de maio de 2018
- ↑ , IBGE Censo de 2010.
- ↑





