BRZEN
Abade Faria
Texto da Wikipédia (pt), licença CC BY-SA. O BETARUBI mostra o verbete inteiro nesta página — a leitura não continua fora do site.
| Abade Faria | |
|---|---|
Estátua de Aba de Faria perto de Old Secretariat em Goa. | |
| Nascimento | 30 de maio de 1756 Candolim |
| Morte | 20 de setembro de 1819 Paris |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Ocupação | cientista, monge, médico, hipnotizador, sacerdote |
| Religião | Igreja Católica |
José Custódio de Faria (Goa, Candolim, 30 ou 31 de maio de 1756[1] – Paris, 20 de setembro de 1819), mais conhecido por Abade Faria, foi um religioso e cientista luso-goês que se destacou como um dos primeiros estudiosos da hipnose. O abade Faria inspirou a personagem com o mesmo nome na obra O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas.
Biografia
Filho de Caetano Vitorino de Faria, antigo Padre Católico, mestiço de ascendência Goesa Católica, e de sua mulher Rosa Maria de Sousa, uma herdeira rica, os quais mais tarde se separaram e tomaram Ordens.[2]
Chegou a Lisboa em 1771 e a Roma em 1772. Nesta última cidade esteve até 1780, formando-se em Teologia e recebendo as ordens de sacerdote.[2]
Pertenceu ao grupo dos conspiradores que tentaram derrubar o regime português em Goa em 1787. A chamada Conjuração dos Pintos foi denunciada e exemplarmente reprimida pelas autoridades portuguesas. Faria apressou-se a ir para a França em 1788. Defensor da Revolução Francesa (1789), comandou em uma das secções que, em 1795, atacaram a Convenção Nacional. Foi professor de Filosofia nos Liceus de Marselha e Nîmes.[2]
Iniciado na prática do magnetismo animal por Amand Marie Jacques de Chastenet de Puységur o marquês de Puységur, no ano de 1813 abriu em Paris um gabinete de magnetizador. A prática de hipnose por sugestão trouxe-lhe uma enorme clientela e uma pronta reação de descrédito, sendo rotulado de maníaco e bruxo.[2]
Os últimos anos da sua vida passou-os como capelão de um convento.[2]
Como cientista demonstrou o carácter puramente natural da hipnose, tendo sido ele o primeiro a descrever com precisão os seus métodos e efeitos. Soube antever as possibilidades da sugestão hipnótica no tratamento das doenças nervosas.[2]
Uma versão ficcionada sua é uma personagem do romance O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas.[3]
Referências
- ↑ Roberts, Margaret (maio de 2016). «Abbé Faria (1756-1819): From Lucid Sleep to Hypnosis». American Journal of Psychiatry (em inglês). 173 (5): 459–460. ISSN 0002-953X. doi:10.1176/appi.ajp.2016.16010035. Consultado em 26 de agosto de 2018
- 1 2 3 4 5 6 Moniz, A. Egas, O Padre Faria na história do hipnotismo (Abbé Faria in the history of hypnotism), Lisboa: Faculdade de Medicina de Lisboa, 1925
- ↑ A. Dumas. O Conde de Monte Cristo. Tradução portuguesa c de P.E.A,. de 1999. Editora Publicações Europa-América.
Bibliografia
- DALGADO, D. G. - Memoire sur la vie de l'Abbé Faria. Paris, 1906.6.
- EGAS MONIZ. A. - O Abade Faria na história do hipnotismo. Lisboa, 1977.
- SANTANA RODRIGUES - O Abade Faria. Lisboa, 1946.
- SANTANA RODRIGUES - O Abade Faria e o mesmerismo, "Actas Ciba",2,1947.
Ligações externas
- «Informações sobre Abade Faria». www.goacom.com
- «Abbé Faria». www.abbefaria.com

